sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mafiosi teenagers in love - Capitulo 6


- No seu sonho né, foi empate. - Respondi e dei risada.
- Eu nunca perco. - Ela falou debochada e eu levantei as duas sobrancelhas e respondi:
- Pois é, eu também não.

♦♦♦

Bom aquela garota pediu e eu me estressei com ela, e não da coisa boa quado começo fazer as coisas estressadas, ela realmente está estragando minha diversão. Fizemos mais uma rodada para desempatar e eu ganhei.
- Ganhei otária. - Respondi vitoriosa e quase sem raiva nenhuma, até que a babaca resolveu falar.
- Você roubou ridícula. – Disse Isabella. OK! O que essa garota acabou de me chamar? Ridícula? É isso mesmo? É!
- Você está pensando que é quem para chamar Anne Nercessian de ridícula? - Bati com as duas mãos na mesa com força fazendo um estrondo e encarei ela.
- Eu to achando que eu sou Isabella Campbell. – Disse ela saindo do lado da mesa dela e vindo para o meu lado e eu só olhei para baixo e respirei fundo.
- Anne não faz nada. - Disse Nolan, ele sabia que podia dar merda se eu me estressasse demais, ou... não daria em nada se eu conseguisse ficar no limite, coisa que eu quase nunca consegui.
- Cala boca Nolan essa menina passou dos limites. - Disse quase gritando e levantei minha cabeça e fiquei ereta e peitei a Isabella.
- Hahaha. – Riu ironicamente, ah essa piranha esta pedindo, e não pouco.
- Querida cala a tua boca e fica na sua porque eu estou na MINHA casa, na MINHA festa e você não é NINGUÉM aqui, não tem direito de ficar falando merda. – Enfatizei as palavras possessivas da minha frase. Percebi que muita gente gritava e motivando uma briga, mas se essa garota me irritar não vai ter briga, eu vou é estourar os miolos dessa garota, afinal estou com minha arma aqui, nunca ando desprepara... Mas eu não posso tem um monte de gente aqui que pode chamar a policia.
- Acho que você não me conhece para estar me desafiando. - Disse Isabella me ameaçando, é isso mesmo?
- Acho que você não sabe do que eu sou capaz, então abaixa a tua bola e fica na sua. - Tranquei o maxilar e cruzei os braços.
- Acho bom você ficar na sua. - Ela disse querendo mandar em mim, me poupe.
- Vai fazer o quê? Agredir-me com essas unhas postiças? Estou morrendo de medo, linda. – Falei irônica.
- Melhor que isso. - Ela levantou uma sobrancelha e deu um sorrisinho, essa garota quer que o sangue dela vire mesmo decoração do meu salão de festas, não é possível cara, olhei para baixo e dei risada, quando levantei disse:
- O quê? – A desafiei. Vi ela tirando uma arma da sua cintura e apontando para minha cabeça, muitos que estavam lá se assustaram, mas como a maioria era lá de casa e era do meio da máfia só continuaram a prestar atenção no que Isabella fazia, e ela me surpreendeu por um momento. – A patricinha me surpreendeu, mas não me deixou com medo. – A encarei e muitos me olharam incrédulos. – Acho que você não sabe perder. Você tem que saber perder, ainda principalmente para pessoas como eu, superiores a você... - Dei uma pausa e lambi os lábios. - Mas eu te falo uma coisa se você não abaixar essa arma em três segundos... – Ela me interrompeu.
- Vai acontecer o que? Você vai chamar sua mamãezinha? Morrendo de medo aqui. – Ok ela me provocou e agora eu não vou ter pena, e pode colar a swat nessa merda, mas calma não vou ter com essa filha da puta.
- Um. – A olhei e ela continuava com a arma apontada na minha cabeça. – Dois. – A encarei. – Ultima chance. – Ela nem se moveu. – Três. – Tirei minha arma também, sei que isso vai dar merda mais não to afim de morrer né.
- Mas... como? – Ela me olhou surpresa.
- Falei que você não sabe do que eu sou capaz. VAZA DAQUI PIRANHA! - Disse já nervosa e tentando não fazer nenhuma merda, porque eu queria que ela saísse sem eu precisar cometer um crime na minha casa nova.
- Não. – Ela disse seca. PORRA GAROTA!
- Deixa eu só te lembrar uma coisinha, você esta no meu território se você não abaixar essa arma vai ser pior para você. – Ela abaixou a arma. – Melhor assim. – Abaixei a minha arma também, e respirei fundo tentando me acalmar, se não...
- Palmas para a atuação das duas. – Nolan interrompeu meus pensamentos me assustando e eu olhei para o mesmo e logo vi que todo mundo sem entender nada bateu palmas e eu e Isabella entramos no jogo, se não poderia bater a policia e dar uma merda, que eu não quero e acho que ela também não, e como o pessoal estava bêbado, acho que nem raciocinaram direito. Puxei Isabella para um lugar reservado para saber o que era ela.
- Então é você o quê? - Perguntei seca, afinal tínhamos acabado de apontar armas uma para outra, perguntas não são nada.
- Bom eu trafico armas com meu irmão, meu pai é traficante de drogas e minha mãe trafica mulheres de outros países e você? - Ela respondeu simples e fez a pergunta rapidamente.
- Meu pai é um mafioso, minha mãe o ajuda nesses negócios e eu fui ao embalo se não eu ia morrer. - Disse mentindo na parte do "embalo", nem conheço ela para falar sobre mim e minha família direito.
- Então é daqui muito tempo porque a única família mafiosa que eu conheço aqui é os... - Ela ia dizendo e o Nolan nos interrompeu chegando ao nosso encontro, porra em Nolan.
- Por pouco em. – Disse ele chegando mais perto da gente.
- É mesmo, valeu por improvisar. - Disse sem animo nenhum, porque mesmo que eu não queria que a policia viesse aqui, eu queria mesmo era matar ela, para sentir essa sensação novamente, afinal faz muito tempo que eu não mato ninguém por receio de que eu volte a ser quem eu era quando sai do internato.
- Digo o mesmo. - Disse Isabella sorrindo para o Nolan, piranha.
- Estão amigas? - Disse Nolan, e eu dei um sorriso falso e ele sorriu abafado, mas fingi o "momento".
- É por ai, se conhecendo, os pais dela são traficantes. - Disse mudando o assunto de BFF.
- Como é seu nome e sobrenome? Vai saber se não conheço sua família. - Nolan perguntou para Isabella curioso.
- Isabella Campbell. - Ela o respondeu.
- Já ouvi falar, ontem quando o pai da Anne estava aqui falamos com seu pai, acho que os dois vão negociar. - Ele disse meio que refletindo. - Bom eu já vou conheci uma mina muito gata. - Disse ele mudando de assunto total.
- Tchau. – Respondemos e ele saiu.
- Pensei que você era metida. - Disse para ela, tentando puxar algum assunto, e fingir que eu sou "normal".
- Nem sou, pensei que você fosse metida. - Ela disse, e minha vontade era de sair dali, mas fazer o quê? Minha curiosidade sobre essa garota despertou.
- Nem sou. – Disse imitando ela. – Odeio garotas metidas, frescas e patricinhas a cada segundo que elas respiram.
- Tamo junto. - Respondeu e eu meio que dei uma risada, meio.
- Olha se quiser vim aqui na minha casa não tem problema, você é legal... - Disse tentando fazer amizade com ela e ao mesmo tempo não querendo, sou bipolar. - Mas uma dica não vem de roupa curta se não você vai ser estrupada aqui. - Disse lembrando de uns velhos safados que aparecem aqui de vez em quando e os capangas do meu pai.
- Já acostumei. Lá em casa ficava assim quando minhas amigas iam lá, ai por causa disso não tenho mais amigas. - Ela disse rindo.
- Você também? Eu também. - Disse mentindo, eu nunca tive vontade te fazer amizades fora da mafia. - Eu só tenho uma amiga que me entende e sabe desse segredo que eu tenho, mas ela não mora aqui. - Disse lembrando da Alyson. - Eu tenho algumas amigas que sabem desse segredo, mas elas têm medo de mim, então nem dá para brincar com elas que elas levam a sério. - Menti novamente para o assunto fluir, ela pensar que somos parecidas, e me contar mais coisa, manipulação, já disse que amo isso?
- Também tenho amigas assim, dá muita raiva disso. Olha se eu pudesse passaria um dia fora desse mundo. - Disse Isabella, e só por um momento me identifiquei, mas ai lembrei quem está manipulando sou eu, não ela.
- Sei, eu também, mas querendo ou não ia ser um pouco sem graça. - Disse como se fosse obvio.
- É verdade. Quem diria a gente conversando não? – Rimos. - Difícil eu conversar com alguém desse jeito.
- Eu não sou muito de confiar nas pessoas, já fui muito enganada. - Disse meio que mentindo, afinal só fui enganada por uma pessoa, Jason, mas isso não vem ao caso.
- Não se pode confiar em ninguém quando se vive no mundo da máfia. - Ela parecia estar refletindo, quer dizer que já foi enganada, então é uma pessoa sensível, não posso culpa-lá, afinal ela não foi criada que nem eu fui.
Se você fosse tão boa, não teria sido enganada pelo Jason, você não é a mesma Sweet Anne.
 A voz dele soou no meu subconsciente, e eu engoli seco e antes que percebesse Isabella estava me chamando.
- Hey Anne? - Ela estalava os dedos.
- Ah foi mal... - Disse voltando ao normal. - É verdade, mas mudando de assunto qual foi a coisa mais arriscada que você já fez quando seus pais disseram “Não apronte” ou “Não saia de casa” ou “ Está de castigo”, qualquer coisa do tipo. - Disse tentando descobrir algo mais interessante sobre ela.
- Acho que foi quando meu pai ficou todo bravo que eu dei uma festa e entraram no escritório dele, mas nada de mais, então eu fiquei de castigo e fugi de casa, fui para uma boate bebi todas, eu tinha ido com a Ferrari favorita do meu pai, quando eu fui embora vi uns meninos apostando racha então falei que queria ir e eles falaram que não porque eu era uma  garota e coisa do tipo, mas eu sabia que não podia dirigir porque eu estava completamente bêbada e estava vendo tudo embaçado. Então não desisti e falei que se eles ganhasse eu dava a Ferrari do meu pai e se eu ganhasse eu ia ficar com os dois carros que estavam apostando e eles sairiam pelados na rua. – Nós rimos. – Tipo eles toparam na hora, nós nos arrumamos no local e tinha que dar a volta no quarteirão duas, ele era um pouco longo, mas seria rápido de carro. Na segunda volta eu estava empatada com um menino e outro estava atrás da gente, quando a gente estava lá ia passar um caminhão e ele brecou na hora como eu tava bem loucona eu continuei e acabei me fodendo por que o caminhão bateu na Ferrari do meu pai, mas eu ganhei a corrida então descolei dois carros para ele, mas eu fiquei sem mesada durante um tempo e sem carros e ele ficou puto a vida e eu fiquei um mês no hospital internada me recuperando do acidente.
- Nossa cara, você é foda não tem medo de arriscar. - Disse enaltecendo ela, assim ela iria querer se exibir mais e contar mais coisas para mim, só para eu continuar alimentando seu ego.
- E você? - Ela perguntou curiosa.
- Nada. - Disse, pois não queria contar da vida de vadia louca que tive enquanto vivia no internato...
- Como assim nada? - Ela me olhou confusa.
- Bom nunca tive tempo para aproveitar a vida, quando tinha cinco anos meus pais começaram a viajar demais por causa da máfia mais eu não sabia de nada, então eles me colocaram em um internato, onde eu fiquei até meus dezesseis anos de idade e nesses dois últimos anos eu só treino e faço algumas festas, mas nada de mais. - Disse jogando uma cortina em uma total desculpa esfarrapada, afinal não queria contar nada, ninguém sabia da minha história, a não ser...
- Mais você já matou alguém? - Disse Isabella interrompendo meus devaneios, claro querida, eu sou uma mafiosa, ou você queria o quê? Que eu brincasse de ursinho de pelúcia.
- Sim já matei, já torturei entre outras coisas. Eu mato muito essas vadias da minha casa porque elas querem ser mais do que eu. - Revirei os olhos, mas eu matava por prazer mesmo, mas faz muito tempo que não faço isso, desde que tive meu ultimo surto.
- Roubando minha vida? - Ela deu risada.
- Imagina. - Dei um sorriso falso, eu não aguentava mais aquela conversa "ah somos tão parecidas haha..." Que tédio, até que alguém salvou a pátria,
- Anne... – Disse com aquela voz rouca e eu olhei e dei um sorriso, Justin.

P.O.V Justin Bieber

Eu estava dançando com uma mina lá e bebendo demais, até que vejo a Anne apontando a arma para uma garota e a mesma apontando uma arma para Anne e as duas pareciam discutir, eu conhecia aquela garota... Eu já peguei ela, o nome dela é Isabella. Cheguei mais perto para ver melhor o que estava acontecendo. E quando cheguei a Isabella abaixou a arma a Anne também abaixou e um garoto, o mesmo que puxou a Anne do bar para "dançar", chegou e falou “Palmas para a atuação das duas.” 
Só eu que não acreditei naquela baboseira? Isabella tem um pai traficante e a mãe também é, foi assim que eu a conheci e sei que ela não brinca quando fala em matar. Eu disse que tinha coisa estranha nesse pessoal e eu vou descobrir, fiquei um tempo dançando com a menina, mas ela já estava me irritando, ou eu apenas estava pensando de mais nesses Nercessian's, então fui atrás da Anne. 
Ela estava sentada conversando com a Isabella que ela estava discutido, vai saber se era só atuação mesmo, isso é coisa da minha cabeça, mas ainda continuo com minha desconfiança.
- Anne. – A chamei, mas as duas me olharam.
- Oi Justin. – Disse Anne sorrindo e me mediu, foi isso mesmo?
- Vocês não estavam se matando quase agora? – Perguntei desconfiado.
- Bom como o Nolan disse foi uma encenação, nunca ouviu falar? - Anne disse já disse mudando de humor. -  A festa estava besta então resolvemos agitar um pouco. – Riu. – Né Isabella?
- É. – As duas riram.
- Ata. – Essa história está estranha, afinal mesmo que fosse uma "encenação" onde a Anne filha de pais perfeitos arranjaria uma arma e ainda andasse com ela como se fosse uma criminosa, ainda vou tirar essa história a limpo. – Vocês se conhecem da onde? – Vi que Isabella engoliu seca e Anne me olhou.
- Nos conhecemos dos negócios dos nossos pais, por quê? – Ela parecia brava. Como assim negócios? O pai da Isabella é traficante, essa história esta mal contada, só se... Não, a família da Anne não parece do crime. Mas a minha também não parece e nem por isso somos "certinhos", preciso descobri o que essa família é, antes que seja tarde demais.
- Calma foi só uma pergunta. – Disse levando as mãos por causa da agressividade da mesma.
- Não é só uma pergunta, você está desconfiado. – Disse Anne me encarando com aqueles olhos vidrantes dela.
- E qual o problema de eu estar desconfiado? – Disse chegando mais perto e ela se levantou.
- Nenhum Bieber, agora sai daqui. – Ela estava brava, Meu Deus essa menina precisa se acalmar. Mas tenho que confessar, ela fica muito gata brava.
- E se eu não quiser? - Como se eu fosse deixar ela mandar em mim, eu sou Bieber, me poupe disso.
- Tudo bem eu saio. Vem Isabella. – Ela saiu com a Isabella e eu fiquei com cara de idiota, meu essa garota me paga.
Chaz estava vindo na minha direção.
- Que cara de ameba é essa? – Disse ele rindo.
- Que eu saiba meu sobrenome não é Somers. - Retruquei com raiva, caramba essa garota nem chega, eu desconfio dela, mas ela me atrai, a gente se beija, depois ela me trata como se eu fosse nada... e eu estou ficando louco já.
- Pelo menos eu peguei mina e você que fica correndo atrás da Anne, cara um conselho? - Ele colocou a mão no meu ombro. - Pega várias você é o Justin Bieber o herdeiro de toda zona sul de L.A. Aproveita que depois é tarde demais. – Ele saiu e o que ele disse é verdade depois que eu conheci a Anne só fiquei atrás dela, mas também não fiquei na seca peguei algumas meninas. Bom depois do conselho do Chaz fui atrás de alguma garota. Mas eu realmente não consigo tirar ela da minha cabeça.

P.O.V Anne Nercessian

Eu sinceramente não entendo o Justin, uma hora ele é legal e outro hora ele fica desconfiado de mim... Mas até eu desconfiaria, mas nós não eramos amigos? Cara sei lá, só queria me aproximar dele, eu me sinto diferente perto dele, sinto uma adrenalina nas minhas veias que não consigo explicar.
- O Justin é o que seu? - Perguntou a Isabella curiosa.
- Meu vizinho, por quê? - Respondi curta e simples. - Esta interessada? Todo seu. - Disse virando os olhos, mas não queria que ela chegasse perto dele.
- Sorry, mas já peguei amiga. - Levantei uma sobrancelha por causa do "amiga", a gente se conhece há o quê? 2 minutos? 
- Really? - Disse um pouco surpresa, mas também senti, ciúmes? Não! Eu não sinto ciúmes.
- Meu pai trabalha com o pai dele no negocio do trafico de armas e assim nos conhecemos e... – Eu a interrompi.
- Como assim trafico de armas com o pai do Justin? - Perguntei rapidamente, surpresa pelo o que ela havia dito.
- Você não sabia? – Fiz um não com a cabeça. – Bom o pai do Justin é o maior mafioso de L.A ele comanda a zona Sul inteira, então eles mandam e desmandam em quem quiser e se não os obedecerem morrem. – Serio? Eu não estava acreditando, COMO ASSIM A FAMÍLIA DO JUSTIN É DA MAFIA? POR QUE ELE NÃO ME CONTOU NADA? ARGH QUE ÓDIO!
- Não acredito. - Disse boquiaberta, isso vai da muita merda. NOSSA QUE DROGA!
- É sério. - Disse Isabella cortando o meu "choque" momentâneo.
- Isso vai dar treta, meu pai não gosta que ninguém mande nele. - Ou melhor, nenhum Nercessian gosta de ser subordinado, nós que comandamos, nós que temos subordinados, que merda! Logo agora que eu achei que ia me divertir com o Bieber.
- Digo o mesmo do Jeremy. - Disse ela quase num tom de aviso, foi isso mesmo?
- Jeremy? - Perguntei sem entender.
- É o nome do pai do Justin. - Disse ela explicando.
- Ata. - Disse querendo registrar aquela bomba de notícias, cara eu preciso beber. - Bom vamos curtir a festa. - Disse cortando aquele assunto, deixa essa treta para amanhã.

[...]

Eu estava anestesiada, por causa da notícia, ou até mesmo por causa das drogas e bebidas que ingeri tentando esquecer aquilo, evitei o Justin ao máximo na festa, e parecia que ele também estava me evitando, talvez porque fui grossa com ele, ou porque ele descobriu algo também, mas tomara que não...
Beijei uns caras para vê se eu tirava o Bieber da cabeça, porque eu estava com ele na cabeça? Eu o conhecia a tão pouco tempo... Talvez porque ele seja meu inimigo, e que seria tão exitante ter um caso proibido... Anne para!
E lá estava eu, com a cabeça turbilhando de coisas, e dançando ao mesmo tempo como se nada havia ocorrido.

[...] 14h57min

Acordei com uma puta de uma dor de cabeça, levantei da cama cambaleando e fui no banheiro, tirei a roupa e fui tomar um banho.

[...] 15h15min

Acabei de sair do banho e estou escolhendo uma roupa, hoje eu tenho assuntos a resolver com certas pessoas que entraram no meu caminho. Coloquei uma roupa de frio, afinal não era um dos dias mais quentes do ano. Desci e fui comer alguma coisa. Maria que é a cozinheira estava na cozinha fazendo alguma coisa que eu reconheço. Sentei em cima do balcão e falei:
- Maria do meu coração o que você está fazendo de bom? - Eu realmente era simpática com ela, e ela me tratava bem, então eu não tinha o porquê tratar ela mal.
- Espaguete e lasanha. Já estou terminando. - Adoro, mas vou ficar fora de forma desse jeito. - Vai na onde toda arrumada? - Disse ela analisando minha roupa, curiosa.
- Resolver uns negócios pendentes. - Disse me sentando na cadeira do balcão e tirando meu celular do bolso e mandando uma mensagem para o Nolan perguntando se ele já acordou para irmos.
- Cuidado... - Disse ela com preocupação, ela sempre se preocupava, e eu já cansei de falar para ela que essa é minha vida, então nem debato isso mais com ela. - Seu pai sabe? - Ela olhou para mim, afinal meu pai odiava quando eu ia resolver coisas da família Nercessian sem sua autorização, e Maria sabia muito bem disso.
- Não, mas vou ligar para ele agora. - Disse já mexendo no meu celular e procurando o número do meu pai. - É... Maria você viu a Isabella?
- Isabella? Quem é essa? - Perguntou confusa, afinal nunca perguntava sobre alguma mulher para ela, era só mais dos caras, vulgo Nolan e David.
- É uma garota que dormiu no quarto de hospedes. - Disse explicando.
- Ah sim... - Disse parecendo lembrar de algo. - Jefferson mandou te avisar que ela foi embora.
- Ata... - Disse, e que bom, não estava afim de um café da manhã de best's. - Valeu. – Disse me levando da cadeira e ligando para o pai depois de ter editado o número dele com os códigos de ligações. 
Ligação
- Alô quem é? - Disse meu pai do outro lado do telefone, afinal meu número era novo, e meu pai não gosta de salvar meus números por segurança e blá blá, baboseira, mas ok.
- Sou eu, Anne. - Disse simples.
- Anne que história é essa que você deu uma festa? – Meu Deus como ele descobriu? Lá vem bronca...
- Quem te contou? - Perguntei incrédula, ah se eu pego esse dedo duro dos infernos, deixo sem língua para aprender não fazer mais fofoca.
- Tenho meus contatos. – Argh odeio quando ele fala isso. É insuportável.
- Então pai eu liguei para falar de umas coisas que você não sabe... - Disse passando as mãos nos meus cabelos e lembrando da noite anterior sobre o que eu descobri do Bieber. - Ou sabe e não me contou. - Afinal ele tinha mania de esconder as coisas de mim, pois eu sou muito estourada e tal.
- Só vou saber se você falar Anne. - Disse ele me acelerando.
- Jeremy Bieber nosso vizinho... - Comecei a falar e cara isso vai dar uma treta. - Pai do Justin, sabe? - Respirei fundo, queria saber o que ele está pensando sobre mim agora.
- O que tem ele? - Meu pai perguntou curioso.
- Ele é da máfia daqui de Los Angeles... - Disse já com receio. - E manda e desmanda na zona Sul inteira, ele tecnicamente é o chefe da máfia daqui, ou melhor ele é.
- Como assim? - Meu pai perguntou surpreso. - Como você descobriu? - Disse ele já mais sério.
- Tenho meus contatos. – Falei o imitando.
- Anne isso não é hora para brincadeira idiota. - Disse brigando comigo e eu revirei os olhos. - Olha Anne eu ia voltar daqui uns dias, mas essa semana eu chego. Não apronte nada. - Disse ele bravo na parte do "aviso".
- Pai? - O chamei antes que desligasse na minha cara como sempre.
- O que foi? - Ele respondeu simples
- Bom eu vou resolver o caso do Jason... - Disse com receio, pois meu pai não queria que eu me envolvesse nesse rolo. - Sabe ele está muito chato, e está ocupando espaço e tempo desnecessário.
- Não. - Disse ele autoritário, ai que merda. - Ele pode ser útil, ele não nos falou para quem ele trabalha. - Ele começou explicar o "porquê". - Anne e você pode vacilar... - Então o interrompi
- Não passei minha vida sendo treinada num inferno para vacilar... - Disse curta e grossa. - E outra eu sou o melhor que você tem para tirar algo dele, então eu vou fazer o que for preciso pai, e eu sou capaz disso, afinal eu sou uma Nercessian ou não sou? - Disse já brava. - Nem precisa falar nada, quando você chegar a gente resolve o problema da vizinhança. - Então desliguei o telefone, odiava quando meu pai duvidava de mim.
- Como assim nossos vizinhos são mafiosos? - Perguntou Maria um pouco assustada.
- Dessa nem eu sabia Maria, como vou te explicar. – Nós rimos. - Bom, mas não precisa se preocupar, nós vamos dar um jeito, sempre damos.
- Eu acabei de fazer a comida tem coca na geladeira e a Lasanha esta em cima do balcão, cuidado que ainda esta muito quente. - Disse ela tirando o avental e saindo da cozinha, eu não iria comer, se não iria ficar com o corpo pesado para o serviço de hoje.
Então senti um odor de perfume invadir a cozinha, quando olhei era o Nolan descendo todo arrumado.
- Hum que cheirinho bom, lasanha! – Disse ele olhando a travessa de lasanha. Então eu comecei a rir.
- Nolan nós dois vamos sair, vou ir resolver o negocio do Jason. - Disse autoritária. - E agradeceria se olhasse minhas mensagens. - Disse brava.
- Mas... – Eu o interrompi.
- Se você tivesse visto minhas mensagens saberia que já está tudo certo e que meu pai já está informado. – Disse entendiada, afinal ele dificilmente olha minhas mensagens e eu odeio isso. Ele ficou comendo enquanto eu falei com os seguranças para arrumarem que nós já íamos sair.
[...] Na garagem dos Nercessian
Eu estava indecisa em que carro eu iria, queria algo que corresse muito, mas tenho certeza que Nolan vai descordar de eu sair com uma Ferrari para um galpão, mas mesmo assim eu queria.
- Vamos Anne. - Disse o mesmo em acelerando.
- Calma estou escolhendo. - Disse parecendo uma criança escolhendo um brinquedo.
- Vamos de Ranger Rover que chama menos atenção. - Ele disse já caminhando em direção da onde ficava as chaves e foi em direção do carro.
- Aff, então você dirigi. - Disse indo em direção da porta do passageiro.
- Serio? – Ele perguntou surpreso. Eu nunca o deixo dirigir.
- Serio. – Disse é logo entrei do lado do passageiro.
- Milagre. – Depois de suas palavras fomos em silêncio para o galpão.

[...] No galpão.

Chegamos ao galpão, quando abri a porta senti a brisa gelada bater brutalmente contra mim e automaticamente coloquei o braço sobre meu rosto e logo depois fechei a porta do carro tirando os cabelos que haviam grudado no meu rosto, eu tinha que me mudar bem a época que está frio? 
Apesar que eu amo o frio, mas para eu ficar em casa, eu e o Nolan caminhamos em direção do galpão que meu pai alugou temporariamente para manter o Jason.
- O que pretende fazer com ele? - Perguntou Nolan me analisando, com certeza preocupado de como eu me sairia, afinal eu tinha uma certa afinidade pelo Jason. Mas eu apenas respirei fundo e respondi:
- O que for preciso. - Disse parando na frente do galpão 3B e olhei para o segurança que estava parado na frente. - Onde ele está? – Perguntei respirando um pouco fundo, afinal eu estava cheia de roupa, já estava me sufucando.
- Me sigam.  – Disse o mesmo e começou a caminhar até a porta do galpão e abriu.
- Obrigada, já pode ir. – Disse sem desviar o olhar da entrada daquele lugar, senti um arrepio na espinha, mas por quê? Apenas pisquei os olhos duas vezes e entrei no galpão e aquele idiota ficou olhando para mim.
- Nossa Nossa olha quem está aqui, pensei que nunca mais ia te ver gata. – Disse Jason com um sorriso sacana no rosto e piscou para mim, e eu apenas conseguia sentir nojo.
Conheci Jason quando estava em San Diego, antes dos homens de preto virem atrás dá minha família, eu realmente me atrai por ele, pelo seu jeito, ele topava qualquer coisa sem pensar nas consequências, ele me lembrava meu passado e eu me afundei por causa dele, sumi da minha casa, nós viemos para LA para um "passeio", mas depois que eu descobri que ele era um infiltrado, tive que investigar tudo sobre ele, e acho que ele me trouxe para LA para falar com o chefe dele sem eu perceber, e eu realmente não percebi, afinal estava vislumbrada com alguém que era tão parecido comigo, ou pelo menos era o que eu achava.
- Se você ainda quiser ter a visão dos seus olhos meu querido... - Caminhei até uma cadeira vazia e a peguei, colocando-a de frente para o Jason. - É melhor não fazer isso de novo. - Dei um sorriso falso.
- Isso? – Ele perguntou irônico e piscou de novo. 
Respirei fundo e analisei o local rapidamente e levantei da cadeira, e peguei uma caneta que estava em cima de uma mesa que se encontrava ali e fui em direção dele e furei seu olho esquerdo, eu senti prazer em fazer aquilo e soltei um sorriso involuntariamente e logo o retirei, era como se eu voltasse ao passado. Então Jason começou a gritar de dor, e aquilo se tornava música para os meus ouvidos, vindo daquele idiota sofrendo por um ato meu. 
- SUA VADIA. - Ele esbravejou se debatendo na cadeira e olhando para baixo enquanto seu sangue pingava na cerâmica cinza do galpão.
- Sua o quê? - Perguntei cruzando os braços.
- Isso mesmo que você escutou. – Ele levantou a cabeça me encarando com raiva, ou quase isso.
- Você está me dando um olhar de raiva? - Perguntei ironizando a situação. - Sabe, não estou conseguindo entender com essa caneta nesse seu olho. - Disse dando risada, e eu só o ouvi grunhindo. - Agora fala para sua linda Anne. - Disse me sentando na cadeira. - Para quem você trabalha? – Perguntei curiosa, afinal ele tentou me sequestrar, longa história.
- Por que eu falaria? – Perguntou tentando parecer que não estava sentindo dor, então só sentia ódio, então levantei da cadeira com tudo e fui em direção do Jason e tirei a caneta sem dó nenhuma do olho esquerdo dele. – ARGH! – Ele gritou e pressionou os lábios. Aquele olho me deu uma certa agonia, não ia conseguir trabalhar com aquilo, virei de costas e passei a mão nos meus cabelos respirando fundo, eu preciso de um ar.
- Façam um curativo, quando acabar me chamem. – Falei com alguns homens do meu pai que estavam ali. Fui em direção da saída do galpão e quando saí, respirei o mais fundo que pude. Quando percebi Nolan estava ao meu lado.
- Anne sei que parece idiota, mas tenho que perguntar se ainda gosta do Jason? - Ele perguntou, mas eu estava tão distraída que nem percebi o tom da sua voz, quase nem notei sua pergunta, quando olhei para o Nolan ele estava com um olhar que estava esperando minha resposta.
- Não. – Disse firme sem desviar o olhar do dele. – É que... - Eu não queria contar nada para ele, só queria entrar lá dentro e torturar o Jason até ele morrer, o curativo só foi uma desculpa para eu poder pensar, e me concentrar para me lembrar do que eu realmente vim fazer aqui.
- Não precisa mentir. - Ele disse cruzando os braços.
- Bom, eu furei o olho dele por ódio do que ele fez comigo, nem foi por causa que ele piscou... - Eu disse explicando a primeira situação. - Depois só pedi para fazer o curativo porque não conseguia trabalhar olhando para o olho dele, estava me desconcentrando. - Disse encostando na parede. - Nolan eu não sinto mais nada por ele, não toca mais nesse assunto. - Disse num tom mais bravo.
- Acho que nunca vou piscar para você Anne. – Falou se fazendo de assustado, esse daí é palhaço.
- Você pode. - Disse dando um sorriso, e já me sentindo aliviada pelo fato que a raiva estava passando um pouco.
- Posso? – Ele me olhou desconfiado e eu fiz um sim com a cabeça. – Gata eu não Brad Pitt, mas se você quiser pode ser minha Sra.Smith. – E o mesmo depois dessa cantada tosca piscou para mim, e logo comecei a rir descontroladamente e parei quando um homem do meu pai veio me chamar.
- Pode vir senhorita Nercessian. - Ele disse me analisando. - O pessoal já terminou o que a senhorita pediu.
- Ok. – Disse caminhando para a entrada do galpão e vi Jason com um curativo no olho e batendo o pé no chão, freneticamente.
- Sei que ainda gosta de mim, porque se não gostasse não teria pedido para eles fazerem o curativo. – Ele falou todo convencido enquanto eu me aproximava.
- Eu... - Coloquei minha mão sobre meu peito. - Gostar de você? – Perguntei sínica e rindo, quando já estava bem próxima dele sentado numa cadeira acorrentado, ele me olhou de cima a baixo e falou:
- Esta mais gostosa Anne. - E deu um sorriso.
- Obrigada, você também está. – Sentei em seu colo. Isso tudo é só um plano, vou ter que conseguir informações de um jeito ou de outro, afinal Jason sempre foi durão, ele está resistindo as torturas há semanas, então eu acho que torturar ele por causa da abstinência de sexo que ele está, pode dar certo. – Saiam todos vou conversar com Jason. – Disse falando os presentes dentro do galpão, e todos saíram menos Nolan. - Está esperando o quê? Cadeiras de rodas? – Falei irônica, e pisquei para o Nolan e ele entendeu o jogo, ou pelo menos eu acho, mas ele saiu andando para fora do galpão.
- O que você está fazendo? – Jason falou com um olhar malicioso.
- Quero brincar. – Sussurrei perto de sua boca e retribui o olhar malicioso.
Sei que é errado... Mas eu sou errada, só assim para eu poder matar ele, ele me conta para quem ele trabalha e eu o mato, simples. Eu comecei a beijá-lo e arranhar o seu abdômen. – Sabe Jason, acho que seria desperdício te matar. 
- Serio? - Ele perguntou com um tom de surpresa.
- Serio. – Sussurrei no seu ouvido e tirei o cinto do meu casaco e joguei no chão, abri os botões e assim deu visão a regata branca que eu estava, e vi os olhos dele olharem meus seios.
- Vai ter que me soltar para a  gente fazer isso. – Ele disse como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Ele acha que eu sou idiota?
- Não é preciso... - Eu levantei e sentei com minhas pernas em volta da sua cintura. - E depois você foi um menino muito mal. – Comecei a beijar o pescoço dele, com leves mordidas e rebolei no seu colo.
- Para com isso Anne. – Ele disse quase suplicando, mas sabia que ele estava gostando, então comecei a abrir os botões da sua blusa.
- Sabe Jason a gente podia até voltar e trabalhar juntos, eu fugia com você. - Dei um sorriso sapeca e mordi seu lábio inferior e desci com minha mão até seu membro.
Jason não acharia o que eu estava fazendo com ele um simples teatro, afinal para ele eu sempre fui a que tortura para conseguir informações, mas ele não me conhecia bem o suficiente que sou capaz de tudo só para matar quem eu quero.
- Seu pai ia te achar gata... - Suas mãos tentavam se soltar, enquanto eu dando leves reboladas em cima do seu membro, e como eu estava próxima dele, senti sua boca tocar na pele do meu pescoço e terminar o que ele havia começado a falar. - Porque para quem eu trabalho são seus vizinhos. – Tudo bem, novas informações, agora só preciso de um nome, ou de outra coisa.
- Não tem problema, eu me mudei estou morando em um condomínio. - Disse encarando ele com um sorriso para parecer mais convincente. - Lá não tem ninguém mafioso. – Então beijei ele com intensidade e parei e fiquei encarando ele, ele fez um negativo com a cabeça.
- Eu soube que vocês se mudaram para cá, e meu chefe é daqui, eu ouvi os homens do seu pai conversando gata. - Disse ele explicando, espera... - São seus vizinhos novos. Eu trabalho para os Bieber’s e eles não aceitariam um inimigo lá, sendo que é seus vizinhos e nem sabem. – Pronto consegui tudo o que eu queria. - Afinal eu estou aqui e não posso dar essa informação... - Ele levantou as duas sobrancelhas. - Mas se dermos um jeito, não ficarei aqui tanto tempo. - Ele inclinou a cabeça em direção da minha boca, e eu levantei do colo dele rapidamente e ele me olhou confuso.
Comecei a abotoar o meu casaco, enquanto Jason ficava pensativo, acho que tentando entender o que aconteceu, hahaha. Agachei aonde estava meu cinto do casaco e o amarrei e fui em direção da mesa próxima da gente, aonde estava uma arma.
- Você me enganou... - Jason sussurrou olhando para baixo, já entendendo o que havia acontecido.
- Querido Jason eu te amei... - Fiquei de frente para ele e dei um sorriso. - Nunca ia abrir as pernas para você... - Fechei a cara, afinal eu era vislumbrada com ele, mas nunca cheguei aos "finalmente" com o mesmo. - E você é um completo trouxa de achar que eu queria algo com você. - Dei risada e ele me olhou com ódio. - EU TE ODEIO. – Sibilei e em seguida dei um tiro no seu braço, o que fez todos que eu mandei sair, entrarem no galpão. – Sabe de outra... - Coloquei a arma no meu queixo. - Eu descobri ontem que meus vizinhos, os Bieber's são da máfia, e a piada é que eles nem ao menos sabe que nós somos seus inimigos. - Dei risada da situação. - Mas o Justin já está desconfiando de mim, mas isso não vem ao caso né, afinal você vai morrer né. - Apontei a arma para ele. - E minhas últimas palavras de amor para você Jason... – Dei um tiro na sua perna o que fez ele se contorcer na cadeira. – Morra queimado no inferno. - Dei um tiro na sua testa e abaixei a arma respirando fundo, por fora eu estava sem emoção nenhuma, e por dentro era como se minha Eu do passado gritasse para sair, eu tinha gostado daquilo, meu sangue estava fervendo de ódio, e matar o Jason não foi o suficiente.
- Que história é essa que os nossos vizinhos são mafiosos? - Perguntou Nolan confuso se aproximando de mim
- Limpem isso e depois o queime, não quero vestígios. – Disse olhando para os homens do meu pai e sai do galpão ignorando Nolan e entrei no carro no lugar do passageiro e colocando o cinto, respira Anne, controla esse ódio.
-  Descobri na festa, depois do meu "show". - Fiz aspas no ar, era melhor conversar com o Nolan para ver se esse ódio que fervia nas minhas veias passasse.  - Sabe a Isabella?
- Sim, mas o que ela tem haver com isso? - Ele perguntou confuso e deu partida no carro.
- Papo vai e papo vem, ela me contou que os Bieber’s tem negócios com o pai dela... - Comecei a explicar a história toda, uma história que nem eu entendia direito ainda. - Ai eu fiquei tipo “Como assim?”, afinal o pai dela era um criminoso... Então ela falou que o Jeremy Bieber que é o nosso vizinho é o maior mafioso de L.A e que manda e desmanda na zona Sul e quem não obedece morre. - Respirei fundo, já pensando na merda que isso vai dar. - Por isso já falei com meu pai, e ele disse que volta essa semana ainda.
- Que babado em amiga. – Disse ele em um tom divertido, então comecei a rir.
- Só você mesmo para me fazer rir nesses momentos. - Disse e percebi que meu momento de ódio já havia se passado.
- Melhor amigo é para essas coisas. - Ele disse, e mesmo depois de nossas "tretas" ele se chama de meu melhor amigo, Nolan é uma das melhores pessoas que eu conheço.
- Sei... E para outras também. – Pensei maliciosa.
- Pensei que você fosse descente garota. - Ele disse rindo do que eu falei.
- Mais eu tenho um lado descente... - Joguei meu cabelo para o lado. -  E outra mais fogosa. - Então demos risada.
- Prefiro você fogosa. – Ele me olhou malicioso.
- Depois vem falar de decência comigo. – Falei ironizando a situação.

[...] Casa dos Nercessian, 2 Dias depois

Estava no meu quarto, pensando e pensando no Justin, eu não o vejo desde o dia da festa, e esperar meu pai para resolver esse problema dos nossos vizinhos serem da máfia, estava me matando já, eu não aguento mais, eu preciso fazer alguma coisa, então levantei da cama e fui atrás do Nolan.
Eu o achei na sala, e ele estava sentando no sofá quase comendo uma mulher, soltei uma tosse falsa o que fez Nolan parar com aquilo e olhar para mim, e tirou a mulher rapidamente de cima dele, o que me fez rir mentalmente.
- Anne? - Ele me chamou tirando dos meus pensamentos para eu falar o que eu queria.
- Preciso conversar com você. - Disse séria.
- Tudo bem. – Ele se levantou e nós fomos para o escritório do meu pai.
- Nolan estou preocupada com o que está acontecendo. - Soltei um suspiro pesado, eu nem estou conseguindo dormir direito, estou dormindo com uma arma de baixo do travesseiro, já estou ficando paranoica. - Sabe nem todos os nossos homens estão aqui, pois não queriam ficar longe da família  e ainda nem nos estabilizamos e descobrimos que nossos vizinhos são os nossos inimigos que tanto nós procuramos por semanas.
- Anne nós não podemos fazer nada, precisamos esperar seu pai... - Então Nolan foi interrompido pela porta do escritório sendo aberta.
- Falando de mim? – Disse meu pai entrando no escritório, esse vai demorar de morrer.
- Oi pai. – Falei simples, afinal eu só queria resolver isso logo, porque é normal ter paranoia, mas a paranoia piora quando seus inimigos são seus vizinhos.
- Nolan chama a equipe para sala de reunião. - Disse meu pai autoritário, ignorando minhas "boas vindas".
- Sim senhor. – Disse Nolan e logo saiu da sala.
- Você não disse que ia chegar amanhã? - Perguntei, afinal havia falado com ele no dia que matei o Jason e ele me deu 3 dias para chegar em casa.
- Disse. - Ele jogou coisas que estavam dentro do seu bolso em cima da mesa do escritório. - Mas consegui adiantar as coisas por lá. - Ele olhou para mim esperando mais alguma duvida minha.
- Ata. - Disse por fim. - Vamos para reunião?
- Vamos. – Disse meu pai e caminhamos até a sala de reunião e tecnicamente as únicas mulheres ali era eu e minha mãe.
- Chamei todos aqui para falar sobre o que está acontecendo. - Ele olhou para todos enquanto eu me sentava. - Anne poderia nos dizer o que aconteceu no galpão com Jason? – Ele nunca me chama de filha e quando chama sente que... É melhor deixar quieto.
- Eu apenas o matei quando ele me contou para quem ele trabalha. - Disse entediada, não gostava muito de reuniões.
- E para quem ele trabalha, ou melhor, trabalhava? - Meu pai perguntou num tom "vou ter que fazer um interrogatório para você contar tudo?".
- Para os nossos vizinhos os Bieber’s... - Respirei fundo. - Acho que todos aqui já sabem que eles são da máfia. - Disse e logo todos confirmaram. - Olha sinceramente não acho seguro ficarmos aqui nesta casa, eu ando mais paranoica que o normal. - Disse num tom de preocupação.
- Concordo com a Anne. - Disse minha mãe, uau "Concordo" e meu nome numa frase da minha mãe. - Nossos vizinhos são os nossos inimigos assumidos há algum tempo... - Afinal só assumiram como nossos inimigos quando colocaram Jason infiltrado, porque tirando isso, foram coisas aleatórias, nada que nos decretassem inimigos. - E também nos nem sabíamos quem eram eles. - Minha mãe não falou com muita firmeza, ela estava escondendo algo, conheço essa mulher, talvez ela sabia e não queria me contar porque eu surto com essas coisas. - E agora descobrimos que eles são nossos vizinhos e se eles já souberem que também somos da máfia, acho que não vai acabar nada bem.
- Com certeza eles não sabem, senão o Justin não teria vindo aqui ontem na festa. - Disse com uma "quase certeza".
- Ou o Justin descobriu também na festa como você, não podemos descartar essa possibilidade. - Disse David, concordo.
- Mas se nos mudarmos vão desconfiar, afinal não faz nem um mês direito que estamos aqui e vamos embora, vai ficar na cara que alguma coisa rolou. - Disse Jefferson explicando, e ele também estava certo, droga, eu não aguento mais ficar nessa paranoia.
- Vamos fazer assim, muitos nessa casa ainda acham que eu ainda estou viajando. - Disse meu pai.-  Vou procurar uma casa na zona norte e vamos mudando aos poucos... - Ele explicava um quase plano para a gente. - mas se eles descobrirem antes, nós saímos da casa de vez. - Disse ele por fim.
- Não é má ideia. - Disse David pensativo, acho que pensando nesse plano "improvisado do meu pai".
- Mas ainda é muito arriscado, pois Jason morreu não faz nem três dias, daqui a pouco eles podem descobrir quem somos, pois nos matamos ele aqui, então esta na cara que estamos em Los Angeles. – Dizia o Nolan, enquanto eu só ficava pensando num plano para distração.
- Fala. - Disse meu pai e todos começaram a prestar atenção em mim.
- Nós poderíamos infiltrar alguém lá, usar a mesma carta que eles usaram conosco. - Disse olhando para o meu pai.
- Pode ser. - Respondeu meu pai pensativo, talvez pensando em "quem" por lá dentro.
- Mas não como capanga. - Disse e todos me olharam confusos. - Minha mãe poderia ficar amiga da da mãe do Justin, afinal as duas já se conheceram, então minha mãe iria lá algumas vezes e rondava o lugar, ajudaria bastante. - Disse explicando meu plano. - Porque eles sabem que Jason está desaparecido, então eles já devem estarem achando que ele está morto, então devem estar em alerta máximo de quem entra e sai daquela fortaleza.  
- Por mim tudo bem. - Disse minha mãe concordando com o plano. - Anne você poderia se aproximar do Justin e fazê-lo se apaixonar por você, se isso o acontecesse não desconfiaria de você. - Disse minha mãe complementando o plano dos Nercessian. E realmente não era má ideia, e eu ainda me aproveitaria da situação, afinal aquele Bieber é um pedaço de mal caminho.
- Não sei. - Meu pai disse olhando para mim pensativo.
- Pai eu sei me virar. - Eu disse firme. - Eu fui treinada psicologicamente a minha vida toda, afinal você não me enfiou naquele internato atoa, não é mesmo Robert? - Disse cutucando ele, eu queria me distrair e meu pai concordando com esse plano, seria ótimo.
- Vamos com esse plano e vamos ver até aonde chega. - Ele disse sedendo, obrigada. - Boas mulheres podem sair. – Eu e minha mãe saímos e ele ficou conversando com os homens. Não gosto quando ele faz isso.
- Filha você só não vá se envolver demais. - Disse minha mãe preocupada, como se fosse um aviso, nossa como ela está estranha sobre o assunto dos Bieber's.
- Nunca me apaixonei e não é agora que eu vou. - Disse firme, tinha o meu "caso" do internato, mas não foi bem amor, estava mais para obsessão, mas enfim. - Preciso ir, vou ir colocar o nosso plano em ação.
- Toma cuidado. - Disse minha mãe séria e eu fui ao meu quarto coloquei uma calça skiny preta, uma regata cinza e minhas botas e alguns acessórios. Peguei meu celular e fui à casa do Bieber. Chegando ao portão da casa dele os mesmo seguranças estavam lá.
- Oi, bom ver vocês novamente. – Eu disse dando um sorriso falso. – O Justin está ai? - Perguntei simples.
- Está sim, espera que vou avisá-lo que está aqui. – Disse o cara que eu cuspi na cara outro dia, nossa agora ele esta gentil haha. – Ele falou para esperá-lo aqui. – Sério? Só porque eu queria entrar, ele realmente devia estar desconfiado de mim. Fiquei uns dois minutos ali até que o Justin chega todo arrumado.
- Oi Anne. – Ele deu um sorriso. Ok, manipulação? Ou ele não sabe de nada?
- Oi Justin. – Retribui o sorriso e analisei suas vestimentas.

P.O.V Justin Bieber

Tinha acabado de sair do banho quando minha empregada falou que a Anne estava no portão me chamando, falei para ela falar que era para ela esperar lá, pois não ia trazer ela aqui dentro, ainda estou desconfiado sobre essa família. Cheguei lá no portão e ela estava muito gostosa com aquela roupa apertada, definindo cada silhueta sua, então nos cumprimentamos, e ficou um silêncio e a Anne o cortou me perguntando:
- Vai sair? – Ela falou me observando.
- Não, por quê? - Perguntei curioso.
- Esta todo arrumado. - Ela explicou e apontou para minha roupa, olhei para baixo e em logo seguida encarei a Anne.
- Você também esta toda arrumada, nem por isso perguntei se ia sair. - Disse, queria ver como ela reagiria a isso, preciso tirar essa desconfiança de mim, ter alguma certeza sobre essa família.
- Nossa quanta arrogância. - Disse ela retrucando, ficou nervosa, mas não ao tanto para me xingar, ou sacar uma arma como ela fez na festa, ainda não tirei aquilo da minha cabeça.
- É que eu sou do tipo que não gosta de fingir educação quanto não estou afim. – Eu só queria ter um rolo com ela, mas eu tinha que desconfiar dela, por quê? Mas que droga!
- Tudo bem então senhor sinceridade... - Ela disse se divertindo com a situação, que maravilhosa... Foca Justin! - Mas então já que não vai sair, vamos fazer alguma coisa? – É isso mesmo que eu ouvi? Ela me chamou para sair.
- Só vou aceitar porque você foi a primeira garota que me chamou para sair. – Eu disse e nós rimos.
- Como se isso fosse verdade... - Disse ela pensativa, o que foi isso? Eu olhei desconfiado. - Afinal eu vi na festa as mulheres se atirando em cima de você, deve receber vários convites de mulheres. - Ela disse rápido, como se aquilo fosse uma desculpa para a primeira frase dela, desconfiança voltando, droga, mas vamos sair com ela e ver no que da. - Enfim, vamos agora ou... - Eu a interrompi
- Deixa eu só pegar meu carro ai a gente vai. - Eu disse e ela levantou uma sobrancelha como se eu tivesse dito algo que ela não aprovou.
- Seu carro? A gente vai com meu carro. - Disse ela autoritária, nossa ela fica sexy assim, mas eu não deixaria ela dirigir, afinal eu sempre dirijo.
- Não, nós vamos com meu carro. – Nós parecíamos duas crianças vendo quem vai primeiro no balanço.
- Então vamos fazer impar ou par? – Eu a olhei incrédulo.
- Esta me zoando? - Perguntei, esperando que ela realmente estivesse zoando com a situação.
- Não, mas se você não quiser fazer a gente vai com meu carro. – Ela ficou me encarando por um tempo com aqueles olhos azuis dela, eles eram realmente hipnotizantes, até que eu resolvi falar:
– Olha tudo bem a gente vai com seu carro, mas... – Ela me interrompeu.
- Mas o que? - Ela realmente parecia o tipo de mulher que não gostava que que alguém tomasse a frente dela, e eu estou amando isso, só que está estragando tudo isso é minha desconfiança sobre ela.
- Quem vai dirigir sou eu. – Eu disse e a mesma olhou incrédula e falou:
- Eu sempre dirijo... - Disse quase começando uma briga, mas então ela mudou de afeição. - Mas tudo bem só porque hoje eu estou de bom humor. – Nós fomos em direção da sua casa e nós entramos na garagem e lá tinha vários carros, igual lá em casa. - Escolhe um. – Eu escolhi um carro da bmw preto que já estava perto da saída da garagem.
- Aonde vamos? - Disse colocando o cinto e saindo da garagem.
- Nem sei. - Disse Anne. - Não conheço muito bem as coisas por aqui, e não to a fim de ir pra nenhuma balada, pois estou sem dormir bem faz um tempo. - Ela disse parecendo lembrar de algo
- Ah sei lá, que tal um cinema? - Eu disse, afinal cinema é ótimo para rolar alguma coisa.
- Ótima ideia, mas sem filmes românticos, eu imploro. - Ela disse e eu dei risada.
- Que tal um filme de terror? - Disse acelerando um pouco mais carro assim que chegamos na avenida.
- Esta bem, amo filmes de terror. – Disse ela e eu só queria beijar ela.
- Somos dois. - Disse olhando para ela, eu realmente queria não poder desconfiar dela.

♦♦♦

7 comentários:

O que você esta achando da historia?
acha que precisa de alguma coisa?

Leitoras