quarta-feira, 25 de junho de 2014
Mafiosi teenagers in love 2° temporada - 25° Capitulo
Se passaram dois dias nesse presídio, as mulheres, ah... Bom, me olham diferente, e as garotas da Serena não falaram nada, enquanto eu sentava na mesa delas, mas hoje seria diferente, Serena voltaria da solitária, e com toda a certeza, querendo me matar.
- Detenta... - Disse a guarda abrindo a cela, e eu e Mia olhamos, não estava em nenhum horário comum... - Nercessian, vem comigo. - Então eu levantei, e mesma fez um sinal para eu esticar os braços e ela me algemou.
Estávamos andando pelos corredores, até entrarmos numa sala, com uma mesa duas cadeiras paralelas entre a mesa, e um cara com um terno azul marinho no canto da sala, parecendo... Me esperar.
- Estarei lá fora. - Disse a guarda olhando para o homem que me analisava, e logo a mesma saiu da sala, analisei a mesma, câmera no canto direito, acho que vivo num reality show e não me avisaram.
- Você não parece o tipo do Bieber. - Ele me mediu, e se sentou na cadeira e fez um sinal para que eu sentasse, eu estava desconfiada, quem era esse cara?
- Eu ouvi bem? Você disse Bieber? - Perguntei receosa.
- Sim. - Ele disse apoiando seus antebraços na mesa. - Sou seu novo advogado, ele me mandou aqui. - Eu peço para ele se afastar, e ele me arranja um advogado?
- Estranho. - Eu disse simples, eu talvez faria um show, mas não, agora nada mais importa, se ele quis ajudar, que mal tem? - O que você quer falar comigo exatamente? - Apoiei meus antebraços com pulsos algemados na mesa gelada, e senti o frio da mesa percorrer pelo meu corpo.
- Primeiro, como sou seu novo advogado, a defensoria pública está fora do jogo, o que é bom, porque analisando seu caso... - Ele fez uma cara ruim, mas logo continuou. - Realmente querem que você fique presa, ou morra aqui.
- Me conta uma novidade. - Disse grossa, ele deu uma risada.
- Enfim, eu não estou aqui para te libertar, estou aqui para facilitar sua fuga. - Ele se encostou na cadeira, que tipo de advogado ele era? Então olhei para as câmeras. - Relaxa, sigilo, só apenas imagens, não tem áudio. - Ele disse quado viu meu olhar. - Primeiro, eu tenho informações das pessoas que querem te tirar daqui.
- Pessoas? - Levantei minha sobrancelha, afinal o Bieber tinha mandado ele.
- Sim, Bieber, um parente seu, e um amigo, nomes não lembro, mas o que eu tenho para dizer, é que eu consigo uma transferência de setor para você, esse presídio é o setor dos rebeldes, vamos se dizer assim. - Ele disse num tom de divertimento, estou gostando desse cara. - O presídio é dividido em dois setores, e os das "mocinhas" é o primeiro, e esse aqui é o segundo, com o que já temos, consigo te transferir em uma semana para lá.
- Com o que temos? - Perguntei num tom de curiosidade.
- Corrompimento de provas, e mais algumas coisinhas. - Ele disse. - Quando eu te colocar no outro setor, seus colegas podem te visitar e explicar melhor. - Ele disse entediado. - Bom, Sra. Nercessian será um prazer trabalhar para você. - Ele esticou a mão e eu apertei.
- Você não me disse seu nome. - Disse analisando ele,
- Você pode me chamar de Sr. Blue, na próxima vez que nos vermos te contarei meu nome. - Ele deu um sorriso de canto.
[...]
Depois que sai da sala, fui encaminhada para fazer meu crachá, ótimo, o dia que a Serena volta, eu serei revelada hahaha.
Me lavaram até minha cela e eu entrei e já fui para minha cama.
- Ei... - Mia falou e logo pulou da cama dela, mas não me movi. - A guarda te chamou de Nercessian, foi isso mesmo? - Eu sentia o olhar dela, e a desconfiança na sua voz, e um sorriso brotou no meu rosto.
- Isso mesmo. - Disse me levantando da cama. - Anne Nercessian, é meu nome. - Bati no crachá e me aproximei dela, e a mesma deu um passo involuntário para trás, mas logo se manteve firme, não consegui guardar minha risada. - Esse nome é familiar para você? - Perguntei irônica, e dei um passo a frente, e ela estava estática.
- Sim. - Ela engoliu seco. - Mas até aonde eu sei você estava morta. - Ela dizia num tom baixo, e cauteloso.
- Ah sim, maldito boato. - Disse descontraída. - É que eu sou tipo fênix, quando pensam que eu morri, eu volto mais forte ainda. - Disse com um sorriso no rosto. - Bom, agora que você sabe quem eu sou, não precisa mais se preocupar né? - Dei uma risadinha. - Afinal, se me recordo bem, sua dona volta hoje da solitária, será que ela vai ter coragem de fazer alguma coisa comigo? - Mia me analisava, conhecia aquele olhar, mas ao mesmo tempo, havia espanto em seus olhos, e aquele olhar acendia algo em mim, que eu não sentia há tempos.
- Serena, não é fraca, ela é mais forte do que você pensa, e ela não é respeitada aqui dentro a toa, então se você não baixar sua bola, ela realmente pode fazer o que quiser com você, afinal dentro da cadeia as regras são outras. - Ela finalmente soltou as garras, eu estou adorando isso.
- Tudo bem, se você acha isso. - Deitei na minha cama de novo e fechei os olhos, ignorando qualquer palavra que saísse da boca daquela cadelinha.
[...]
Era hora de rever a querida Serena, a minha colega de cela, barra cadelinha da serena, saiu praticamente correndo na hora que avisaram o café da manhã, atrás do seu grupinho, hoje o dia vai ser pesado, sinto isso nas minhas veias.
Eu passava pelas pessoas, e algumas cochichavam: "O que a Serena vai fazer contra ela?" "Hoje essa patricinha vai conhecer o lugar dela" "Você viu o crachá dela?".
Apenas ignorei, e passei com as de sobriedade, o meu foco não era retrucar cochichos e sim peitar alguém que acha que está a minha altura.
Eu já estava em direção da mesa delas, e eu avistei a Serena de costas, e minha vontade era puxar ela á força dali, mas não, eu tenho que me conter, antes que eu chegasse sem ela me ver uma das suas cadelinhas fez um sinal para ela olhar para trás, e seus olhos fixaram no meu, e ela levantou imediatamente quando cheguei perto da mesa e me peitou.
- Procura outra mesa. - Ela praticamente rosnou.
- Obrigada, mas não to afim, eu adorei sentar aqui nesses últimos dois dias. - Dei um sorriso debochado, e coloquei minha bandeja em cima da mesa, ela olhou e pressionou os lábios, e antes que ela falasse, eu tomei a vez. - Aonde você estava mesmo? Ah é mesmo na solitária. - Fiz carinha triste, mas logo comecei a rir, então ela segurou na gola da minha camisa, mas eu não fiz nada, além de continuar com meu sorriso.
- Aqui dentro você não tem poder, filhinha de papai. - Ela disse brava. - Aqui quem manda sou eu, e seu nome não vale de nada.
- Pois é. - Disse sarcástica. - Afinal o nome que carrego... - Disse quase num sussurro. - Manda na zona norte inteira, tirando também a zona sul também... - Então ela me interrompeu.
- A zona sul quem manda é os Bieber's, e até aonde eu sei, eles são seus inimigos. - Ela disse com um ar de "Eu sei das coisas".
- Você saber de informações, não te faz importante, afinal quem é você né vadia? - Eu ri e soltei as mãos dela da minha gola.
- Minha família é aliada dos Bieber's, eu tenho contados, e pode-se dizer que também tem um nível de intimidade com o Justin Bieber, que se eu mandasse ele dar um jeito para matar você, ou alguém da sua família la fora, ele faria. - Ela disse toda convecida, e eu comecei a rir.
- É por isso que todo mundo te obedece? - Continuei rindo.
- Você acha pouco? Não brinca comigo, sua vaca. - Ela ia se aproximando e eu coloquei a mão para ela parar.
- Então manda, fala para ele me matar, matar quem ele quiser da minha família, eu realmente não tenho medo, afinal eu não me apoio em nome de ninguém, eu apoio no MEU sobrenome, e seu eu fosse você vadia, não mexeria comigo. - E agora eu quem puxei a gola dela.
- Não brinca com fogo, se não quer se queimar. - Ela disse me ameaçando.
- O único problema, é que eu já me queimei faz tempo. - Larguei ela e ia sentar na mesa, mas as cadelinhas ocuparam o espaço, e eu soltei o ar. - Tudo bem, vocês obedecem essa piranha porque ela diz ter contato com os Bieber's, eu não sei se vocês sabem das novidades cadelas, mas o herdeiro dessa merda da mafia de LA é o Justin Bieber, não uma qualquer como a Serena, vocês acham mesmo que ele vai receber ordens de uma qualquer como ela? Que ele só deve ter comido por diversão? - Então senti um impulso para trás, era ela, Serena puxando meu rabo de cavalo, e logo em seguida ia me dar um soco, mas eu desviei. - Você tem certeza que quer fazer isso? Porque eu realmente não vou ter pena. - Ela não falou nada, só veio na minha direção tentando dar outro soco, e eu segurei seu punho e desviei novamente, e em seguida dei um soco no seu diafragma, o que fez ela ficar corcunda, então segurei sua cabeça e a abaixei, e dei uma joelhada na sua cara e a joguei no chão. - Não estou muito no clima para isso, tem certeza que quer continuar? - Disse com os braços cruzados, e ela levantou do chão com seu nariz sangrando.
- Eu vou matar todos que você ama, sua vadia. - Ela me encarava, e eu apenas bocejei.
- Vai mesmo? - Disse animada. - Então começa pelo Bieber. - Então me sentei na mesa, ignorando ela, e ela me olhou confusa, e parece que meia desnorteada, ela viria para cima de mim, mas Mia a impediu, sussurrando algo para ela.
- O que você quer dizer com isso sua vadia? - Ela perguntou nervosa, limpando o sangue com um guardanapo.
- Justin Bieber, começa por ele. - Olhei para ela.
- Você não ama seu inimigo. - Ela disse brava já perto de mim. - Está zombando com minha cara, é melhor tomar cuidado na hora que estiver dormindo.
- Você ama ele, por que eu não posso? - Olhei para a mesma. - A diferença é que entre mim e ele é recíproco, já com você é algo que ele nem deve lembrar mais. - Então ela bateu na mesa com tudo.
- Ah... - Ela respirou fundo. - Você não sabe nada sobre mim, tem certeza que quer correr esse risco? - Nisso aquele refeitório nos olhava, disfarçadamente, nada de tumulto.
- Uma coisa eu sei, você é uma vadia que MEU Bieber, jogou fora. - Eu já estava em pé. - Aliada dos Bieber's? Me poupe disso, Jeremy nunca se aliaria a uma família que alguém está na cadeia, faça me o favor. - Eu já estava frente a frente a ela. - Se o Justin fosse tão pau mandado seu, como você espalha aqui dentro, por que você ainda está aqui? - Ela engoliu seco, e ficou quieta, e quando eu ia responder, eu não deixei. - Eu te respondo, porque tudo o que você diz, é mentira, você já pode ter sido pau mandada dos Bieber's, mas agora é uma qualquer aqui dentro, bem diferente de mim.
- Quem está contando mentiras aqui, é você. seu macho? Faça-me rir. - Ela riu. - Você vai ter a prova, quando trouxerem o óbito de alguém da sua família, minha querida. - Ela disse debochada. - E eu estou aqui, porque eu realmente fiz algo muito ruim.
- Tipo o quê? - Perguntei sínica. - Matar alguém? A maioria está aqui por isso, você está aqui porque não tem contato nenhum. - Disse jogando as coisas na cara dela. - Já eu, uma pobre garota inocente, que tem Justin Bieber aos meus pés, serei transferida para o setor um, porque o Justin contratou um advogado para mim, afinal meu amor, se tornar a rainha do seu inimigo, não é para qualquer uma. - Então eu cuspi no chão perto dos seus pés, e ela veio para cima de mim, e eu ia deixar ela bater em mim, essa era minha chance, eu não revidei, ela deu um tapa, depois outro, eu sentia o soco vindo logo depois, mas a gritaria no refeitório, que não permanecia mais no silêncio absoluto, chamou a atenção dos guardas, então ela me deu um soco no nariz, e eles a puxaram, e logo me tiraram do chão com brutalidade, e essa era minha chance de mostrar que eu não pertencia aquele lugar, então comecei a chorar, e fingir que não conseguia ficar de pé.
- Detenta, fique de pé! - Ele exclamou.
- Nã-ão con-si-sigo. - Então cai no chão fingindo um desmaio, e só ouvi um "Vamos leva-la para a enfermaria", senti mãos me levantando e uns minutos depois senti algo fofo e reto sendo ajeitado contra minhas costas, e pernas. Então esperei uns segundos e abri meus olhos.
- Ótimo, a detenta está consciente. - Disse o guarda, e já ia se aproximando de mim.
- Preciso fazer uns curativos. - Disse a enfermeira vindo em minha direção, limpando vestígios de sangue.
- Não precisa, afinal do jeito que as coisas estão, ela vai apanhar de novo. - Disse o guarda, e quando percebi era o Lewis, o guarda que havia levado a Serena para a solitária.
- Independente, preciso cumprir o que faço. - Disse a enfermeira, passando alguma coisa no meu rosto e colando alguma coisa no meu rosto, e deu um remédio para eu tomar. - Pronto pode leva-la.
- Vamos, detenta. - Ele disse já tirando as algemas do seu cinto, e logo algemou meus pulsos.
Estávamos caminhando pelo corredor enorme cheio de celas em total silêncio, então eu decidi falar.
- Você acha que ela vai tentar me matar? - Perguntei olhando para baixo fingindo medo.
- A Johnson? Ela está presa como você, não precisa ter medo detenta. - Ele disse como se aquilo fosse ensaiado. - É só você ficar no seu canto.
- Eu só tentei me enturmar... - Eu disse com toda inocência que eu tinha, eu precisava fazer ele sentir pena de mim, se isso é possível.
- Isso é uma cadeia, não o ensino médio. - Ele disse já tirando as chaves da cela e a abrindo, então fiquei em silêncio e o olhei com meus olhos vermelhos e marejados de lagrimas para ele, mas não falei nada, apenas estiquei meus braços e ele tirou minhas algemas. - Mais alguma advertência, será solitária. - Então ele fechou a cela e saiu, um total coração de gelo.
P.O.V Justin Bieber
Já havia saído da casa da minha mãe, e me assegurando que o Andrew e ela ficariam seguros, deixei dois seguranças com eles. Eu estava já estava chegando na minha casa, onde possivelmente meu pai ainda podia estar, já era outro dia, e do jeito que ele estava achando que ainda mandava e desmandava como antes, deve ter dormido lá.
[...]
- Tudo aconteceu muito rápido, não queria te envolver... - Dizia meu pai enquanto eu havia o deixado falar quando eu estava no meu quarto, que ele praticamente invadiu quando eu cheguei.
- Nossa, nem percebi. - Disse irônico.
- Fiz isso para te proteger, você não conheceu os Nercessian como eu conheci. - Ele disse sério, mas nada importava para mim.
- Proteger? - Perguntei incrédulo. - Somos mafiosos, criminosos, ou está esquecido? - Eu estava nervoso. - Se veio soltar esse mimi de pai preocupado para me enrolar, da meia volta, e sai daqui. - Abri a porta com brutalidade e fiz sinal para ele sair e o mesmo ficou parado.
- Presta atenção, você não me deixou terminar. - Ele disse sério e eu apenas cruzei os braços. - Eu vou matar o Robert, e tomar a zona norte de volta, depois de muito tempo... - Ele ia continuar.
- E seu querido filho vai matar a Anne, pois é pai, eu já sei disso algum tempo. - Disse entediado. - E até aonde eu sei, não estou incluso no plano, e eu realmente te desejo toda sorte do mundo, porque você não tem mais nada, além de contatos, porque a casa é minha, e tudo que tem nela, tirando que a maioria dos capangas agora, trabalham só para mim.
- Essa casa é minha! - Ele disse com autoridade e eu ri.
- Era, passado, você largou tudo, e eu retomei, ganhei respeito e agora eu mando, se quiser ficar... - Disse o encarando sério. - Pode ficar. - Ele já ia falar algo, mas não deixei. - Jeremy Bieber, quando você sumiu na época do acordo, sei lá o que, você perdeu o respeito de vários, e eu os ganhei, mantive nosso nome, apesar de alguns imprevistos no caminho, se quiser vir para jogar comigo, e não com um bastardo, você pode fazer o que quiser, mandar e o caralho a quatro, eu não ligo, agora você querer colocar um bastardo no meu lugar, eu não aceito! - Eu disse com um certo ódio no final.
- Jaxon não quer seu lugar, pode ficar tranquilo se esse é o problema. - Ele estava calmo, o que era raro em nossas discussões. - Ele quer se vingar dos Nercessian's, como eu também. - Por que um garoto queria vingança com a própria família, ou quase isso.
- Se vingar de quê? - Perguntei e ele demorou para responder.
- Por não terem dado o que ele merecia, terem matado seu pai de criação... - Então o interrompi.
- Pai de criação? - Olhei confuso. - Conta isso direito, eu estou confuso.
- Eu e a mãe da Anne, a Sandi, nos conhecemos no Canadá, você tinha uns três anos, por aí, nós íamos fazer negócios, nossas famílias seriam aliadas, quando sai do Canadá para vir para cá, foi quando complicou as coisas, sua mãe não queria se mudar, e nos separamos, isso você já sabe, só que os Nercessian's não aceitaram isso, disse que eu teria que ter uma família comigo, porque se eu nem conseguisse controlar minha família, como controlaria os negócios, e dai só piorou, mas a Sandi era calculista, ela sabia que se aquilo virasse um caso de inimigos, seria pior, então ela disse que ia dar um jeito, e deu, foi o que eu achei, ela obrigou sua mãe a vir para Los Angeles, morar numa casa separada, mas que deixasse eu sempre ir visitar, eu achava que tinha sido por livre espontânea vontade, então eu descobri a verdade quando ela voltou para a França, e eu decidi me vingar, e quando ela voltou um tempo depois, e a sequestrei... - Então eu literalmente buguei.
- Calma... Você a sequestrou e mesmo assim tiveram um filho? - Perguntei incrédulo.
- Sim, ela me enganou. - Eu nunca imaginei meu pai sendo enganado por uma mulher, pois é, as aparências enganam. - No meio tempo do sequestro, Robert não sabia que ela estava comigo, ele achava que tinha sido os Vegas, e ficou um bom tempo com a atenção neles. - Ele parecia buscar cada detalhe na sua memória, e era estranho ouvir aquilo. - Então Sandi começou a dizer que Robert mandava ela fazer tudo, que ela odiava esse mundo, que o sonho dela era fugir, e eu comecei a acreditar, e a gostar dela, eu era novo e idiota, meu pai na época, era o chefe da zona sul, e eu era novo demais, mas ele confiava em mim, porque sempre falava que eu tinha a cabeça no lugar, mal ele sabia que eu estava tendo sentimentos por uma vaca que me enganava, então aconteceu várias coisas, até eu confiar nela, e tirar ela do carcere, e levar ela comigo até a nossa casa do lago, então dormimos juntos, e ela me dizia que ia largar o Robert para ficar comigo, mas quando acordei, ela não estava mais lá, e meu carro também não, um tempo depois, fomos declarados oficialmente inimigos, e um tempo depois, ela matou seu avó na minha frente, lentamente... - Ele dizia com raiva no final, pelo jeito não foi bom. - E me deixou viver e disse que nunca mataria o pai de um dos seus filhos, então eu lembro que olhei para a barriga dela e dava para ver que estava grávida, mas eu não havia notado. - Ele já não olhava para mim, estava sentado na cama. - Depois de um tempo, Jaxon nasceu, mas ela não ficou com ele, eu não lembro porque, Jaxon sabe, e nunca quis me contar, mas ele foi criado pelo tio dele, então o chamava de pai, e quando Anne o matou, ele tinha uns dez onze anos, e ele jurou ódio a todos, mesmo sabendo toda a verdade, então eu soube e fui atrás dele, foi difícil me encontrar com o mesmo, sem os Nercessian's saber, mas ele veio comigo, sem pensar nem duas vezes... - Então o interrompi.
- Então você o criou e nunca me falou nada? - Perguntei com raiva.
- Na época os Nercessian tinham acabado de sair da França, eu não podia arriscar expor ele, então o treinei, criei, e nunca pude apresentar a você, porque não muito tempo depois, você já estava relacionado com Anne, quando eu já sabia que o sobrenome Nercessian dela, era o da família que matou meu pai e tirou um filho de mim. - Ele disse sério. - Eu só não quis arriscar.
- Olha preciso digerir tudo isso... - Eu disse e ele se levantou da cama. - Então se puder sair. - Então ele saiu e ficou parado na porta e eu já estava preste a fechar a porta e ele resolveu falar.
- Espero que entenda porque sempre guardei segredo. - Ele disse com sinceridade, e eu estava de acordo com o plano dele, em partes.
- Pai, eu entendo. - Eu disse, e ele pareceu mais aliviado. - Vocês dois podem fazer o que quiser, mas tirem a Anne disso.
- Justin... - Agora seu olhar parecia de decepção.
- É a única coisa que eu estou te pedindo, porque se um dia alguém for matar ela, vai ser eu. - Eu disse sério, e aquilo era uma verdade, mas não sei se teria coragem para fazer, mas isso foi o bastante para o meu pai fazer uma cara de satisfeito e sair do quarto.
- Detenta... - Disse a guarda abrindo a cela, e eu e Mia olhamos, não estava em nenhum horário comum... - Nercessian, vem comigo. - Então eu levantei, e mesma fez um sinal para eu esticar os braços e ela me algemou.
Estávamos andando pelos corredores, até entrarmos numa sala, com uma mesa duas cadeiras paralelas entre a mesa, e um cara com um terno azul marinho no canto da sala, parecendo... Me esperar.
- Estarei lá fora. - Disse a guarda olhando para o homem que me analisava, e logo a mesma saiu da sala, analisei a mesma, câmera no canto direito, acho que vivo num reality show e não me avisaram.
- Você não parece o tipo do Bieber. - Ele me mediu, e se sentou na cadeira e fez um sinal para que eu sentasse, eu estava desconfiada, quem era esse cara?
- Eu ouvi bem? Você disse Bieber? - Perguntei receosa.
- Sim. - Ele disse apoiando seus antebraços na mesa. - Sou seu novo advogado, ele me mandou aqui. - Eu peço para ele se afastar, e ele me arranja um advogado?
- Estranho. - Eu disse simples, eu talvez faria um show, mas não, agora nada mais importa, se ele quis ajudar, que mal tem? - O que você quer falar comigo exatamente? - Apoiei meus antebraços com pulsos algemados na mesa gelada, e senti o frio da mesa percorrer pelo meu corpo.
- Primeiro, como sou seu novo advogado, a defensoria pública está fora do jogo, o que é bom, porque analisando seu caso... - Ele fez uma cara ruim, mas logo continuou. - Realmente querem que você fique presa, ou morra aqui.
- Me conta uma novidade. - Disse grossa, ele deu uma risada.
- Enfim, eu não estou aqui para te libertar, estou aqui para facilitar sua fuga. - Ele se encostou na cadeira, que tipo de advogado ele era? Então olhei para as câmeras. - Relaxa, sigilo, só apenas imagens, não tem áudio. - Ele disse quado viu meu olhar. - Primeiro, eu tenho informações das pessoas que querem te tirar daqui.
- Pessoas? - Levantei minha sobrancelha, afinal o Bieber tinha mandado ele.
- Sim, Bieber, um parente seu, e um amigo, nomes não lembro, mas o que eu tenho para dizer, é que eu consigo uma transferência de setor para você, esse presídio é o setor dos rebeldes, vamos se dizer assim. - Ele disse num tom de divertimento, estou gostando desse cara. - O presídio é dividido em dois setores, e os das "mocinhas" é o primeiro, e esse aqui é o segundo, com o que já temos, consigo te transferir em uma semana para lá.
- Com o que temos? - Perguntei num tom de curiosidade.
- Corrompimento de provas, e mais algumas coisinhas. - Ele disse. - Quando eu te colocar no outro setor, seus colegas podem te visitar e explicar melhor. - Ele disse entediado. - Bom, Sra. Nercessian será um prazer trabalhar para você. - Ele esticou a mão e eu apertei.
- Você não me disse seu nome. - Disse analisando ele,
- Você pode me chamar de Sr. Blue, na próxima vez que nos vermos te contarei meu nome. - Ele deu um sorriso de canto.
[...]
Depois que sai da sala, fui encaminhada para fazer meu crachá, ótimo, o dia que a Serena volta, eu serei revelada hahaha.
Me lavaram até minha cela e eu entrei e já fui para minha cama.
- Ei... - Mia falou e logo pulou da cama dela, mas não me movi. - A guarda te chamou de Nercessian, foi isso mesmo? - Eu sentia o olhar dela, e a desconfiança na sua voz, e um sorriso brotou no meu rosto.
- Isso mesmo. - Disse me levantando da cama. - Anne Nercessian, é meu nome. - Bati no crachá e me aproximei dela, e a mesma deu um passo involuntário para trás, mas logo se manteve firme, não consegui guardar minha risada. - Esse nome é familiar para você? - Perguntei irônica, e dei um passo a frente, e ela estava estática.
- Sim. - Ela engoliu seco. - Mas até aonde eu sei você estava morta. - Ela dizia num tom baixo, e cauteloso.
- Ah sim, maldito boato. - Disse descontraída. - É que eu sou tipo fênix, quando pensam que eu morri, eu volto mais forte ainda. - Disse com um sorriso no rosto. - Bom, agora que você sabe quem eu sou, não precisa mais se preocupar né? - Dei uma risadinha. - Afinal, se me recordo bem, sua dona volta hoje da solitária, será que ela vai ter coragem de fazer alguma coisa comigo? - Mia me analisava, conhecia aquele olhar, mas ao mesmo tempo, havia espanto em seus olhos, e aquele olhar acendia algo em mim, que eu não sentia há tempos.
- Serena, não é fraca, ela é mais forte do que você pensa, e ela não é respeitada aqui dentro a toa, então se você não baixar sua bola, ela realmente pode fazer o que quiser com você, afinal dentro da cadeia as regras são outras. - Ela finalmente soltou as garras, eu estou adorando isso.
- Tudo bem, se você acha isso. - Deitei na minha cama de novo e fechei os olhos, ignorando qualquer palavra que saísse da boca daquela cadelinha.
[...]
Era hora de rever a querida Serena, a minha colega de cela, barra cadelinha da serena, saiu praticamente correndo na hora que avisaram o café da manhã, atrás do seu grupinho, hoje o dia vai ser pesado, sinto isso nas minhas veias.
Eu passava pelas pessoas, e algumas cochichavam: "O que a Serena vai fazer contra ela?" "Hoje essa patricinha vai conhecer o lugar dela" "Você viu o crachá dela?".
Apenas ignorei, e passei com as de sobriedade, o meu foco não era retrucar cochichos e sim peitar alguém que acha que está a minha altura.
Eu já estava em direção da mesa delas, e eu avistei a Serena de costas, e minha vontade era puxar ela á força dali, mas não, eu tenho que me conter, antes que eu chegasse sem ela me ver uma das suas cadelinhas fez um sinal para ela olhar para trás, e seus olhos fixaram no meu, e ela levantou imediatamente quando cheguei perto da mesa e me peitou.
- Procura outra mesa. - Ela praticamente rosnou.
- Obrigada, mas não to afim, eu adorei sentar aqui nesses últimos dois dias. - Dei um sorriso debochado, e coloquei minha bandeja em cima da mesa, ela olhou e pressionou os lábios, e antes que ela falasse, eu tomei a vez. - Aonde você estava mesmo? Ah é mesmo na solitária. - Fiz carinha triste, mas logo comecei a rir, então ela segurou na gola da minha camisa, mas eu não fiz nada, além de continuar com meu sorriso.
- Aqui dentro você não tem poder, filhinha de papai. - Ela disse brava. - Aqui quem manda sou eu, e seu nome não vale de nada.
- Pois é. - Disse sarcástica. - Afinal o nome que carrego... - Disse quase num sussurro. - Manda na zona norte inteira, tirando também a zona sul também... - Então ela me interrompeu.
- A zona sul quem manda é os Bieber's, e até aonde eu sei, eles são seus inimigos. - Ela disse com um ar de "Eu sei das coisas".
- Você saber de informações, não te faz importante, afinal quem é você né vadia? - Eu ri e soltei as mãos dela da minha gola.
- Minha família é aliada dos Bieber's, eu tenho contados, e pode-se dizer que também tem um nível de intimidade com o Justin Bieber, que se eu mandasse ele dar um jeito para matar você, ou alguém da sua família la fora, ele faria. - Ela disse toda convecida, e eu comecei a rir.
- É por isso que todo mundo te obedece? - Continuei rindo.
- Você acha pouco? Não brinca comigo, sua vaca. - Ela ia se aproximando e eu coloquei a mão para ela parar.
- Então manda, fala para ele me matar, matar quem ele quiser da minha família, eu realmente não tenho medo, afinal eu não me apoio em nome de ninguém, eu apoio no MEU sobrenome, e seu eu fosse você vadia, não mexeria comigo. - E agora eu quem puxei a gola dela.
- Não brinca com fogo, se não quer se queimar. - Ela disse me ameaçando.
- O único problema, é que eu já me queimei faz tempo. - Larguei ela e ia sentar na mesa, mas as cadelinhas ocuparam o espaço, e eu soltei o ar. - Tudo bem, vocês obedecem essa piranha porque ela diz ter contato com os Bieber's, eu não sei se vocês sabem das novidades cadelas, mas o herdeiro dessa merda da mafia de LA é o Justin Bieber, não uma qualquer como a Serena, vocês acham mesmo que ele vai receber ordens de uma qualquer como ela? Que ele só deve ter comido por diversão? - Então senti um impulso para trás, era ela, Serena puxando meu rabo de cavalo, e logo em seguida ia me dar um soco, mas eu desviei. - Você tem certeza que quer fazer isso? Porque eu realmente não vou ter pena. - Ela não falou nada, só veio na minha direção tentando dar outro soco, e eu segurei seu punho e desviei novamente, e em seguida dei um soco no seu diafragma, o que fez ela ficar corcunda, então segurei sua cabeça e a abaixei, e dei uma joelhada na sua cara e a joguei no chão. - Não estou muito no clima para isso, tem certeza que quer continuar? - Disse com os braços cruzados, e ela levantou do chão com seu nariz sangrando.
- Eu vou matar todos que você ama, sua vadia. - Ela me encarava, e eu apenas bocejei.
- Vai mesmo? - Disse animada. - Então começa pelo Bieber. - Então me sentei na mesa, ignorando ela, e ela me olhou confusa, e parece que meia desnorteada, ela viria para cima de mim, mas Mia a impediu, sussurrando algo para ela.
- O que você quer dizer com isso sua vadia? - Ela perguntou nervosa, limpando o sangue com um guardanapo.
- Justin Bieber, começa por ele. - Olhei para ela.
- Você não ama seu inimigo. - Ela disse brava já perto de mim. - Está zombando com minha cara, é melhor tomar cuidado na hora que estiver dormindo.
- Você ama ele, por que eu não posso? - Olhei para a mesma. - A diferença é que entre mim e ele é recíproco, já com você é algo que ele nem deve lembrar mais. - Então ela bateu na mesa com tudo.
- Ah... - Ela respirou fundo. - Você não sabe nada sobre mim, tem certeza que quer correr esse risco? - Nisso aquele refeitório nos olhava, disfarçadamente, nada de tumulto.
- Uma coisa eu sei, você é uma vadia que MEU Bieber, jogou fora. - Eu já estava em pé. - Aliada dos Bieber's? Me poupe disso, Jeremy nunca se aliaria a uma família que alguém está na cadeia, faça me o favor. - Eu já estava frente a frente a ela. - Se o Justin fosse tão pau mandado seu, como você espalha aqui dentro, por que você ainda está aqui? - Ela engoliu seco, e ficou quieta, e quando eu ia responder, eu não deixei. - Eu te respondo, porque tudo o que você diz, é mentira, você já pode ter sido pau mandada dos Bieber's, mas agora é uma qualquer aqui dentro, bem diferente de mim.
- Quem está contando mentiras aqui, é você. seu macho? Faça-me rir. - Ela riu. - Você vai ter a prova, quando trouxerem o óbito de alguém da sua família, minha querida. - Ela disse debochada. - E eu estou aqui, porque eu realmente fiz algo muito ruim.
- Tipo o quê? - Perguntei sínica. - Matar alguém? A maioria está aqui por isso, você está aqui porque não tem contato nenhum. - Disse jogando as coisas na cara dela. - Já eu, uma pobre garota inocente, que tem Justin Bieber aos meus pés, serei transferida para o setor um, porque o Justin contratou um advogado para mim, afinal meu amor, se tornar a rainha do seu inimigo, não é para qualquer uma. - Então eu cuspi no chão perto dos seus pés, e ela veio para cima de mim, e eu ia deixar ela bater em mim, essa era minha chance, eu não revidei, ela deu um tapa, depois outro, eu sentia o soco vindo logo depois, mas a gritaria no refeitório, que não permanecia mais no silêncio absoluto, chamou a atenção dos guardas, então ela me deu um soco no nariz, e eles a puxaram, e logo me tiraram do chão com brutalidade, e essa era minha chance de mostrar que eu não pertencia aquele lugar, então comecei a chorar, e fingir que não conseguia ficar de pé.
- Detenta, fique de pé! - Ele exclamou.
- Nã-ão con-si-sigo. - Então cai no chão fingindo um desmaio, e só ouvi um "Vamos leva-la para a enfermaria", senti mãos me levantando e uns minutos depois senti algo fofo e reto sendo ajeitado contra minhas costas, e pernas. Então esperei uns segundos e abri meus olhos.
- Ótimo, a detenta está consciente. - Disse o guarda, e já ia se aproximando de mim.
- Preciso fazer uns curativos. - Disse a enfermeira vindo em minha direção, limpando vestígios de sangue.
- Não precisa, afinal do jeito que as coisas estão, ela vai apanhar de novo. - Disse o guarda, e quando percebi era o Lewis, o guarda que havia levado a Serena para a solitária.
- Independente, preciso cumprir o que faço. - Disse a enfermeira, passando alguma coisa no meu rosto e colando alguma coisa no meu rosto, e deu um remédio para eu tomar. - Pronto pode leva-la.
- Vamos, detenta. - Ele disse já tirando as algemas do seu cinto, e logo algemou meus pulsos.
Estávamos caminhando pelo corredor enorme cheio de celas em total silêncio, então eu decidi falar.
- Você acha que ela vai tentar me matar? - Perguntei olhando para baixo fingindo medo.
- A Johnson? Ela está presa como você, não precisa ter medo detenta. - Ele disse como se aquilo fosse ensaiado. - É só você ficar no seu canto.
- Eu só tentei me enturmar... - Eu disse com toda inocência que eu tinha, eu precisava fazer ele sentir pena de mim, se isso é possível.
- Isso é uma cadeia, não o ensino médio. - Ele disse já tirando as chaves da cela e a abrindo, então fiquei em silêncio e o olhei com meus olhos vermelhos e marejados de lagrimas para ele, mas não falei nada, apenas estiquei meus braços e ele tirou minhas algemas. - Mais alguma advertência, será solitária. - Então ele fechou a cela e saiu, um total coração de gelo.
P.O.V Justin Bieber
Já havia saído da casa da minha mãe, e me assegurando que o Andrew e ela ficariam seguros, deixei dois seguranças com eles. Eu estava já estava chegando na minha casa, onde possivelmente meu pai ainda podia estar, já era outro dia, e do jeito que ele estava achando que ainda mandava e desmandava como antes, deve ter dormido lá.
[...]
- Tudo aconteceu muito rápido, não queria te envolver... - Dizia meu pai enquanto eu havia o deixado falar quando eu estava no meu quarto, que ele praticamente invadiu quando eu cheguei.
- Nossa, nem percebi. - Disse irônico.
- Fiz isso para te proteger, você não conheceu os Nercessian como eu conheci. - Ele disse sério, mas nada importava para mim.
- Proteger? - Perguntei incrédulo. - Somos mafiosos, criminosos, ou está esquecido? - Eu estava nervoso. - Se veio soltar esse mimi de pai preocupado para me enrolar, da meia volta, e sai daqui. - Abri a porta com brutalidade e fiz sinal para ele sair e o mesmo ficou parado.
- Presta atenção, você não me deixou terminar. - Ele disse sério e eu apenas cruzei os braços. - Eu vou matar o Robert, e tomar a zona norte de volta, depois de muito tempo... - Ele ia continuar.
- E seu querido filho vai matar a Anne, pois é pai, eu já sei disso algum tempo. - Disse entediado. - E até aonde eu sei, não estou incluso no plano, e eu realmente te desejo toda sorte do mundo, porque você não tem mais nada, além de contatos, porque a casa é minha, e tudo que tem nela, tirando que a maioria dos capangas agora, trabalham só para mim.
- Essa casa é minha! - Ele disse com autoridade e eu ri.
- Era, passado, você largou tudo, e eu retomei, ganhei respeito e agora eu mando, se quiser ficar... - Disse o encarando sério. - Pode ficar. - Ele já ia falar algo, mas não deixei. - Jeremy Bieber, quando você sumiu na época do acordo, sei lá o que, você perdeu o respeito de vários, e eu os ganhei, mantive nosso nome, apesar de alguns imprevistos no caminho, se quiser vir para jogar comigo, e não com um bastardo, você pode fazer o que quiser, mandar e o caralho a quatro, eu não ligo, agora você querer colocar um bastardo no meu lugar, eu não aceito! - Eu disse com um certo ódio no final.
- Jaxon não quer seu lugar, pode ficar tranquilo se esse é o problema. - Ele estava calmo, o que era raro em nossas discussões. - Ele quer se vingar dos Nercessian's, como eu também. - Por que um garoto queria vingança com a própria família, ou quase isso.
- Se vingar de quê? - Perguntei e ele demorou para responder.
- Por não terem dado o que ele merecia, terem matado seu pai de criação... - Então o interrompi.
- Pai de criação? - Olhei confuso. - Conta isso direito, eu estou confuso.
- Eu e a mãe da Anne, a Sandi, nos conhecemos no Canadá, você tinha uns três anos, por aí, nós íamos fazer negócios, nossas famílias seriam aliadas, quando sai do Canadá para vir para cá, foi quando complicou as coisas, sua mãe não queria se mudar, e nos separamos, isso você já sabe, só que os Nercessian's não aceitaram isso, disse que eu teria que ter uma família comigo, porque se eu nem conseguisse controlar minha família, como controlaria os negócios, e dai só piorou, mas a Sandi era calculista, ela sabia que se aquilo virasse um caso de inimigos, seria pior, então ela disse que ia dar um jeito, e deu, foi o que eu achei, ela obrigou sua mãe a vir para Los Angeles, morar numa casa separada, mas que deixasse eu sempre ir visitar, eu achava que tinha sido por livre espontânea vontade, então eu descobri a verdade quando ela voltou para a França, e eu decidi me vingar, e quando ela voltou um tempo depois, e a sequestrei... - Então eu literalmente buguei.
- Calma... Você a sequestrou e mesmo assim tiveram um filho? - Perguntei incrédulo.
- Sim, ela me enganou. - Eu nunca imaginei meu pai sendo enganado por uma mulher, pois é, as aparências enganam. - No meio tempo do sequestro, Robert não sabia que ela estava comigo, ele achava que tinha sido os Vegas, e ficou um bom tempo com a atenção neles. - Ele parecia buscar cada detalhe na sua memória, e era estranho ouvir aquilo. - Então Sandi começou a dizer que Robert mandava ela fazer tudo, que ela odiava esse mundo, que o sonho dela era fugir, e eu comecei a acreditar, e a gostar dela, eu era novo e idiota, meu pai na época, era o chefe da zona sul, e eu era novo demais, mas ele confiava em mim, porque sempre falava que eu tinha a cabeça no lugar, mal ele sabia que eu estava tendo sentimentos por uma vaca que me enganava, então aconteceu várias coisas, até eu confiar nela, e tirar ela do carcere, e levar ela comigo até a nossa casa do lago, então dormimos juntos, e ela me dizia que ia largar o Robert para ficar comigo, mas quando acordei, ela não estava mais lá, e meu carro também não, um tempo depois, fomos declarados oficialmente inimigos, e um tempo depois, ela matou seu avó na minha frente, lentamente... - Ele dizia com raiva no final, pelo jeito não foi bom. - E me deixou viver e disse que nunca mataria o pai de um dos seus filhos, então eu lembro que olhei para a barriga dela e dava para ver que estava grávida, mas eu não havia notado. - Ele já não olhava para mim, estava sentado na cama. - Depois de um tempo, Jaxon nasceu, mas ela não ficou com ele, eu não lembro porque, Jaxon sabe, e nunca quis me contar, mas ele foi criado pelo tio dele, então o chamava de pai, e quando Anne o matou, ele tinha uns dez onze anos, e ele jurou ódio a todos, mesmo sabendo toda a verdade, então eu soube e fui atrás dele, foi difícil me encontrar com o mesmo, sem os Nercessian's saber, mas ele veio comigo, sem pensar nem duas vezes... - Então o interrompi.
- Então você o criou e nunca me falou nada? - Perguntei com raiva.
- Na época os Nercessian tinham acabado de sair da França, eu não podia arriscar expor ele, então o treinei, criei, e nunca pude apresentar a você, porque não muito tempo depois, você já estava relacionado com Anne, quando eu já sabia que o sobrenome Nercessian dela, era o da família que matou meu pai e tirou um filho de mim. - Ele disse sério. - Eu só não quis arriscar.
- Olha preciso digerir tudo isso... - Eu disse e ele se levantou da cama. - Então se puder sair. - Então ele saiu e ficou parado na porta e eu já estava preste a fechar a porta e ele resolveu falar.
- Espero que entenda porque sempre guardei segredo. - Ele disse com sinceridade, e eu estava de acordo com o plano dele, em partes.
- Pai, eu entendo. - Eu disse, e ele pareceu mais aliviado. - Vocês dois podem fazer o que quiser, mas tirem a Anne disso.
- Justin... - Agora seu olhar parecia de decepção.
- É a única coisa que eu estou te pedindo, porque se um dia alguém for matar ela, vai ser eu. - Eu disse sério, e aquilo era uma verdade, mas não sei se teria coragem para fazer, mas isso foi o bastante para o meu pai fazer uma cara de satisfeito e sair do quarto.
[...]
Eu estava no telefone, com uma pessoa que realmente não tinha contato há muito tempo.
- Claro que eu acho estranho você ligar na minha casa Serena, ainda mais da cadeia, eu pedi para você parar com isso. - Eu disse sentando no sofá, Serena Johnson, filha do gerente de uma das minhas boates, um caso meu de algum tempo.
- É realmente importante, J. - Ela me chamou com minha inicial, e eu lembrei que era uma forma de me proteger. - Aconteceu uma coisa essa semanas, ou melhor várias coisas, e envolveu você e sua família. - Então senti um calafrio passar por mim, como se eu já sentisse o que ia acontecer. - Chegou uma mulher nova aqui, uma inimiga sua...
- Anne. - Disse frio, e interrompendo ela, espero que Serena não tenha encostado nela.
- Isso. - Ela parecia sem ar, estava estranha a voz dela. - Eu liguei para tirar uma dúvida, e não tenho muito tempo por isso vou ser rápida, ela disse que você e ela tem um caso, se é que posso dizer assim, já que ela fez parecer que você era prioridade dela. - Entaori do final, era tão cara da Anne marcar território, mas só uma coisa veio a minha cabeça.
- O que rolou entre vocês duas? - Perguntei sério.
- Aquela vaca me provocou desde o primeiro dia, claro que dei uma surra nela. - Serena disse num tom que ja era familiar para mim, como se ela estivesse certa, e foi um desses motivos que eu gostei dela, mas agora eu só estava sentindo raiva.
- Ok, eu conheço ela sim, se essa é sua dúvida, conheço como inimigo e de outras formas também. - Eu terminei minha frase, mas senti que faltava algo, mas não completei, pois Serena falou logo em seguida.
- Então faz um favor para sua querida Serena, já que conhece ela bem, quero mandar um aviso para essa vaca. - Eu entedia a palavra aviso, então eu senti necessidade de terminar minha frase.
- Eu faria, se ela ainda tivesse alguém. - Menti. - Serena, eu só quero que você faça algo por mim, tudo bem?
- Tudo bem, o quê?
- Não encosta em mais nenhum fio de cabelo dela, nem você nem suas colegas, se eu souber, sua família vai ficar a sete palmos do chão. - Então o silêncio reinou do outro lado. - Ela é muito importante para mim, ficarei muito agradecido de cumprir isso. - Então finalizei a ligação e coloquei o telefone no gancho.
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aaai que lindo!!! cotinua! quero ver o andrew chamando o justin de papai
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