quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Mafiosi teenagers in love - Capitulo 10

- Entra. - A porta se abriu e era o Maikon, pensei que ele nunca mais iria vir aqui depois do que aconteceu ontem. - O que veio fazer aqui?
♦♦♦
- Vim ter uma conversa sobre ontem... - Ele disse e se aproximou mais da minha cama e eu sentei na mesma. - Vim me desculpar. - Aquele era o Vegas mesmo? Gente que piada.
- Se desculpar? - Ri fraco. - Tem certeza? - Olhei desconfiado.
- Tenho... - Ele disse, mas ele não demonstrou certeza, alguma coisa diz para eu não acreditar muito nisso. - Foi coisa de momento cara, você sabe como é. - Eu apenas concordei com a cabeça e deixei ele continuar falando. - É só você não falar da minha irmã daquele jeito mais, que nós ficamos de boa.
- Tudo bem. - Para mim tanto fez, como tanto faz, eu gostava da amizade dele e não valia a pena terminar nossa amizade por uma vadia desertora que voltou a família como se nada tivesse acontecido. - Vai fazer alguma coisa? Hoje eu não tenho serviço, então podíamos sair.
- Não posso, já tenho planos. - Ele disse desviando o olhar, e eu fiquei desconfiado.
- Que planos? - Perguntei curioso.
- Vou sair com o Nolan para reviver os velhos tempos. - Ele ficou pensativo, ele estava mentindo, conheço ele.
- Nolan? Aquele amigo da Anne? - Eu perguntei com uma careta e ele concordou com a cabeça, e eu fiz cara de pouco caso. - Ele é mais amigo que eu agora? Eu não gosto dele. - Aquele cara era estranho, e sempre estava atrás da Anne.
- Acho que você não gosta muito dele, por conta que a Anne sempre está com ele e vice versa. - Ele disse rindo e sentou na cadeira do meu quarto.
- Você está doente? - Eu perguntei com uma careta. - Você já viu eu ficar com ciúmes de mulher? - Perguntei como se fosse óbvio.
- Ah, então você não vai se importar que eu vou sair com ela, e não com o Nolan. - O quê? - Acabou rolando uma recaída, nós beijamos. - Ele disse como se fosse uma coisa normal.
- Hã? Você está me zoando? - Perguntei surpreso e com um pouco de raiva. - Como ela pode... - Disse já nervoso e antes de eu falar algo para o Maikon, ele começou a rir e eu o olhei confuso.
- Calma, Bieber. - Ele disse diminuindo. - Era brincadeira, sabia que você gostava dela. - Ele disse num tom de vitória.
- Eu não gosto dela. - Disse num tom de negação, mas nem eu sabia direito que eu sentia por ela, me negava sentir qualquer coisa, porque eu desconfiava dela.
- Minha opinião, acho que você gosta dela, mas não quer admitir, porque você sempre gostou de ser o Bieber pegador. - Ele disse zombando de mim, e eu joguei meu travesseiro nele, e eu acho que ele tinha razão. - Mas se você gosta dela, eu te entendo, pois já estive no seu lugar... - Ele disse distante, mas será que era estranho para ele, falar de uma ex dele comigo? - Bom ela não gosta de mentiras, se quer mesmo alguma coisa com ela, tem que contar o que você faz da vida.
- Eu não tenho certeza de nada cara. - Disse me arrastando pela cama para ficar sentado na beirada da cama e ficar cara a cara com ela. - É que ela me atrai de uma forma que não sei explicar, ela é diferente... - Eu fiquei pensativo, o que Anne Nercessian estava me causando?
- Diferente de todas as mulheres que você conheceu. - Ele completou minha frase distante. - Eu também achava isso. - Ele pareceu desapontado, e agora minha desconfiança sobre ela aumentou.
- Como assim achava? - Pergunte curioso, eu podia descobrir algo.
- Melhor deixar isso enterrado. - Ele disse desviando o olhar de mim.
- Não, se você sabe de alguma coisa, precisa me contar, somos amigos. - Eu disse rápido, eu sentia que ele sabia de algo, só não queria falar. - Você deve conhecer ela melhor, afinal vocês já foram... - Eu disse e não consegui terminar, talvez pelo fato que eu esteja sentindo alguma coisa por ela mesmo, e não queria pensar que um amigo meu teve a sorte de estar com ela, e eu não.
- Namorados. - Ele disse frio e engoliu seco. - Justin nós passamos por muita coisa juntos, eu e ela foi uma coisa intensa... - Ele falava cada palavra pensativo, e eu senti inveja. - Uma coisa que ficou para nós. - Ele agora olhou nos meus olhos, e eu apenas engoli seco. - Espero que entenda, pois não quero contar, a única coisa que vai dar para você entender é o porquê de nós termos terminado. - Ele disse e agora eu prestava mais atenção, eu podia descobri algo. - Foi quando meu pai morreu, ela ficou com medo e nós brigamos feio e aconteceu muitas coisas depois disso e eu sei que ela me odeia... - Ele disse com uma afirmação, e eu conhecia aquele olhar dele, ele também sentia ódio dela. - Mas apesar de tudo, não quero que pare falar com ela, ou ficar com ela, tanto faz para mim. - Ele disse, e eu me senti mais aliviado, era como se ele tivesse lido meus pensamentos. - É bom saber que ela seguiu em frente, você merece uma pessoa como ela. - Ele disse com um sorriso no rosto.
- Valeu cara, mas não queria ter feito você lembrar dessas coisas e... - Eu ia dizendo, eu odiava pedir desculpas, quando eu realmente não me sentia mal.
- Você só queria entender o mistério de Anne Nercessian, relaxa é o jeito dela. - Ele ainda permanecia com um sorriso, mas por que eu ainda sentia aquela desconfiança dentro de mim? - Mas eu te dou um conselho, quando puder contar sobre o que você faz, conta para ela.
- Ela realmente é um mistério. - Estiquei meus lábios com num sorriso sem mostrar os dentes, eu ainda estava tenso. - Mas não temos nada sério, a gente só ficou algumas vezes. - Eu queria mais, claro, mas ela não me daria algo a mais, se não tivesse exclusividade, talvez virasse só minha amiga, por conta disso.
- Justin, eu falava a mesma coisa e olha o que eu virei. - Ele apontou o dedo indicador para o rosto dele. - Estou parecendo um conselheiro amoroso, eu sou um criminoso cara. - Rimos. - É serio cara vou parar com isso... - Ele disse diminuindo a risada e levantando da cadeira e vindo para perto de mim e eu levantei. - Preciso ir cara. - Nós fizemos um toque.
- É vai lá com seu amigo... - Disse irônico e ele riu. - Abandona quem realmente importa. - Eu disse zombado dele e começamos a rir e ele já estava na porta para sair, mas parou e olhou para mim.
- Conversa com ela, ás vezes pode valer a pena largar todas por ela, afinal ela não é qualquer mulher. - Ele disse e saiu do quarto, será que ele poderia ter razão? Meu ego sempre fala mais alto, mas eu gostava da Anne o bastante para desistir de todas, por causa dela? Acho que não, mas mesmo assim precisava conversar com ela, preciso colocar as coisas em ordem na minha cabeça.
Ligação
- Alô? - Ela atendeu ofegante, que estranho.
- Anne? - Perguntei para ter certeza se era ela.
- Sim... - A respiração dela estava se normalizando. - Quem é?
- O Justin... - Disse, o que eu deveria fazer? - Eu liguei por causa que eu preciso falar com você.
- É para isso que as pessoas ligam uma para outra. - Ela disse rindo. - O que foi? Pode falar. - A respiração dela já estava normal.
- Prefiro que seja pessoalmente. - Eu disse sério. - Será que você pode vir aqui em casa? - Ela ficou um tempo em silêncio sem responder, será que fui direto ou...
- Claro... - Ela disse quebrando o silêncio da ligação, e eu me senti aliviado. - Agora?
- Pode ser, ou você está ocupada?
- Eu estava, mas já terminei, daqui a pouco estou ai. - Ela disse simples, o que eu faria quando ela chegasse aqui?
- Tudo bem. - Disse e desliguei o telefone, o que eu acabei de fazer?
Eu fiquei andando de um lado para o outro no quarto, pensando em como conversar com ela, o que dizer, como contar que faço parte da máfia... "Oi Anne, então eu mato pessoas, trafico, será que podemos continuar sendo amigos?". Isso vai ser péssimo, como será que o Vegas contou para ela? Devia ter perguntado, mas acho que ele não me responderia, afinal como ele disse ele prefere deixar esse passado enterrado.
P.O.V Anne Nercessian
Eu estava na sala de treinamento, até que a Maria chegou e me falou que o Maikon estava me esperando na sala para conversar comigo, afinal ele tinha acabado de sair da casa do Bieber, eu fui correndo até a sala, e eu já estava ofegante, então meu celular tocou, eu atendi sem olhar no visor e fiquei olhando para o Maikon, era o Justin, e o Vegas ouvia atentamente a cada palavra que eu falava, mas eu estava realmente curiosa para saber o que tinha acontecido na casa dos Bieber's.
- E... - Vegas olhou para mim curioso.
- Ele me chamou para conversar, o que aconteceu la? - Disse no mesmo tom que o dele de curiosidade.
- Conselhos de amigo, ele confia em mim. - Ele disse convencido.
- Coitado, só confia em que não deve. - Falei comigo mesma.
- Acho que ele vai contar o segredo dele. - Ele disse eu o olhei confusa. - O que você sabe, dele ser da mafia.
- Bom... - Disse com um sorriso. - Isso vai ser interessante. - Então preciso me apressar, meu plano parece estar fluindo agora. - Nolan vai te encontrar aqui na sala, já já ele chega, ele vai te explicar umas regras. - Disse e deixei ele lá sozinho, mesmo não confiando nele, mas precisava tomar um banho antes de ver o Justin.
[...]
Eu estava na frente da porta do quarto do Bieber, e bati, eu só ouvi um "entra" e abri a mesma.
- Oi. - Sorri meiga, mesmo eu não sendo 1% disso.
- Oi. - Ele disse sorrindo de volta. - Bom, é melhor irmos para outro lugar. - Ele disse segurando na minha mão e fomos caminhando até o jardim da casa dele, que era bem bonito, ele foi andando até um balanço médio de madeira em silêncio, e mesmo sabendo o que talvez ele iria me contar, eu me sentia eufórica por esse momento, era um grande passo para chegarmos até a confiança.
- O que você queria conversar? - Eu disse me sentando, mas ele continuou em pé. - Você estava bastante sério no telefone.
- Olha... - Ele coçou a nuca e começou a andar de um lado para o outro, então segurei no seu pulso, o que fez ele parar e ele olhou para mim, então puxei ele para sentar do meu lado.
- Ei calma.. - Disse segurando as mãos dele. - Me conta o que você queria falar. - Ele passou a língua em seus lábios e suspirou.
- É que eu não sei como te falar isso... - Ele parecia nervoso, uau, ele podia não me amar, ou até mesmo confiar em mim, mas agora senti que alguma coisa ele sente por mim, e ninguém conta um segredo desses nervoso só por causa de sexo. - Eu faço umas coisas erradas, que talvez você não goste muito... - Ele engoliu seco, então fui soltando a mão dele lentamente, com os olhos de surpresa fingindo já desconfiar o que era, afinal ele era amigo do Vegas. - Eu faço parte da máfia de Los Angeles. - Ele disse mais baixo e eu soltei as mãos dele completamente, mas ele as puxou de volta para si, e agora eu não me senti numa encenação, eu senti algo... - Eu só quero que você entenda, que eu estou te contando, por causa que... Que... - Ele parecia nervoso, e minha vontade era de acalmar ele, e falar que eu não ligo para isso, mas eu tinha que focar, manter a atenção no plano dos Nercessian's. - Eu não sei o que eu sinto exatamente por você, mas é algo forte. - Ele segurou minhas mãos com mais força e meu coração estava acelerado, o que estava acontecendo comigo? - E por causa disso, eu preciso que você me aceite, goste de mim do jeito que eu sou. - Anne foca! Então separei minhas mãos da dele, levantei daquele balanço, e fiquei de costas para ele.
- Não sei o que dizer. - Disse uma coisa aleatória que alguém normal diria, mas eu queria entender o que eu senti quando ele segurou minhas mãos... Então eu olhei para ele. - Eu acho que tenho um karma, não é possível. - Disse passando as mãos nos meus cabelos me fingindo de afobada, nervosa, fingindo que eu realmente me importava com aquilo. - Então por isso você o Maikon são amigos? Será que eu sou me apaixono por gente criminosa. - Disse com os olhos marejados, e me segurando para não rir daquela cena, porque o Bieber me olhava assustando, parecendo procurar palavras para me dizer, igualzinho o Vegas há um ano atrás.
- Anne, eu realmente não sei o que dizer. - Ele se levantou e ficou frente a frente de mim. - Eu ouvi errado, ou você disse que estava apaixonada por mim? - Ele perguntou confuso e surpreso também, nossa pensei que ia ser difícil conquistar o Justin, mas esta sendo mais fácil do que eu pensei.
- Eu disse... - Falei um pouco baixo. - Mas eu preciso pensar, eu não sei se tenho certeza se vale a pena entrar numa encrenca dessas de novo. - Soltei o ar e olhar dele ele era de desespero e por um momentinho eu senti um pouco de pena. - E não é porque eu tenho medo que aconteça alguma coisa comigo... - Eu dei um passo e fiquei colada ao seu corpo, e olhei nos olhos dele, e passei a mão no seu rosto. - Tenho medo de sofrer se alguma coisa acontecer com você, porque eu não posso te defender. - Então ele segurou na minha mão, enquanto ainda estava no seu rosto, então tive aquela sensação de novo.
- Eu sei me defender, não se preocupe... - Ele disse um pouco mais calma, e parecia feliz com que eu havia dito, ótimo. - Então quer dizer que você não tem problemas com que eu faço? - Ele ficou olhando para mim esperando minha resposta, essa é minha deixa.
- Eu preciso ir... - Disse me afastando dele. - Eu preciso pensar, e acho que você também. - Sai dali rapidamente, antes que ele dissesse algo, antes que eu tivesse aquela sensação de novo...
Abri a porta da minha casa e me senti aliviada, me senti eu mesma, Anne Nercessian, a mafiosa sem piedade que ri da desgraça alheia, então comecei a rir e o David que estava sentando olhou para mim como se eu fosse louca.
- Que foi garota? - Ele disse enquanto eu ia rindo me sentar do lado dele, percebi que o Nolan estava junto, então sentei no meio dos dois.
- Vocês precisavam ver a cena... - Disse rindo. - Eu até parecia ter sentimentos, estou ficando cada vez melhor... - Disse olhando para minhas unhas, toda convencida.
- Esta falando do Bieber? - Perguntou o Nolan, e eu concordei com a cabeça. - O que aconteceu?
- Ele me disse que era um mafioso, achei que ele ia desmaiar. - Disse rindo. - Vocês tinham que ver, ele esperando minha resposta para ver o que eu achava daquilo, mas claro que eu sai antes e deixei ele se torturando, pensando no que eu vou dizer. - Disse rindo.
- Você realmente não presta - David disse olhando para mim. - Mas deve ser por isso que os Nercessian's tem tanto prestigio, nenhum de vocês prestam. - Ele disse distante e logo ele o Nolan começaram a rir.
- Ei... - Disse como se estivesse ofendida. - Temos prestigio porque somos ótimos assassinos. - Disse rindo. - Bom, mas agora eu preciso terminar meu treinamento. - Disse saindo dali e indo me trocar.
[...]
Eu estava na sala de treinamentos olhando para o meu conjunto de adagas, passando os dedos pelas laminas, e me lembrando do passado.
Flashback
- O segredo de manusear uma arma, é ter firmeza. - Dizia o Sr. Agostini, enquanto caminhava entre os alunos "especiais" da Lamartine Ozanam Institut, o internato que passei a maior parte da minha vida. - É ter calma na hora de mirar, foco, e nunca perder a firmeza nos pulsos e a leveza dos dedos, principalmente quando sua arma, for uma arma branca. - Ele disse rodando uma adaga entre seus dedos e a lançou no alvo que havia na nossa sala de treinamento, eu engoli seco quando vi a adaga acertar a cabeça do alvo em cheio, eu tinha apenas dez anos.
Afastei as memórias daquele lugar e voltei a atenção ao meu treinamento, então fui lançando as adagas nos pontos que eu havia marcados, acertei todos precisamente...
- Sem erros e com firmeza. - Sussurrei comigo mesma e fui em direção do alvo tirar as adagas para repetir o processo, então ouvi passos e olhei, Maikon. - O que faz aqui? - Disse terminando de arrancar a ultima adaga do alvo.
- Estava apenas te observando, não pode mais? - Ele disse como se fossemos íntimos, como se fosse amigos, nós só tínhamos uma trégua, nada a mais que isso.
- Não. - Disse seria, já guardando as adagas no estojo que elas pertenciam.
- Nossa, eu olho para você depois de tudo, e fico me perguntando onde foi parar a garota doce que eu me apaixonei. - Então me virei para olhar para ele e ainda continuei séria, aonde ele queria chegar com aquela conversa?
- Ela nunca existiu e nunca vai existir. - Disse séria e me virei de costas novamente e andei até aonde ficava as armas de fogo, então carreguei uma 42. - Era apenas atuação. - Me virei engatilhando a arma.
- Agora eu percebo isso. - Ficamos em silencio por um tempo. - Sabe Anne eu ainda sinto raiva de você. - Ele se aproximou mais de mim. - Mas eu nunca deixei de te amar. - Ele desviou o olhar no "amar", e eu apenas ri ironicamente.
- Eu inventei esse jogo... - Lambi os lábios. - Não sou idiota como você, Vegas.
- Por que esta falando isso? - Ele agora me olhou confuso, ele acha o que? Que vai vir com esse papo, e que eu vou abaixar minha guarda, igual eu fiz com ele? Vai sonhando!
- Pelo simples fato que no mundo da mafia não se pode confiar em ninguém. - Dei um sorriso sem mostrar os dentes e bati a ponta da arma no seu peito e o mesmo deu um passo para trás.
- Garota esperta... - Ele deu uma risadinha. - Mas do mesmo jeito eu ainda falei a verdade. - Ele ainda estava mentindo, eu sentia.
- Ah Vegas... - Disse fazendo um sinal negativo com a cabeça. - Você blefa, você fede a mentira, não se esqueça que só tem uma pessoa manipuladora nessa sala, e ela não é você. - Dei um sorriso falso, e ele ia falar, mas eu não deixei. - Só vou te dar um aviso, se tentar isso de novo, eu te mato, acaba trégua e tudo, e eu faço questão de ser da mesma forma, de como foi com seu pai. - Dei uma risadinha no final, e sua afeição mudou, ele tinha ficado nervoso.
- Acho melhor eu ir. - Ele disse desviando o olhar de mim, e eu apenas o ignorei e voltei a atenção no meu treinamento, olhei para a arma na minha mão, e fui colocar o alvo de papel e comecei a atirar para ver se aliviava a tensão.
[...]
Terminei de treinar e sai da sala de treinamento, subi para o meu quarto e entrei no banheiro para tomar um banho, estou toda suada e grudenta, me despi e entrei no box e liguei o chuveiro.
Desliguei o chuveiro e sai do box, peguei a minha tolha e me enrolei na mesma, sai do banheiro e fui até o meu closset peguei uma lingerie, peguei o meu fone e o meu celular de cima do criado mudo e me joguei na cama, conectei o fone no meu celular e puis em uma musica, acabei dormindo.
[...] No outro dia
Acordei com alguém batendo na minha porta com força, peguei o meu celular de baixo do travesseiro e olhei as horas e ainda era 8:02AM, quem é o desgraçado que me acorda a essa hora.
Fingi que não tinha ouvido e fechei meus olhos novamente na intenção de dormi mais um pouco, mas a pessoa continuava a bater e batia cada vez mais forte. Argh nem dormi eu posso mais nessa casa, me descobri e sentei na cama, soltei o meu cabelo fazendo um coque logo em seguida, fui até a porta e a abri, olhei e era o Maikon. O que ele faz aqui a essa hora?
- O que você quer? - Disse mal humorada. - Por que me acordou a essa hora? - Fiquei o encarando, ele não me respondia apenas ficava me secando, olhei para o meu corpo e vi que eu estava de lingerie, tinha esquecido que eu tinha dormido assim. - Merda! Maikon você ta me ouvindo? - Eu disse dando um tapa na cabeça dele, e indo pegar meu hobbie.
- Han? O que? - Ele disse acordando do transe, mas não tirou o olho do meu corpo.
- Dá para você parar de me secar, eu devo ter emagrecido uns 30 quilos com a sua secada. - Eu disse rindo e ele olhou para o meu rosto, e eu fechei meu hobbie.
- Desculpa... - Ele disse parecendo esperar que eu falasse algo. - Não vai me convidar para entrar?
- Aff. - Revirei os meus olhos. - Entra. - Dei espaço para ele entrar, ele logo entrou. - Então para de enrolar e fala logo o que você quer, eu quero voltar a dormir, pelo menos tentar. - Disse fechando a porta do meu quarto.
- Seu pai mandou eu te acordar. - Ele disse com os braços cruzados parado no meio do meu quarto, ele só queria entrar para isso?
- Para quê? - Disse olhando estranho, porque meu pai tinha mandado ele? Acordar e já dar de cara com uma peste não é nada legal.
- Reunião no escritório dele. - Ele disse, e pegou o celular dele, parecia ter chego uma mensagem.
- Tudo bem, já deu seu recado, agora vaza. - Eu disse apontando para a porta.
- Obrigada, Maikon, de nada Anne, você é muito educada. - Ele disse irônico e eu revirei os olhos e apenas indiquei a porta para ele sair. - Já estou saindo. - E logo saiu do meu quarto, fechei a porta trancando a mesma, até perdi o sono, fui até o banheiro e escovei os meus dentes, me despi e entrei no box ligando o chuveiro logo em seguida.
Vesti uma roupa simples, e peguei meu celular em cima da cama, não tinha nada, nem mensagens, nem ligações perdidas, nenhum sinal do Bieber desde sua confissão, será que devo me preocupar? Acho que não. Fui caminhando até o escritório, quando cheguei lá, já fui ouvindo reclamação.
- Esta atrasada para a reunião. - Disse olhando com uma cara de bunda para mim.
- Lógico... - Disse me jogando na cadeira mais próxima. - Ou você queria que eu viesse nua? - Disse debochada, não estou afim de ser simpática.
- Você me deve respeito, sabe disso né? - Ele disse me repreendendo e eu dei uma risadinha que ele não ouviu. - Eu sou seu pai.
- Uau, agora eu tenho um pai. - Disse cínica. - Não lembro dele quando estava no colégio interno, estranho não? - Disse com deboche e ele fez uma cara de raiva, mas senti que ele não ia brigar, estava cansado disso, afinal eu sempre arrumo pretexto para jogar essas coisas na cara dele, e da minha querida mãe.
- Eu não vou começar isso de novo, vamos ao que interessa, á reunião. - Ele disse me cortando e eu comecei a ouvir o que ele falava.
- Bom, Anne como anda nosso plano? - Agora todos estavam olhando para mim, ótimo.
- Muito bem, agora eu posso ir? - Disse rapidamente e já ia me levantando da cadeira.
- O que está acontecendo? Você descobriu alguma coisa? - Ele disse me observando, esperando que eu falasse, odeio reuniões de rotina.
- O que está acontecendo é que eu sei trabalhar, ele parece confiar mais em mim, e pelo que me parece o pai dele anda viajando muito, não o vi desde que me mudei para cá. - Disse e aquilo era verdade, e estranho. - Bom ontem ele veio me contar que fazia parte da máfia, nenhuma novidade. - Disse enquanto pensava se estava esquecendo algo. - Acho que só isso.
- Tudo bem, toma muito cuidado, se ele fizer alguma coisa com você, sou capaz de matar ele. - Meu pai disse me encarando sério.
- Calma pai, eu sei me cuidar e depois você esqueceu que eu já fiz isso uma vez. - Disse me vangloriando.
- É eu sei, mas quase acabou morta. - Ele disse quase jogando na minha cara.
- Mas não estou, e se você não parar com esse machismo eu acabo com esse plano okay? Porque aqui nessa merda só eu e minha mãe faz alguma coisa, você só fica dando ordens e fazer que é bom não faz. - Disse jogando as coisas na cara dele também, não era um dia bom.
- Quer chamar atenção? - Ele olhou para mim com raiva. - Porque se continuar assim te tranco em casa, e acabo com essa merda toda! - Ele quase esbravejou, será que toda reunião tem que ter briga?
- Eu não quero chamar atenção. - Disse com um sorriso falso no rosto. - Apenas com raiva desses seus mimi.
- Apenas estou cuidando da minha filha. - Ele disse mais calmo, como se aquilo fosse me fazer ficar quieta.
- Não me chama de filha, me chame de Anne, só me chame de filha quando você me der amor e carinho coisa que você nunca fez. - Me levantei da cadeira. - Acabamos por aqui. - Sai da sala, fui para o quarto do Nolan e ele estava acabando de acordar, se eu fosse para o meu quarto, ele ia me achar rápido, e eu não quero isso.
- O que foi? - Eu entrei no quarto e fechei a porta sem dizer uma palavra e o abracei. - Brigou com quem? - Ele me abraçava, como uma pessoa pode me entender tão bem?
- Meu pai. - O abracei mais forte, ele me acalmava, e eu precisava disso de calma, se não eu ia fazer uma merda muito grande.
- O que aconteceu? - Ele sentou na cama e continuei em pé andando de um lado para outro, tentando me acalmar, porque quando meu pai vir atrás de mim vai dar merda.
- Ele estava falando que estava cuidando de mim e coisa assim, mas tipo eu sei que é mentira porque ele nunca disse que gostava de mim, sabe nunca, isso dói, não parece mais dói. - Disse com raiva, fechando meu punho. - Nolan ele me criou para ser uma assassina, que pai faz isso e depois vem falar de proteção? - Perguntei incrédula e senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto e eu limpei rapidamente, eu não sou fraca, não posso ser.
- Ei... - Ele se levantou e ficou próximo de mim. - Você precisa manter a calma, você não pode ficar nervosa ao extremo, e você sabe muito bem disso. - Nolan disso como um aviso, porque ele sabia que quando eu me estressava muito, acabava dando em morte, e eu sempre tento fugir disso.
- Não sei o que seria de mim sem você. - Eu disse e de repente alguém abriu a porta com tudo, olhei era meu pai, droga!
- TODA VEZ É ISSO ANNE? - Eu fiquei quieta, eles estava soltando fumaça pelos ouvidos, e eu não podia entrar nesse mesmo ritmo. - CARALHO ANNE VOCÊ SEMPRE FAZ ISSO. - Ele fechou os punhos, a raiva transbordando nele. - EU SINCERAMENTE NÃO ENTENDO VOCÊ. VAI FICAR QUIETA AGORA? PERDEU A VOZ? AGORA A BOAZONA TA QUIETA? - Anne respira fundo e não fala merda, você precisa ficar calma. - SABE VOCÊ É UMA INÚTIL, UMA SEM EDUCAÇÃO E AINDA FICA AI COM ESSE IDIOTA, COMO SE ELE FOSSE TE DEFENDER. - Percebi que o Nolan me segurou. - O QUE VAI FALAR? NÃO VAI FALAR PORRA? - Ele chegou mais perto de mim, e eu estava contando mentalmente, eu não podia vacilar, não podia ter uma recaída, não agora... - FALA! NÃO TEM BOCA? AGORA EU QUERO TE OUVIR. - Ele quer me ouvir então ele vai me ouvir!
- QUER ME OUVIR? TEM CERTEZA? - Falei brava, não ia deixar ele pensar que eu estava com medo, porque eu não sei o que é isso há muito tempo. - PORQUE SE VOCÊ QUISER OUVIR MESMO, SÓ VAI OUVIR O QUE NUNCA OUVIU DE NINGUÉM.
- Calma Anne. - Disse Nolan me puxando para trás, e eu soltei meu braço brutalmente.
- Calma? Não! - Esbravejei e meu pai me olhava com raiva, ótimo, ele não queria um show? Agora ele vai ter um festival! - ESSE IDIOTA NÃO QUER ME OUVIR? ENTÃO ELE VAI OUVIR. - Eu gritei com raiva, e fechei os punhos para manter o controle. - QUER SABER PAPAI QUERIDO? - Eu dei uma passo a frente e cheguei mais perto dele e o encarei. - Você é um merda, um sem sentimentos, um sem coração, um idiota que não sabe nem cuidar das únicas mulheres da sua vida. - Eu falei calma, senti minha cara arder eu tinha tomado um tapa na cara. - Vai me bater? - Ri escandalosamente e ele me olhou com mais raiva. - Pode bater, eu dificilmente foi reclamar da dor, afinal eu fui treinada para isso naquela merda de internato, para não sentir dor. - Comecei a falar e ele deu um passo para trás. - Vamos lá! BATE DE NOVO! - Bati minha mão no rosto na onde ele havia dado o tapa. - NÃO TEM MAIS CORAGEM? - Comecei a rir. - Você é uma piada. - Disse com nojo. - E sabe , eu não preciso que ninguém me defenda, eu sei fazer isso muito bem. - Disse respirando fundo. - Nolan é só uma amigo que cuida de mim, ele e o David. - Disse encarando ele ainda. - Eles fizeram algo que meus pais nunca fizeram, me dar amor. - Amor era para fracos, meu pai sempre dizia aquilo, e ele tinha razão, mas eu só não sou uma máquina de matar, um monstro, por causa desses dois, então prefiro assim.
- O que esta acontecendo aqui? - Disse David entrando no quarto. - Escutei os gritos do meu quarto. - Ele olhou para o meu rosto, provavelmente estava vermelho, ele ia falar alguma coisa, mas meu pai o cortou gritando comigo novamente.
- Você é uma tola! - Ele disse alto, e logo respirou fundo. - David te trata assim pelo simples fato de ser seu irmão de sangue, filho de uma das prostitutas que você tanto abomina, querida filha. - Ele disse irônico e eu cambaleei para trás, aquilo era verdade?
- Acho que não ouvi direito Robert, será que tem como você repetir? - Disse minha mãe entrando no quarto. - Só que agora, quero que olhe nos meus olhos e diga. - Ela cruzou os braços, agora deu merda.
- Sandi? - Meu pai disse olhando assustado para ela, parece que alguém abaixou a bola.
♦♦♦
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Continua, ahhhhhh ta mto bom
ResponderExcluirXxxxxxx May
continua ! haha ta ótimo, o negocio vai ficar feio
ResponderExcluirPerfeito *_* posta rápido adoro um barraco
ResponderExcluirUhuuul !!!! Continua
ResponderExcluirAna
Continua , ta ótimo , amei (:
ResponderExcluir:O Apenas isso
ResponderExcluir-Isa