terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Mafiosi teenagers in love - Capitulo 9



- Espera... - Justin interrompeu nós dois. - Vocês se conhecem? - Ele olhou para a gente, e eu apenas engoli seco, que merda.
♦♦♦
- Sim. - Eu confirmei, sem olhar para o Justin, sem mexer um músculo sequer. - Já fomos namorados. - Engoli seco.
- Temos um passado, coisa assim. - Disse Maikon. - Pena que acabou por causa de alguns imprevistos. - Ele disse irônico.
- É imprevistos... - Dei um sorriso falso, puta merda, eu estou literalmente fodida, preciso dar um jeito. -Que podem ocorrer novamente. - Encarei meio que ameaçando ele.
- Acho melhor não em querida. - Ele deu um sorriso de orelha a orelha, com um olhar de... Vingança, ele quer vingança, merda.
- O que está rolando aqui? - Perguntou o Justin meio nervoso já, e cortando nossa conversa. - Não estou entendendo nada!
- E não precisa entender. - Olhei para o Justin, e eu queria que ele ignorasse aquilo, porque se Maikon abrisse a boca, qualquer um dos dois ia me matar ali mesmo. - Vai pegar o que você falou que eu esqueci, quero ir para casa. - Terminei a frase com a voz cansada.
- Tudo bem, espera ai que eu já trago. - Ele subiu as escadas rapidamente e o Maikon veio na minha direção e ia encostar em mim.
- Encosta em mim, que eu corto sua mão fora. - Eu disse praticamente rosnando, eu sinto ódio até hoje por não ter matado ele. - Você sabe do que eu sou capaz, então se você contar qualquer coisa de mim para ele, já sabe. - Disse autoritária, querendo que ameaças dessem certo.
- Eu não tenho mais medo de você. - Ele ficou mais próximo de mim, e eu dei um passo para trás. - Esse ano que passou foi um tempo para refletir e descobrir coisas sobre você, cuidado ta? - Ele riu zombando da minha cara. - Eu pago na mesma moeda.
- Awn, ele está aprendendo ameaçar as pessoas... - Disse irônica. - Se você realmente descobriu coisas sobre mim, você deve já saber que sou muito pior do que você pensava, afinal já fui até rotulada de serial killer, por umas más línguas. - Terminei com um sorriso sem mostrar os dentes e ele ficou sem afeição nenhuma. - Vegas, eu sou capaz de ir atrás de namorada sua, ex, qualquer parente, e matar, só para você não contar nada para o Bieber. 
- Eu te mato antes. - Ele disse convencido e eu ri baixo. - Esta achando que eu não sou capaz? - Ele falou debochado.
- É, eu acho. - Joguei a verdade na cara dele e continuei. - E se eu morrer, tem gente que faz esse servicinho para mim, não se preocupe. - Disse convencida. - Se quiser salvar a vida, sabe, das pessoas que você ama, vamos fazer uma trégua. - Ele me olhou incrédulo.
- Desculpa, mas não vou aceitar sua oferta. - Ele falou com desdém, e eu tranquei o maxilar tentando pensar em algo que pudesse convence-lo.
- Qual é Maikon? - Disse enrolando. - Você não tem vontade de reviver os velhos tempos?
- Nos velhos tempos eu só tinha em mente de pegar uma arma e atirar na sua cabeça. - Ele disse frio.
- Não é bem assim que eu me lembro... - Dei um sorriso vitorioso. - Você ficava de quatro para mim, me lembro bem. - Disse convencida e ele revirou os olhos. - Vegas vou te matar, você contando para o Justin ou não, por isso estou pedindo uma trégua, por um tempo... - Falei, e ele estava prestando atenção, ótimo. - Assim você protege os seus entes queridos.
- Bom... - Ele ficou pensativo. - Por uma condição... - Ele parou de falar quando ouvimos os passos na escada, Justin, que merda em Bieber, além de estragar minha noite, também estraga minha trégua.
- Aqui... - Justin disse chegando perto de mim, com um colar na mão. - Seu colar. - Ele disse convencido que aquilo era meu, mesmo sendo um pouco familiar, mas não era, então olhei confusa. - O que foi?
- Esse colar não é meu... - Disse segurando na mão e o analisando, era uma correntinha de prata bem delicada, com um pingente de coração. - Eu nunca usaria um troço cafona desse. - Disse entregando para o Justin. - Deve ser daquele troço que estava aqui ontem.
- Esse troço cafona... - Maikon falou e olhou para mim. - É da minha irmã, eu que dei para ela. - Ele disse pegando da mão do Justin, espera... Ele que havia me dado aquele colar, então eu ri.
- Desde quando você tem irmã? - Perguntei levantando as sobrancelhas. - E outra, deu o colar que você me deu de gorjeta para ela? - Eu não devia o provocar, não nessa hora, mas não resisti.
- Era novo, dentro de uma caixa, você nunca usou, então... - Ele disse debochado. - Ele nunca foi seu.
- Já deu, esse papo de passado. - Disse Justin entediado. - Leva para sua irmã Maikon, ponto final.
- Então, eu já vou. - Disse olhando para o Justin. - Vegas, será que daria para você passar seu número novo? Afinal Nolan, seu grande amigo acho que vai ficar feliz em saber que você está em Los Angeles. - Disse mentindo para conseguir o número dele.
- O Nolan? - Ele riu alto, eu o encarei com um olhar matador e ele parou. - Nolan. - Ele se engasgou tentando parar de rir. - Passo sim, estou com saudades do meu velho amigo. - Um ponto para possível trégua, zero pontos para uma bala na minha cabeça.
- Obrigada. - Disse dando um sorriso falso. - Tchau, Justin. - Disse só acenando para ele e sai daquela casa, quantas turbulências em uma noite, e ainda tem mais por vir. Cheguei no meu portão e ele foi aberto pelos seguranças, subi correndo as escadas. Eu estralei meus dedos até não conseguir mais, se o Maikon contasse eu estava literalmente fodida, fui no meu quarto e peguei minha arma que ficava no meu criado mudo e coloquei na minha cintura, eu não podia mais me descuidar, então logo fui para o comodo que ocorria nossas reuniões, entrei silenciosamente e sentei no meu lugar.
- Bom, agora que todos chegaram podemos começar. - Disse meu pai, enquanto eu estava distráda olhando para mesa pensando em que o Justin e o Maikon estariam conversando agora. - Já estamos bem instalados aqui, e eu já arranjei outro lugar para nós irmos, na região Norte, as pequenas mudanças já estão ocorrendo. - Nenhuma mudança adiantaria se Maikon estiver contando tudo para o Justin, que merda, então eu bati na mesa, com que fez todos olharem para mim.
- Desculpa... - Disse quase num sussurro, será que eles sabiam sobre a volta dos Vegas? Eu teria que avisar eles... - Foi um espasmo. - Disse tentando me explicar, porque ainda todos olhavam para mim.
- Continuando... - Disse meu pai olhando para mim, e logo olhou para o centro da mesa e continuou a reunião. - Conseguimos trazer nossos armamentos para cá, em caso de emergência, e a sala de treinamento foi finalizada. - Disse meu pai, enquanto olhava para os tópicos que estavam na sua folha. - Com isso, já podemos organizar o roubo ao banco que falamos na outra reunião. - Eu não queria ouvir aquelas baboseiras, não estava com cabeça, estou ficando obcecada com isso de novo, eu não posso deixar Maikon sair vivo dessa vez, eu preciso mata-lo para tirar essa angustia de mim. - Anne estou falando com você! - Disse meu pai chamando minha atenção e todos novamente olhavam para mim. - Aonde você está com essa cabeça? - Disse ele rude, então eu não estava com mais paciência para aquilo, não tinha mais pique para guardar aquela merda para mim.
- Vegas. - Disse, e respirei fundo, tentando afastar qualquer pensamento sobre o Maikon falando com Justin, eu estava batendo meu dedo indicador na mesa, no mesmo ritmo que batia meu pé direito no chão.
- O que você disse? - Minha mãe perguntou cautelosa e eu permanecia na mesma situação.
- Os Vegas estão em Los Angeles, Maikon está aqui. - Então eu parei com os batimentos frenéticos do meu dedo e do meu pé, mas continuava olhando para mesa. - Eu tenho que mata-lo. - Falei comigo mesma, e o silêncio reinava ali, eles deviam estar mais chocados que eu.
- Quem foi que te contou isso? - Minha mãe praticamente gritou na sala. - Foram um de vocês né? - Então eu olhei para ela rapidamente confusa, e ela olhava para o Nolan e o David, espera...
- Nós não contamos nada, senhora Nercessian. - Disse Nolan, e o David logo concordou com ela, e eu ouvi um sussurro do meu pai "Então como ela descobriu?"
- Como assim... - Eu me levantei da minha cadeira lentamente e comecei a olhar nos rostos deles. - Todos vocês sabiam? - Perguntei incrédula, mas matinha a calma, mas eu estava com raiva, muita raiva.
- Foi para te proteger... - Minha mãe começou a falar, e a cena de quando eu encontrei o Maikon na casa do Bieber invadiu minha cabeça, então o ódio subiu a minha cabeça, e a cada partícula do meu corpo.
- ME PROTEGER? - Gritei e todos já perceberam que aquilo ia sair fora do controle, então os capangas saíram da sala. - FAÇA-ME RIR, ISSO NUNCA FUNCIONOU! - Eu respirava tentando buscar ar, eu não queria que aquela raiva saísse fora de controle. - VOCÊS ME ENFIARAM NUM COLÉGIO DE AUTO TREINAMENTO, PARA QUÊ? PARA EU SER UM BICHINHO INDEFESO PARA GUARDAR NUM POTE? POIS EU NÃO SOU, VAI SE FODER. - Bati na mesa com força, e senti a dor por espalmar aquela superfície dura invadir meu corpo, e rangi os dentes.
- Chega, Anne! - Meu pai disse esbravejando. - Nós íamos te contar.
- Ah, sério? - Eu disse cínica. - Quando eu estivesse no chão morrendo? Porque foi isso que quase aconteceu, porque vocês quiseram manter segredinho.
- Como assim... - Meu pai ia falar de novo, mas eu o cortei.
- ELE E O BIEBER, SÃO AMIGOS, ELE ESTAVA NA CASA DELE QUANDO CHEGUEI LÁ, E SABE QUAL FOI MEU PRIMEIRO PENSAMENTO? - E agora todos me olhavam assustados. - EU ESTOU LITERALMENTE FODIDA, VOU SAIR MORTA DAQUI. - Então fechei meus punhos tentando reprimir a raiva.
- Anne... - Minha mãe olhou para mim preocupada. - Calma, olha seu estado, você vai ficar ruim se continuar assim...
- VOCÊS ME DEIXARAM ASSIM, VAI SE FODER, VOCÊ E SUA CALMA, VÃO TODOS VOCÊS PARA A CASA DO CARALHO, VOCÊS DEVIAM TER ME CONTADO, EU TOMARIA MAIS CUIDADO E... e... e... - E eu não conseguia mais continuar, só vinha Maikon e Maikon na minha cabeça, eu preciso matar ele. - Nossa mãe, tenho certeza que essa brilhante ideia de esconder as coisas de mim, foi sua. - Disse encarando ela, tentando manter a "calma".
- É foi, e você não pode fazer nada a respeito, eu e seu pai mandamos em você. - Então eu apenas ri.
- Uau, você está se tornando algo que eu menos esperei. - Disse com desdém, aquela não era ela, ela não escondia as coisas de mim.
- Digo o mesmo. - Ela disse fria, então eu sai de lá e fui estrear a sala de treinamento para esvair meu ódio.
Eu coloquei uma roupa adequada e coloquei os fones de proteção, e peguei uma arma e comecei a atirar, rapidamente, seguidamente, sem parar, nem para respirar, mas aquilo não estava funcionando.
- Argh! - Disse com raiva e tirei os fones com raiva e ataquei no chão, respirei fundo, mantem a calma Anne, não faz besteira.

P.O.V Justin Bieber

Anne havia acabado de sair da minha casa, ela com certeza estava puta por conta de hoje a noite, e agora que eu achei que o colar da Britney era dela, acho que só piorou as coisas. Mas a coisa mais interessante que aconteceu, é que ela e o Maikon já foram namorados, ele nunca me falou dela, mostrou foto, ou coisa do tipo, será que ele poderia me ajudar a tirar as dúvidas que eu tenho sobre ela?
- Rola alguma coisa seria entre vocês? - Maikon perguntou curioso assim que a Anne fechou a porta.
- Não... - Eu não poderia ficar falando de uma mulher com o ex dela, é estranho apesar da nossa amizade. - Somos apenas amigos se conhecendo. 
- Já vi essa historia antes. - Ele disse rindo, o que ele quis dizer com isso?
- Bom... - Disse tentando mudar de assunto, não queria falar sobre ela agora com ele, seria estranho. - O que te traz aqui á essa hora?
- Vim buscar a minha irmã. - Ele respondeu simples, merda.
- Ela não esta aqui, ela foi embora ontem. - Disse simples, se ele soubesse que ela foi embora "correndo" daqui, sozinha, não vai prestar.
- Estranho... - Ele parecia confuso, tomara que não sobre para mim, já basta os dramas da mesma. - Ela disse para minha mãe que estaria aqui.
- Bom, cara ela não está. - Disse tentando fazer ele desistir e ir embora, não quero que acabe sobrando para mim.
- É melhor eu ligar para ela, essa garota... - Disse olhando para o celular e discando o número. - Se ela mentiu de novo, dessa vez não tem perdão. - Ele parecia falar com ele mesmo, então nem comentei nada, ele se afastou para falar com ela e quando voltou olhando para mim, estava com olhar de raiva, é me lasquei.
- Então o que ela disse? - Eu perguntei como se não soubesse de nada, eu estou pedindo para me foder.
- Ela me disse o que aconteceu ontem, pensei que ia cuidar dela e não quase bater nela na frente da Anne! - Ele esbravejou incrédulo, vamos com calma aí.
- Foi mal cara... - Levantei as mãos em forma de redenção. - Ela ficou fazendo drama, eu odeio isso, depois começou a xingar a Anne, se fosse para aturar criança eu ia para a creche.
- Mesmo assim, eu pensei que gostasse dela. - Ele disse eeu dei um riso, mas logo parei.
- Achei que me conhecesse cara... - Disse irônico. - Não sou exclusividade de ninguém.
- Você está achando que minha irmã é o quê? - Ele já perguntou bravo, falei que ia sobrar para mim. - Ela não é uma das suas vadias que fica atrás de você.
- Eu eu acho que você está errado. - Falei rindo. - Eu acho que ela é sim. - Disse zombando, nós somos amigos, mas não ia deixar ele me dar uma lição de moral, só porque a irmanzinha dele ficou chateada.
- Mas ela não é Bieber... - Ele ia dizer mas alguma coisa, mas eu não estava afim de ouvir, e o cortei.
- Mas ela parece. - Senti um soco no meu rosto, e passei a mão por cima, não acredito que ele fez aquilo por causa daquela vadia desertora. - Corre, não quero fazer nada que eu possa me arrepender, estou fazendo pela nossa amizade. - Já havia um tumulto de seguranças esperando o meu sinal para fazer alguma coisa com o Maikon. - Vai embora, e não volta mais aqui, só se for para implorar minhas desculpas. - Eu terminei de falar, e ele saiu batendo a porta, ótimo vou ficar com a cara roxa.

P.O.V Maikon Vegas


O destino nos prega peças, e eu nunca pensei que já ia encontrar a Anne assim logo de cara, na casa de um amigo meu, e pelo jeito que ela falou comigo, ela também está enganando o Bieber, ela me ofereceu uma trégua, e depois do meu desentendimento com o Bieber, vou pensar no caso dela, apesar que a minha vontade é socar aquela carinha linda até ela perder todos os dentes.
Eu fui buscar a minha irmã no endereço que ela me mandou e nós fomos para casa, eu não falei com ninguém da minha família ou dos meus aliados que eu vi a Anne, eu preciso pensar no que eu vou fazer agora.
Eu olhei para o meu celular, zero ligações, zero mensagens, tomara que a Anne entre contato comigo, preciso rever a proposta dela, afinal se rolar essa trégua, tenho mais tempo e informação para acabar com ela!

[...] No outro dia

Acordei cedo, tenho varias coisas para resolver no decorrer do dia, fiz todas minha higienes e estava tomando café, quando vi que chegou uma mensagem no meu celular de um numero desconhecido, abri a mensagem e nela estava escrito.

De: Desconhecido;
"Me encontre na esquina do condomínio do Bieber às 4PM
By: Nercessian."

Terminei meu café, e fui resolver minhas coisas, mais tarde me resolvo com a Nercessian.

P.O.V Anne Nercessian

Eu precisava falar com o Maikon, precisava saber se ele contou ou não. Eu já estava ficando paranoica, eu dormi com minha arma de baixo do travesseiro, e faz muito tempo que não faço isso.
Entrei no banheiro fiz minhas higienes matinais e desci para cozinha, tomei meu café no silêncio até Nolan e David chegarem na cozinha, eu o olhei para os dois e não disse nada, apenas sai da cozinha, ainda não acredito que os dois não me contaram nada... Eu estava sentada na minha cama olhando para o visor do celular, pensando se enviava ou não a mensagem para o Maikon, então eu enviei.
"Me encontre na esquina do condomínio do Bieber às 4PM
By: Nercessian."
Destinatários: Maikon Vegas;

Eu poderia ser louca de querer encontra um cara que quer me ver morta, mas do mesmo jeito eu tinha que correr o risco, mas ninguém nessa casa precisa saber, afinal ninguém me contou sobre o Maikon. Eu poderia perder o pouco de controle que eu tinha quando me encontrasse com ele, mas eu tinha que arriscar, era a honra do sobrenome que eu carrego que estava em jogo.
Faltava muito ainda para dar a hora que eu ia me encontrar com o Vegas, então eu coloquei para discar o número do Justin, não ficaria na dúvida até as quatro da tarde, eu preciso me acalmar, se não eu vou acabar surtando.

Ligação

- Alô? - Minha voz saiu meio falha pelo meu medo do que poderia ter acontecido na noite de ontem.
- Oi Anne. - Ele disse num tom de voz normal. - Tudo bem com você? Sua voz está estranha. - Ele perguntou desconfiado, será que o Maikon contou quem minha família é?
- Ah, deve ser porque era inicio de ligação. - Disse com um tom de voz mais calmo para disfarçar. - Eu estou bem sim. - Menti. - E você?
- Nada bem. - Ele disse e meu coração gelou, Maikon deve ter contado, fechei meus punhos e me concentrei para não vacilar minha voz naquela ligação novamente.
- Por quê? - Perguntei curiosa, e um pouco nervosa, mas não deixei transparecer.
- Levei um soco ontem. - Ele disse com um pouco de raiva.
- Como assim? - Perguntei um pouco assustada.
- Vem aqui em casa... - Ele disse e parecia mexer em algo, pois eu estava ouvindo o barulho pela ligação. - Que a gente conversa melhor, ai eu te explico.
- Tudo bem, daqui a pouco estou ai. - Desliguei o telefone. Será que aquilo seria verdade? E se for uma armadilha? - Preciso tirar essa dúvida. - Levantei da minha cama e sai do quarto. Segundo encontro suicida do dia marcado, ótimo Anne Nercessian, se hoje você não acabar morta por causa da sua estupidez, vai ganhar um prêmio, ficar viva! Quando cheguei na sala e estava indo em direção da porta, meu pai que estava na sala conversando com o Nolan e o David, olhou para mim e disse:
- Aonde você pensa que vai? - Ele perguntou sério, será que ele pensa que vai me dar uma lição por causa de ontem?
- Não é da sua conta. - Disse com um sorriso falso, e sai dali o mais rápido possível para ele não falar mais nada.
[...] Casa dos Bieber's
A empregada do Justin disse que ele estava no quarto dele, subi as escadas e parei na frente da porta com a mão na maçaneta, eu abria ou não? Então respirei fundo e abri sem bater, quando entrei ele estava com respingos de água pelo corpo, e uma toalha em volta da cintura, e estava concentrado no celular, até ouvir a porta se abrindo e olhou para mim, uau aquela visão estava maravilhosa, se concentra, você veio por outra coisa.
- Acho melhor você se trocar. - Eu disse e sai do quarto fechando a porta. Então eu ouvi um "Pode entrar Anne" e abri a porta e ele já estava vestido, com uma camiseta preta e uma bermuda cinza de moletom, ele estava secando os cabelos dele com a toalha. Tudo bem, por enquanto tudo parece normal ainda, nenhum arma apontada para minha cara, talvez Maikon não tenha contado nada. Então o Justin se virou para mim e eu pude ver o rosto dele roxo, ok era verdade, meu corpo que estava tenso, relaxou. - Nossa... - Me aproximei dele olhando para aquele hematoma. - Quem fez isso com você? - Perguntei já bem próxima dele, e com os dedos próximos do rosto dele, dando uma de preocupada.
- Foi o Maikon, ontem por causa da Britney... - Ele disse e parecia com raiva, o Vegas fez aquilo? Estou achando que minha trégua vai rolar. - Ainda não caiu a ficha que ele me bateu. - Será que o Bieber revidou? Hoje eu descubro.
- Ai sério? - Falei um pouco surpresa, então eu normalizei aquela conversa, para melhorar meu plano, primeiro dar uma de preocupada, segundo falar do Maikon para ele ficar com ciúmes. - Está doendo muito? - Passei os dedos levemente no rosto dele e ele fez uma cara de dor. - Nunca gostei quando o Maikon ficava violento. - Disse fingindo lembrar do passado, e o Justin olhou com curiosidade para mim.
- Não está doendo muito. - Ele disse tentando disfarçar, e eu já havia tirado meus dedos do rosto dele. 
- Certeza? Sabe... - Eu disse desconfiada sobre a resposta dele. - Não é todo dia que leva um soco na cara. - Ele riu baixo.
- Tudo bem... - Ele disse em forma de rendimento. - Está doendo um pouco. - Ele se sentou da cama.
- Se você quiser, posso ir lá em baixo para alguém trazer um remédio para você ou sei lá. - Disse e me sentei do lado dele na cama.
- Não preciso disso... - Ele fez uma careta. - Não tem essas frescuras. - Então ele olhou para mim. - Não foi você quem disse que não ia mais sentar na minha cama? - Ele riu fraco.
- Hoje não é dia. - Respondi com um sorriso. - Você esta mal, quero cuidar de você. - Disse toda carinhosa, já que está tudo bem vamos continuar o plano, então passei minha mão levemente sobre seu rosto e senti um arrepio no meu corpo, o que foi aquilo?
- Ah, sério mesmo? - Ele disse num tom de brincadeira. - Você estava com tando nojinho de sentar aqui. - Ele falou rindo e eu já estava rindo também.
- Eu sei, mas tenho memória fotográfica, os lençóis são diferentes. - Eu disse rindo, mas eu não queria falar daquilo, isso não ia me levar a nada. - Justin... - Respirei fundo, e eu já estava séria, agora preciso evoluir nosso nível de intimidade. - Eu sei que parece estranho eu falar isso para você, mas já não é segredo que eu acho que você esconde algo de mim... - Eu pressionei os lábios, e ele me observava atentamente. - E depois de ontem, depois de descobrir que você e meu ex são amigos, eu estava pensando... - Eu olhei no fundo dos olhos deles, mesmo sendo encenação era difícil falar aquilo, porque vai que ele resolver fazer alguma coisa comigo. - Se você faz as mesmas coisas ruins que ele faz. - Então ele me olhou surpreso, talvez pelo fato de eu saber dos segredos do Maikon, ou por eu ter falado aquilo na maior cara de pau. - Se não quiser falar nada tudo bem. - Me levantei e ia sair do quarto, mas senti ele segurando meu punho, mas não com força.
- Vamos deixar esse assunto para outro dia? - Ele disse e parecia nervoso com a situação, uau, funcionou. - Tem um sala aqui, de cinema, pequena, a gente pode ir lá assistir um filme, será que você quer ir... - Ele parecia correr com as palavras, então eu o interrompi.
- Tudo bem. - Dei um sorriso sem mostrar os dentes. - Mas tem que ser de terror. - Então ele chegou perto e abraçou minha cintura e ficou olhando para mim.
- Por que eu não te conheci antes? - Ele disse com um sorriso no rosto. - Afinal, é realmente difícil achar uma garota que venere filmes de terror. - Ele disse e me deu um selinho rápido. - Melhor irmos. - Ele segurou na minha mão e saímos do quarto dele, quando chegamos no comodo, tinha televisão enorme, não saberia dizer quantas polegadas, e um sofá de canto que acho que cabia uma dez pessoas, ele colocou um filme, e estava sentados bem próximos um do outro, prestando atenção, Justin estava deitado no meu ombro enquanto eu fazia cafuné nele, por mais que isso tudo pela minha parte seja fingimento, eu adoro sentir essa calma de uma "vida paralela" que eu nunca tive.
[...]
O filme havia acabado, e quando eu peguei meu celular, vi que faltava dez minutos para eu me encontrar com o Maikon, droga! O Justin queria por outro filme, mas acho que não vai rolar.
- Justin, eu preciso ir embora. - Disse já me levantando do sofá e ele se levantou comigo.
- Mas já Anne? Eu ia colocar outro filme. - Ele disse, olha, esse plano não vai dar certo se as pessoas ficarem me atrapalhando.
- Mil desculpas por não poder ficar... - Disse olhando em outra direção, odeio pedir desculpas, principalmente quando não são verdadeiras. - É que eu tenho outro compromisso.
- Que pena, queria que ficasse mais. - Ele disse cabisbaixo, ele estaria fingindo? Ou meu plano estava dando certo? Difícil.
- Realmente uma pena... - Disse me apressando e já saindo daquele comodo e indo para saída e ele veio me seguindo, uma semana já nisso e eu já sei andar nessa casa, uau. - Mas preciso realmente ir.
- Tudo bem. - Disse parando junto comigo na porta da sala. - Não vai se despedir de mim? - Ele disse com um sorriso amarelo no rosto.
- Claro que vou, tchau Justin. - Dei um beijo na bochecha dele, mas antes que eu me afastasse ele me puxou pelo braço, fazendo ficarmos próximos um do outro, ele foi se aproximando cada vez mais, selou nossos lábios, as mãos dele deslizaram até a minha cintura, colando nosso corpo cada vez mais, segurei na nuca dele brincando com os seus fios cabelo. Paramos o beijo e ele me deu dois selinhos.
- Isso sim, que é uma despedida. - Ele disse e nós lentamente separamos nossos corpos.
- Bom... - Disse recuperando meu folego, senso, e qualquer coisa que eu perdi no meio desse beijo. - Vou indo. - Sai de lá praticamente correndo, Vegas odeia atrasos, ela já me odeia, imagina eu me atrasar em algo que eu marquei, eu estava me sentindo péssima por não estar armada, mas não dava para passar em casa, eu sai do condomínio e quando estava chegando na esquina vi ele encostado na parede olhando para o celular, então ele olhou para mim.
- Está atrasada, Nercessian. - Disse ele sério.
- Eu estava com o Justin, por isso demorei. - Disse no mesmo tom de séria, e logo fechei um dos meus punhos para não transparecer o ódio de olhar para cara dele, e pensar que tive a oportunidade de matar ele e vacilei.
- Nossa, você está fazendo a mesma coisa com ele? - Ele perguntou curioso. - O que fez comigo, se você está lembrada. - Ele disse irônico e eu revirei os olhos.
- Talvez. - Disse olhando para as minhas unhas e depois voltando o meu olhar para ele. - Mas não viemos aqui para isso. - Disse séria. - Você contou alguma coisa sobre mim para ele?
- Não. - Disse ele cruzando os braços.
- Por quê? - Perguntei desconfiada.
- Pretendo aceitar sua trégua. - Ele se aproximou mais de mim e eu senti minha pele ferver, então olhei para o chão para manter o foco. 
- O que te fez mudar de ideia? - Continuei no meu tom de desconfiança e olhei para ele.
- Tenho meus motivos, mas se você aceitar meu termos, nós teremos uma trégua, como você pediu Nercessian. - Ele disse e eu ainda estava desconfiada, mas era isso ou duas famílias tentando me matar, Bieber's e Vegas.
- Quais seus termos? - Perguntei, queria terminar aquela conversa logo.
- Ninguém chega perto da minha família, nem você, nem sua família, nem aqueles seus amiguinhos... - Ele ia continuar, mas eu o interrompi.
- Já entendi, só isso? - Disse entediada.
- Por enquanto sim. - Ele respondeu simples.
- Por enquanto? Não tem essa comigo, gosto de objetividade, sim ou não. - Falei já nervosa, mas me segurei para não gritar.
- Tudo bem, Nercessian. - Ele disse em forma de rendimento. - Sim, só esses termos, mas já vou avisando, não quero nenhuma gracinha, de tentar me matar... 
- Maikon... - Disse fazendo ele prestar atenção em mim. - Eu sei o que é uma trégua, babaca.
- Calma aí... - Ele levantou as mãos. - Sem agressividade, afinal vamos ter que nos respeitar.
- Errado, vamos ter que nos aturar, muito diferente, não devo respeito a você. - Disse já nervosa. - Bom, você tem minha palavra que ninguém da minha parte, vai encostar na sua família enquanto essa trégua estiver acontecendo. - Estiquei minha mão e ele tocou nela, e fizemos um aperto de mão, não acredito que estou encostando nele, e não é para matar ele, droga eu estou virando uma coisa que eu nunca fui, "boazinha", que nojo! - Tem um termo meu, preciso que faça as pazes com seu amiguinho, sabe para você me ajudar no plano e essas coisas.
- Tudo bem. - Ele disse por fim.

P.O.V Justin Bieber

Anne havia ido embora, achei estranho até a forma de como ela saiu apressada daqui, ainda tenho minhas desconfianças sobre ela, mas cada dia que passa, acho que só são coisas da minha cabeça, eu estava no meu quarto lendo uns relatórios de umas reuniões que não pude ir, por conta da sem noção da minha mãe, até que alguém bateu na porta.
- Entra. - A porta se abriu e era o Maikon, pensei que ele nunca mais iria vir aqui depois do que aconteceu ontem. - O que veio fazer aqui?

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5 comentários:

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