quarta-feira, 28 de maio de 2014

Mafiosi teenagers in love 2° temporada - 21° Capitulo

Vinte e um

Interrogatório

Fanfic / Fanfiction Mafiosi teenagers in love Second season - Capítulo 21 - Interrogatório


Hoje era o dia, o final dessa merda, o combinado era "Não reaja, por mais que você queira", Jacki repetiu diversas vezes aquilo para mim no telefone de formas diferentes, porque a polícia iria me abordar num café como suspeita de roubo por uma denuncia anônima, e eu estarei com uma arma não registrada para ajudar nesta "abordagem falsa". Jacki sabia que eu com raiva poderia reagir aquilo, mas eu tinha que me controlar.
Eu tive uma conversa com meu primo Thierry por telefone, ele foi frio, afinal eu matei o pai dele, meu tio... Ele perguntou o que eu realmente queria e o que pensava sobre isso, e eu disse:
"Protejam meu filho, e se afastem do pessoal do acordo, eu terei que fazer isso e talvez não consiga sair ilesa dessa vez..." Lembro que pensei que podia ser muito ruim ficar presa, péssimo, e até mesmo poderia ser morta. E eu terminei com um: "Me vigie 24 horas se precisar, não quero morrer" e ele apenas concordou, porque apesar de tudo somos família.
E então ali estava caminhando, olhando para aquele café, e cada passo eu ficava mais perto de uma coisa que eu não queria para mim, mais um passo e meu coração se apertava, outro passo e parar e pensar que posso nunca mais ver meu pequeno Andrew... Força, você é uma Nercessecian! E quando menos percebi já estava de frente para aquela porta de vidro daquele café que estava cheio pelo fato de ser de manhã, respirei fundo e empurrei a porta e andei com atitude, se for a última vez que forem me ver em público, que seja para nunca se esquecerem como posso parecer ótima, mesmo sendo dez e quinze da manhã.
Mas eu sabia qual era meu medo maior, voltar a ser a Sweet Anne... Uma dissimulada, sociopata, que mataria qualquer um só para tirar a raiva de si, ou só porque sentiu vontade.
Senti um arrepio na espinha, era como se essa Eu do passado estivesse acordando, sentindo que sua hora de voltar "a vida" chegou, e eu só percebi que estava segurando a respiração quando parei para olhar todas aquelas pessoas do café, uma qualquer manhã como sempre para eles, mas não para mim. Não havia mesas vazias, então sentei numa cadeira na frente de um cara que estava sozinho mexendo no celular e quando sentei ele olhou para mim.
- Aqui está ocupado? - Me fingi de simpática e joguei meu cabelo para trás, ele fez um não com a cabeça. - Não se importa, não é mesmo? Se eu sentar aqui? - Como se eu fosse me importar com a opinião dele, mas temos que fingir normalidade, então...
- Olha eu não sei o que você quer, pode sentar ai, mas não tenta conversar comigo tudo bem? - Ele disse ríspido e eu levantei minhas sobrancelhas surpresa. - Eu estou trabalhando. - Ele balançou seu celular e voltou a se concentrar no mesmo. 
- Tudo bem então senhor estressado. - Eu olhei para ele e era como se eu o conhecesse de algum lugar, estranho. Ele deveria ter entre 1,70 a 1,80 de altura, cabelos castanhos escuros penteados para o lado, seus olhos eram pretos, como se tivesse sidos pintados com tinta, e ele estava com um sobretudo, normal para a época de outono.
Então sai da minha avaliação sobre o cara que sentava a minha frente e levantei minha mão chamando a garçonete e ela veio com um sorriso no rosto, parecendo uma personagem de filme, ninguém merece.
- O que a senhora deseja? - Ela disse com a caneta e bloco nas mãos olhando para mim.
- Eu não sou velha para você me chamar de senhora. - Respondi seca. - E eu vou querer um café puro amargo.
- Desculpe senhorita, já trago seu pedido. - Ela disse saindo.
Senti o celular descartável vibrar no meu bolso, então o atendi.
Ligação 
- Não fala nada, apenas escute. - A voz era familiar, mas não sabia dizer quem era. - É o Thierry... - Então a garota chegou com meu café e eu só dei um sorrisinho falso para ela e a mesma o deixou em cima da mesa. - Houve uma mudança de planos, você vai ter que fazer o assalto, não surta, deixa eu terminar. - Ele ficou uns segundos quietos. - A policia estava falando pelo rádio que houve uma denuncia e eles estão ai fora do café do outro lado da rua. - Olhei para fora e vi a viatura.
- Esse não foi o combinado. - Disse e dei um gole no meu café tentando parecer serena e aproveitando talvez o último café que eu fosse tomar na vida.
- Eu sei, a nossa ligação é segura, então posso falar coisas confidenciais... - Ele estava nervoso, assim ele me deixa nervosa. - Os policiais do acordo, eles receberam a denuncia e informaram que era uma Nercessian que iria fazer isso e o pessoal da central achou que era um trote, então deu problema, sem abordagem surpresa, então você tem que fazer o assalto mesmo. - Sussurrei um merda e logo continuei tomando me café. - Os policiais nos informaram que se caso esse suposto assalto da denuncia ocorresse, eles chamariam reforços, então cuidado Anne.
- Vão se foder todos vocês. - O cara que estava na minha frente olhou para mim e eu só dei um sorrisinho falso. 
- E tente não matar ninguém... - Ele disse quase num tom de preocupação, coisa que eu nunca demonstraria naquele momento.
- Farei o que for preciso, beijos, e até logo querido primo. - Desliguei na cara dele e joguei o celular na mesa e por um momento respirei fundo, pensando a merda que ia dar, e eu senti como se meu corpo vibrasse, como se algo que foi apagado dentro de mim reacendesse, fechei meus olhos por alguns segundos e tentei ignorar tudo e quando os abri era como se tudo que eu estava sentido tivesse sumido num estalar de dedos, como se a Sweet Anne tivesse voltado.
 Me levantei da cadeira tirando minha arma da cintura e dei um tiro para o alto.
- EU QUERO TODOS PARA O CHÃO AGORA! - E logo começou aquela choradeira insuportável e os gritos de pavor. - MENOS VOCÊ GAROTA DO CAIXA. - Apontei a arma para a mesma que estava apavorada. - Você vai seguir minhas instruções, tudo bem? - Ela concordou com a cabeça. - Tira todo o dinheiro do caixa e põe no balcão. - E a mesma desesperada começou a fazer o que eu mandei.
- Por favor, deixa minha filha ir... - Disse uma mulher no chão chorando. - Não faz nada com a gente. - Então dei outro tiro para cima e a mesma se assustou e a filha dela começou a chorar.
- O próximo que falar alguma coisa o tiro não vai ser para o ar, vai ser no meio da testa. - E logo em seguida soltei uma risadinha e fui caminhando até o balcão e todo o dinheiro já estava no balcão. - Ei bando de idiotas! Alguém tem um isqueiro? - Um cara levantou a mão tremendo e eu fui em direção dele e ele me deu. - Você pode ir... - Disse liberando o cara, por eu apenas querer agitar mais o pessoal lá fora hahaha. - E quando você estiver la fora... - Ajudei o mesmo a se levantar. - Avisa aqueles policiais de merda assistirem meu show, tudo bem? - Dei um sorriso e ele saiu andando. - Vai mais rápido que eu não tenho o dia todo. - Então o mesmo saiu correndo e já havia mais viaturas na frente daquele café, mas não o suficiente para uma mafiosa que nem eu. Muito desrespeito para uma Nercessian, sério!
Então continuei meu show, e eu estava realmente já me divertindo com aquilo, peguei uma nota em cima do balcão e coloquei minha arma na cintura e quando eu ia acender o fogo ouvi meu nome...
- Anne Nercessian saia do local agora com as mãos para cima, o local está cercado, não há chances de você fugir. - Disse o policial num mega fone. Então eu o ignorei e continuei a fazer o que eu estava fazendo.
- É melhor você sair dai. - Disse para mulher do caixa. - Deita no chão ali e fica quietinha. - Apontei para um local que era perto da saída do balcão, então acendi o isqueiro e peguei uma nota e coloquei por cima e a mesma pegou fogo rápido e eu a joguei em cima das outras notas e tudo começou a pegar fogo, então olhei para a câmera no canto da parede e dei um sorriso e acenei. - AGORA... - Eu comecei a rir e subi em cima da mesa que eu estava e a mesma era de frente para aquela porta de vidro e olhei para o policial que estava com um mega fone e fiz uma reverencia de cumprimento e me agachei e tirei minha arma da cintura. - QUERO QUE TODOS VOLTEM AOS SEUS RESPECTIVOS LUGARES. - Disse com divertimento, e assim todos foram voltando aos seus lugares devagar e o cheiro de queimado já invadia aquele lugar e já havia pessoas tossindo. - QUERO ISSO PARA HOJE, ACELERA. - Quando estava todos em seus devidos lugares, aquele cara que foi grosso comigo, ele estava calmo, duas coincidências, já não é acaso, então apontei a arma para ele. - Não sei quem você é, mas vou descobrir. - Então medi ele  e vi algo em seu pulso, uma cicatriz quase imperceptível para alguém que nunca tivesse visto, mas já para mim que tem uma igual era totalmente visivel, a marca do internato, o que ele fazia ali? Mas agora não era importante, eu precisava fazer o que era realmente importante, terminar meu show.
- Da cadeia não vai ser muito possível. - Ele deu um sorriso falso, de alguma forma ou outra vou descobrir o que ele fazia aqui, então aproveitei que ele teve o mesmo treinamento que o meu para ter uma diversão mais emocionante.
- Eu vou contar até três. - Olhei por de trás dele e havia policiais se aproximando. - No três você abaixa. - Ele confirmou com a cabeça. - Se você não abaixar, já era.
- Conta logo. - Ele me acelerou.
- Um...Dois... - Cerrei meus olhos. - Três! - Então ele se abaixou e eu atirei e todos no café se assustaram, o vidro da porta estraçalhou-se pelo chão, então acertou a perna de um policial e todos os policiais levantaram suas armas esperando a ordem de fogo. - Vou descobrir quem você é, levantei da cadeira com as mãos para o ar e com minha arma na minha mão direita, quando passei pela porta senti os vidros se estilhando de baixo das minhas ankle boots, mas continuei andando com um sorriso no rosto e cheguei no centro daquelas viaturas.
- Se ajoelha no chão devagar... - Disse um policial apontando uma arma para mim e eu assim fiz. - Agora larga a arma no chão. - Respirei fundo para não engatilhar minha arma e atirar em todo mundo ali, então coloquei minha arma no chão e ele chutou para longe e abaixou a arma dele e pegou as algemas e começou a colocar nos meus pulsos e me levantou e começou a me revistar, e minha vontade era de chutar a cara dele, mas eu tinha que ficar calma.
- Qualquer coisa que você falar ou fazer pode ser usado contra você... - Eu interrompi o policial enquanto ele ia me arrastando para a viatura e falando comigo.
- Sem esse blá blá, eu já conheço babaca. - Então ele me jogou brutalmente na viatura.
- Vamos ver se você fala assim com o delegado. - Ele fechou a porta da viatura e entrou no banco do passageiro, e o motorista ligou as sirenes e deu partida e as outras viaturas começaram a escoltar a viatura que eu estava, nada mais digno.
Então encostei minha cabeça no vidro tentando digerir o que aconteceu, pelo menos fui presa com estilo, ou quase isso, e agora estou indo ser julgada pelos meus crimes, ou melhor meu crime fajuto, pelo que eu sei 
[...]
Eu estava na sala do delegado algemada esperando aquele idiota falar alguma coisa.
- Normalmente você já estaria chegando na cadeia e sendo fichada, mas seu caso é delicado demais para ser assim, então vamos fazer assim senhorita, nós vamos te transferir para LA, porque tem uma pessoa que quer cuidar do seu caso lá e parece que ela é muito importante, porque vão vir te buscar para te levarem para lá, ou melhor já estão ai. - Quando ele terminou de falar o mesmo fez um sinal e dois caras entraram na sala e me arrastaram dali.
- Quem são você? - Me debati.
- Não importa. - Um Deles falou, enquanto me arrastavam para o estacionamento e me colocaram num carro que parecia ser blindado e todo preto e um cara já estava la e com uma injeção, quando eu ia me afastar, um daqueles brutamontes me segurou e o cara da seringa injetou o liquido em mim e eu só ouviu a frase "Bons sonhos".
[...]
Acordei depois que injetaram aquela droga em mim acho que umas três vezes durante a viagem, só tenho uns momentos antes de dormir de novo, mas agora eu estava tonta, e abri os olhos com certa dificuldade, analisei aonde eu estava e eu não reconhecia, estava acho que num quarto, tinha uma cama, uma pia, e uma privada, não havia janelas, só uma porta e ela parecia bem reforçada, as paredes era um cinza claro e quando olhei para cima, no canto de uma delas, havia uma câmera, eu estava presa numa cela, mas tenho quase certeza que não é uma cela qualquer ou de qualquer lugar. 
O que eu faço?
Eles estão me vigiando e eu estou confinada, ótimo, isto só me faz lembrar da época do internato quando saía de uma seção de tortura psicológica com o Jacki, e eu tenho traumas disso, não consigo ficar sozinha em lugares como esse sem ouvir...
Minha voz? - Jacki... - Se passaram tantos anos achei que tinha superado. - Lambi meus lábios e levantei a cabeça e olhei para a parede. - Ah esqueci você nunca mais ficou num confinamento assim... - Então ouvi a risada dele é fechei os olhos, querendo que a voz dele sumisse da minha cabeça. - Apesar que o Jeremy te colocou em confinamento né, mas lá você saia de vez em quando não é mesmo, agora aqui é igualzinho ao internato, quanto tempo você acha que você aguenta aqui sem surtar, no internato você não aguentava um mês, em uma semana você surtava. - Então abri meus olhos.
- Você não está aqui, é só coisas da minha cabeça. - Respirei fundo. - Você não vai surtar Anne. - Levantei da cama e comecei a andar de um lado para o outro cantarolando uma melodia para me distrair.

P.O.V Cole Graymaker

- Como ela está? - Analisei as televisões da sala de segurança procurando a câmera da cela da Anne.
- Quieta. - O segurança que cuidava das câmeras respondeu. - Estranho, vocês disseram que ela era bem esquentada, realmente estava bem curioso, afinal ela é bem famosa para a idade dela.
- Talvez ela ainda esteja achando que veio para uma cadeia normal. - Disse Meredith analisando as imagens da câmera. - Peça para levarem ela para a sala de interrogatório, vou conversar com ela, vamos ver se ela lembra de mim. - Disse saindo da sala de segurança e eu a segui.
Quando chegamos na sala de interrogatório, pude ver a Anne sentada na cadeira, eu estava atrás do espelho, Meredith entrou na sala sem pensar duas vezes, Anne não vai me ver tão cedo, se ela descobrir que eu sou um detetive que se infiltrou na máfia para conseguir informações, pode dar tudo errado a investigação. Eu tenho um acordo a Meredith, afinal não era nenhum funcionário do governo, eu sou um detive particular que teve pais mafiosos que morreram, tem acesso a esse mundo podre, e trabalha para quem paga mais.

P.O.V Anne Nercessian

Eu estava naquela cela tentando não surtar, podiam me colocar em outro lugar e não aqui, assim eu só vou piorar... Afinal já piorei desde que a Legião dos Seis voltou para minha vida.
- Você não vai piorar, você vai surtar e vai aos poucos voltando a ser a maluca serial killer. - Ele ria na minha mente, então soquei a parede com toda minha força e minha mão latejou, mas a voz parou e eu vi a porta sendo aberta e eu fui para cima do cara e ia socar a cara dele, mas o parceiro dele foi mais rápido e usou a máquina de eletrochoque, e eu me desiquilíbrio e o outro cara me algemou.
- Ótimo, três contra uma. - Respirei fundo. - Meus dias vão ser divertidos aqui. - Dei uma risada cansada.
- Ninguém te deu autorização para falar. - Disse o cara que eu ia bater, enquanto os outros dois me arrastavam pelo corredor, e havia outras celas, além da minha, interessante. Quando percebi já estava numa sala de interrogatório típica, um espelho falso, e uma câmera filmando, ridículo, revirei meus olhos.
Quem será que vai vir me interrogar?
Entre meus devaneios, uma mulher entrou na sala, e já foi sentando na minha frente, ela era familiar, mas não lembro quem é.
- Olá Anne, há quanto tempo. - Quando ela disse aquilo realmente me pareceu que a gente se conhecia de algum lugar.
- E você quem é? - Apoiei meus antebraços algemados em cima da mesa que dava uma distância entre nós e dei um sorriso sem mostrar os dentes.
- Você não se lembra de mim? - Ela parecia brava, oi? 
- Você vai continuar com esse jogo de adivinhação ou vai me dizer quem é? - Disse entediada, ela parecia bem irritada pelo fato de eu não lembrar dela, eu nem lembro dessa mulher, o que eu posso fazer.
- Talvez isso faça você lembrar. - Ela tirou a jaqueta de frio dela e ficou de costas para mim e abaixou a alça da sua regata do lado direito e eu vi uma cicatriz, duas iniciais "A.N.", então eu gelei.
- Meredith... - Sussurrei o nome dela, então comecei a rir, e então ouvi um estrondo na mesa, quando olhei as mãos dela estava sobre a mesa, ela tinha batido na mesma com força.
- Do que você está rindo? Dessa vez eu venci de você Anne, agora você é perdida. - Ela olhou para mim com um sorriso de vitória e eu comecei a rir mais, então ela veio para cima de mim e me agarrou pela roupa.
- Calma querida. - Disse sínica e tentei segurar o riso. - Você é uma completa piada Meredith, juro para você, eu esperava que qualquer um viesse aqui, menos você. - Então consegui segurar o riso. - Afinal você parecia uma cadelinha medrosa quando eu te conheci. - Então a mesma me jogou na cadeira com tudo.
- O que importa é o agora e não o passado Nercessian, eu vim aqui porque eu mesmo venho cuidando dos seus casos desde que você matou minha irmã. - Meredith disse friamente, ela pode ter mudado, mas tenho certeza que no fundo, ela é a mesma.
- Nossa uma das melhores detetives do mundo cuidando do meu caso, que honra.  - Disse num tom de divertimento e logo continuei. - São os mesmos casos que foram arquivados por falta de provas, depoimentos, suspeitos, e testemunhas? - Dei um sorriso maldoso no final da frase, afinal me lembro de como eu matava as testemunhas que ela arranjava, eu realmente me divertia. - Me diz Meredith faz quantos anos que você perde seu tempo me investigando? Seis anos? Sete talvez? Faz muito tempo. - Disse num tom de deboche.
- Mas todo esse tempo vai valer a pena agora. - Ela voltou a se sentar. - Eu tenho perguntas para você.
- Antes de você começar, você pode me responder que lugar é esse? - Olhei para a cara dela entediada.
- Estamos em um lugar de alta proteção, afinal os presos daqui não são qualquer um. - Ela levantou e foi até a porta, entrou lá e logo voltou com uma pasta arquivo na mão. 
- Então aqui é uma máxima? - Perguntei curiosa.
- Sim, é uma máxima, agora vamos ao que importa. - Ela abriu aquela pasta de arquivos e eu me ajeitei na cadeira. - Quero que fale seu nome e sua idade.
- Será que antes você pode me dar um copo d'agua? Eu realmente estou com sede, seus colegas de trabalho me deram uns choques, não é ótima mensagens de boas vindas, mas fazer o que né, cada um recebe a educação que merece. - Eu disse me divertindo com ela.
- Não me faça perguntar de novo. - Disse ela autoritária, ui. Revirei os olhos e respondi:
- Anne Nercessian, 24 anos. - Falei e logo em seguida olhei para a câmera, eu tinha mesmo que me meter nessa roubada? Então sorri para a câmera.
- Vamos começar com algo simples, me responda com sim ou não. - Ela disse é eu revirei os olhos, enquanto continuar esse besteirol eu colaboro, se ela piorar nas preguntas eu não falo nada. - Você é uma Nercessian?
- Sim. - Respondi.
- Você participa da máfia Nercessian?
- Não. - Eu não ia dizer sim, ninguém tem provas contra mim.
- Não pode mentir, eu quero a verdade. - Meredith disse rígida.
- Você tem provas que eu da máfia? Eu não faço essas coisas não. - Revirei os olhos.
- Você estava armada num café, foi presa em flagrante, tenho uma prova que você se envolve nessas coisas. - Ela disse sínica.
- Ah aquilo? Foi só um surto, isso não quer dizer que eu participo da máfia né. Se você quiser eu passo o número do meu terapeuta, ele me medica sabe, remédios de tarjas pretas e tal... - Me segurei para não rir eu estava me divertindo com a situação. - Afinal querida eu acho que você tem problemas de obsessões sérios, porque olha perseguir uma pessoa por anos não é nada saudável. - Disse fazendo um movimento negativo com a cabeça.
- Nós não temos provas concretas... - Ela disse me ignorando, hastag chateada. - Mas temos testemunhas, e eu sou uma delas, ou você já esqueceu tudo que você causou a mim e a minha família? - Ela me encarou brava. Testemunhas? Ninguém em sã consciência ia depor contra uma mafiosa, a não ser ela, mas ela não bate bem da cabeça, então...
- Claro que não Meredith, sua família me causou muitas noites felizes e divertidas, principalmente sua irmã... - Eu estava me divertindo com aquilo.
- Cala a sua boca suja. - Ela se levantou.
- Vem me fazer calar. - Dei um sorriso e ela ia socar meu rosto, mas alguém foi mais rápido e segurou o punho dela.
- Se acalma, ela está te provocando se não percebeu, se você não sabe trabalhar sem se envolver emocionalmente terei que informar para o nosso superior que você não está apta para o trabalho. - Disse um cara alto em forma, de cabelos castanhos claros com detalhes grisalhos, o mesmo disse como se ele já tivesse dado um aviso anteriormente.
- Ui alguém está levando bronca do big boss, porque não aceita que a irmanzinha me idolatrava. - Falei debochada e analisei minhas unhas, eu finalmente consegui atingi-la, e principalmente quando ela esta sofrendo um ultimato, se eu conseguir retira-la da minha vida aqui dentro, serei solta facilmente, mas com ela aqui vai ser um inferno.
Ela e o cara saíram da sala e eu fiquei sozinha, eu até tiraria uma onda colocando meus pés sobre a mesa se eles também não tivessem acorrentado, só agora fui perceber, nossa, ser drogada e logo depois ter tomado uns choques não fez bem para mim.
Joguei minha cabeça para trás e comecei a pensar como as coisas estão com pessoal depois que eu vim para cá, tomara que o Thierry consiga hackear o sistema daqui para arranjar uma fuga, não vou aguentar ficar tempo demais aqui, e olha que esse era só o primeiro dia... Tomara que eu sobreviva psicologicamente.
- Vou sobreviver, fui treinada para isso. - Cortei meus pensamentos sussurrando aquilo e logo olhei para minima cicatriz, um triangulo, a cicatriz do internato, fazia tanto tempo que eu não a reparava, até hoje, até ver a mesma cicatriz no braço de um estranho, ou quase isso. As pontas do triangulo, cada uma tinha um sentindo, a primeira era ter honra, honre teu nome, a segunda ter coragem, mesmo se fosse para matar alguém que você se importa , e a terceira confiança, confiar em si mesma, sempre. Passei meu polegar em cima da cicatriz e fechei meus olhos lembrando do meu passado... "Você é melhor que todos" aquela frase sussurrou na minha cabeça como uma lembrança, lembro que todos os funcionários do internato dizia isso aos alunos que chegaram ao final daquele inferno, o inferno que me fez ser preparada para momentos como estes.

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4 comentários:

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