sábado, 9 de fevereiro de 2013

Mafiosi teenagers in love - Capitulo 7

Fanfic / Fanfiction Mafiosi teenagers in love - Capítulo 7 - Lucy

Nós estávamos na fila do cinema há algum tempo, fazia um bom tempo que eu não vinha no cinema, já era uma coisa tão mundana para mim, que já nem fazia mais parte do meu cotidiano.
Quando saímos da fila, compramos algumas coisas para comer, e fomos entrar na sala do cinema, quando nós entregamos o ingresso, a moça o pegou e ficou me encarando, e não de qualquer forma, de um jeito de quando alguém quer te beijar, e parece que a Anne não gostou nada, acho que eu realmente vou me divertir com isso.

P.O.V Anne Nercessian

Eu estava encarando a garota, que estava encarando o Justin, e não de qualquer jeito, do jeito quando você olha já querendo abrir as pernas, ela ta cega por acaso? Não está vendo que ele está acompanhado, nós não somos nada, mas essa menina tem que aprender uma lição, idai que eu posso estragar o plano dando uma de louca ciumenta, eu odeio quando alguém quer encostar em algo que já, supostamente, é meu. Então encarei e a garota e perguntei:
- Algum problema? – Perguntei tirando a atenção dela do Justin, ouvi o mesmo rir.
- Sim. - Disse a garota toda abusada, ah velho, vou matar essa garota, ela parou de recolher os ingressos de outras pessoas, enquanto eu e o Justin estávamos do lado dela.
- Poderia me dizer qual é? – Perguntei quase peitando a garota, não vou levar esse desaforo para casa, e eu ouvi algumas pessoas dizer “Vai logo aí”.
- Olhar para essa sua cara ridícula. – Ela falou cínica e eu apenas respirei fundo para não socar a cara dela. – Você tem um mau gosto em. – Disse ela olhando para o Justin, e ele parecia está se divertindo com aquilo.
- Acho que não tem espelho na sua casa né? - Disse olhando para aquela garota totalmente sem senso, e olha só, eu não tenho escrúpulos e se ela me provocar mais eu vou arrebentar ela aqui mesmo, ninguém fala com uma Nercessian de uma forma dessas.
- Mais eu nem namoro com ela. - Disse o Justin rindo, essa garota está estragando com meus planos.
- Justin, cala a boca. - Disse com raiva, porque odeio ficar "por baixo" quando estou discutindo com alguém.
- Vem calar. - Ele disse desafiador e com um divertimento, com certeza por conta da situação.
- Depois eu resolvo isso. - Disse dando um olhar sedutor e voltei a olhar para aquela "coisa".
- Olha lindo se você quiser eu te passo meu número e a gente se encontra. - Disse a garota, e ouvia cada vez mais as pessoas reclamando.
- Nada galinha você, não? - Perguntei levantando as sobrancelhas.
- Falou comigo? - Ela perguntou como se estivesse me ignorando.
- Não estou vendo mais nenhuma piranha aqui. - Disse já brava.
- Eu quero assistir o filme, vamos logo. - Disse o Justin acelerando, e segurou na minha mão e eu olhei rapidamente para as nossas mãos e para ele, e voltei para terra, preciso focar.
- Garota vou te dar um conselho, faz seu trabalho que você ganha mais sua oferecida. - Disse já mais calma. - Vamos não vou perder mais meu tempo com ela. – Sai andando com o Justin e ela ficou me olhando com cara de idiota. – Piranha tira foto que dura mais e tenta fazer melhor, só tentar né, porque fazer esta difícil. – Disse olhando para trás, antes de ela dizer algo eu e o Justin entramos na sala quatro que era a sala que nós íamos ver o filme. Nos sentamos nas cadeiras do meio, estava passando ainda uns trailers.
- Aquilo na entrada... - Justin falava enquanto os trailers iam passando. - Ciúmes ou o quê? - Ele já olhava para mim, uma chance de flertar e melhorar meu plano, dei um sorriso sem mostrar os dentes e olhei nos olhos dele.
- Desculpa, é que... - Disse e logo dei uma leve risada. - Não gosto quando... - Eu estava falando aquilo naturalmente, então parei.
- Quando? - Justin colocou a mão dele sobre a minha que estava em cima do braço da cadeira, e eu senti minha respiração parar por um momento, foca Anne.
- Quando as pessoas são oferecidas. - Levantei uma sobrancelha, não ia deixar ele controlar aquilo, eu que devo controlar, ele deu uma risada baixa e se ajeitou no seu lugar, mas nossas mãos continuavam juntas, respirei fundo e encostei na minha cadeira e o filme começou.
[...]
O filme era bom, eu adoro filmes de terror e dificilmente me assusto com eles, tinha umas garotas que gritavam direto na sala e aquilo me fazia rir as vezes, e outras eu só queria enfiar uma fita na boca delas. Então começou uma cena de suspense e eu fingi tomar um susto e abracei o Justin de lado, o que fez ele olhar para mim, e eu comecei a solta-lo lentamente.
- Pensei que não tinha medo. - Ele disse me observando enquanto eu me ajeitava no meu lugar.
- Eu tenho os meus momentos Bieber. - Disse dando risada e voltando totalmente a minha cadeira. - Mas se caso, você não queira que eu te agarre, tudo bem por mim. - Disse o provocando e ele me observava. - Eu agarro o garoto daqui do lado, ele é um gatinho. - Disse num tom de divertimento e ouvi o garoto que estava do meu lado rir.
- Então vai, ninguém esta te impedindo. - Justin disse parando de olhar para mim e olhando para a tela do cinema e eu apenas o olhei incrédula. Ele não me impediu, mas ao mesmo tempo parecia ciúmes, ou sei lá o quê, essa tentativa de atrair o Bieber foi na trave.
- Tudo bem por mim, Bieber. - Disse seca, afinal ninguém me rejeita desse modo, e como eu sou mulher de fazer, olhei para o lado para falar com o garoto. - Olá... - Dei um sorriso e ele me olhou como se eu fosse louca. - Qual o seu nome? - Disse um pouco mais baixo pelo fato de terem pessoas reclamando que eu estava conversando.
- Austin, e o seu? - Ele me respondeu rindo baixo.
- Prazer Austin, eu sou a Anne. – Disse e dei um beijo no rosto dele. - Olha, tem algum problema, se caso, sei lá... - Disse brincando. - Eu ficar com medo, pelo menos pegar na sua mão? - Ele riu e logo me respondeu:
- Acho que seu namorado não está gostando muito disso. - Disse Austin um pouco mais sério e apontou para o Justin, então olhei para o mesmo que estava me analisando.
- Você vai continuar com isso Anne? - Disse ele me perguntando e apontando para a "situação".
- Sabe, eu e eles não somos namorados. - Disse ainda olhando para o Justin e meio que me vingando por ele ter falo a mesma coisa hoje mais cedo para aquela garota, ele apenas lambeu os lábios e olhou para a frente, então olhei para o Austin e ele estava olhando para o Justin.
- Então vocês são o quê? - Ele perguntou curioso.
- Apenas vizinhos. - Dei um sorriso sem mostrar os dentes, essa frase poderia estragar o plano, mas era meu orgulho que estava naquela situação e eu não deixaria o Justin sambar nele como se ele mandasse em mim. Nós trocamos algumas outras palavras e voltamos a prestar atenção no filme.
[...]
Acabou o filme todos já estavam se levantado para  ir embora, esperei esvaziar um pouco, e o Justin fazia o mesmo, e eu vi o Austin saindo e eu só acenei e dei um sorriso amarelo.

P.O.V Justin Bieber

A Anne só pode estar zoando com a minha cara. Primeiro, ela discute com uma garota porque ela estava olhando pra mim. Segundo, ela fica se assanhando com um garoto do meu lado.
O filme havia acabado e nós estávamos sentados esperando a sala esvaziar, vi ela dar tchau para aquele cara, eu não eu era obrigado a suportar aquilo, levantei sem olhar para ela e comecei a andar em direção da saída, e ouvi ela me chamar e eu a ignorei, então senti um leve empurrão nas minhas costas, e olhei e era ela, então não aguentei mais, e segurei no braço dela com força e coloquei nossos corpos.
- Qual é o seu problema? - Ela perguntou olhando para mim tentando soltar o braço dela.
- Meu problema é que você é bipolar. - Eu disse com um pouco de raiva.
- Olha quem fala. - Ela retrucou e em seguida soltou o braço com raiva, algumas pessoas que passavam nos encarava, mas não falava nada.
- Sabe, pelo menos não discuto com as pessoas por simplesmente encararem as pessoas que eu estou acompanhado... - Disse já começando uma discussão, aquilo era uma mentira, mas eu continuei mesmo assim. - E outra, você ficou se assanhando ou sei lá o que com aquele cara. - Disse com raiva, eu não estava com ciúmes, apenas raiva, essa garota fode minha cabeça.
- Cala sua boca, você que mandou. - Ela disse com raiva. - E o nome dele é Austin. - Ela parecia que gostava de me provocar.
- Foda-se o nome dele, não me importo, o que me importa é o que você quer, não te entendo cara. - Disse mais próximo dela. - E não me manda calar a boca... - Ela me encarava e eu parecia já está perdido naquele mar azul que era os olhos dela, então foquei na nossa "discussão". - Você que precisa calar a boca. - Eu disse já um pouco mais baixo, a sala do cinema já estava quase vazia praticamente, e era como se só estivesse nós dois ali.
- Vem calar. – Ela disse quase num sussurro, então a puxei pela cintura e a beijei, e era como se minha respiração tivesse parado por um tempo, e então ela correspondeu e segurou na minha nunca e passou seus dedos pelo meu cabelo, e era como se toda a turbulencia daquele dia houvesse sumido, e então ela me empurrou e olhei para ela confuso.
- Depois eu sou a bipolar. – Ela disse me encarando.
- Você não cansa não é? - Já disse meio cansado. - Adora discutir. - Dei um risada baixa, afinal ela era louca.
- Me desculpa. - Ela riu. - Não fiz o que eu fiz hoje por mal... - Ela parou um tempo e parecia pensar. - Só era meu extinto. - Ela disse por fim, confirmado, ela era louca e bipolar.

P.O.V Anne Nercessian

Eu o afastei por dois motivos, eu não queria deixar ele com aquele pensamento "fico com ela a hora que eu quiser", porque aqui não é bagunça. E o outro porque eu estava gostando até demais no beijo, e isso não é bom para o plano. 
Nós estávamos numa mini discussão, de novo, então me toquei que não posso afasta-lo dessa forma, eu tinha que aproxima-lo, então disse:
- Me desculpa. - Eu disse rindo, pensando em alguma forma de me desculpar, o que eu estava fazendo? - Não fiz, o que eu fiz hoje, por mal... - Eu parei um tempo pensando em algo que pareça "mundano". - Só era meu extinto. - Eu disse por fim, aquilo não soou nada mundano, droga.
- Nós somos apenas vizinhos, você não precisa me pedir desculpas por nada. - Ele disse e eu automaticamente pressionei os lábios nervosa para não gritar com ele.
- Você é bastante orgulhoso. - Dei um sorriso e ele pareceu surpreso por eu não ter começado outra briga, ponto para a Nercessian aqui baby. - Mas tudo bem, não precisa falar mais nada, eu realmente fui uma doida hoje. - Dizer aquilo doeu eu mim, eu apenas fui eu mesma, mas eu não precisava ser eu mesma, eu precisava ser algo que ele queria para o bem do plano.
- Melhor irmos... - Ele analisou a sala. - Afinal só temos nós aqui. - E então rimos e parecia que o clima ruim tinha passado e começamos caminhar pela saída.
- Isso é verdade. - Me aproximei dele e ele segurou minha mão enquanto estávamos saindo da sala.
- Vamos tomar alguma coisa, um sorvete? - Ele disse olhando para mim.
- Por mim tudo bem. - Dei um sorriso.
[...]
Estávamos numa loja, Justin estava escolhendo umas coisas para ele, enquanto eu observava as coisas que ele fazia, mas ao mesmo tempo disfarçando como se estivesse olhando as coisas da loja.
- Vai levar esses? - Perguntou o vendedor enquanto os dois caminhavam para o caixa.
- Sim. - Respondeu o Justin enquanto dava o cartão dele para o vendedor que já estava no caixa.
Eu estava olhando uns bonés, eu queria dar algo para o Justin, mesmo que ele não usasse, só para ele achar que eu me importo com ele a ponto de dar um presente, peguei um cinza com uns detalhes verdes escuros e aguardei enquanto o vendedor terminava de arrumar as coisas que o Justin havia comprado.
- Gostei do boné... - Ele disse olhando para minhas mãos. - Para você? - Ele pegou da minha mão e colocou em mim com a aba para trás.
- Não... - Disse enquanto ele arrumava meus cabelos de acordo como ele havia colocado o boné em mim. - Um presente. - Dei um sorriso.
- Uma pena... - Ele se aproximou de mim e me deu selinho e eu soltei um sorriso involuntário, que merda. - Você ficou linda com ele. - Ele voltou para o caixa pegando as sacolas dele e eu tirei o boné e dei para o vendedor, e dei o cartão do meu pai para ele passar, eu estava sem cartão faz um tempo já, desde que fui investigada por uma vaca, mas enfim. 
- Coisas compradas, vamos para casa agora? - Disse o Justin estendendo a mão para mim e eu a peguei, e eu tinha que mentir para mim mesma que eu não estava gostando daquele dia, que aquilo era tudo parte do plano. 
- Claro. - Caminhamos até o carro e fomos conversando até chegar em casa.

[...] No condomínio

- Bom chegamos... - Disse enquanto ele parava o carro na frente da minha casa. - Pode deixar que eu coloco o meu carro na garagem. – Disse saindo do carro, Justin saiu em seguida.
Eu estava encostada no carro esperando ele me dar as chaves com as mãos esticadas.
- O dia hoje foi turbulento... - Ele disse colocando mechas do meu cabelo atrás da minha orelha. - Mas valeu  pena toda essa turbulência no final. - Ele se aproximou de mim para me beijar e eu o interrompi.
- Já ia me esquecendo... - Andei até a porta do banco de trás e peguei a sacola do boné e segurei no meu dedo indicador. - O presente era para você. - Ele veio andando até mim rindo e eu tentei não rir junto com ele.
- Não tem graça, quando eu já sei o que tem dentro. - Ele pegou a sacola de papel da minha mão.
- Ah Bieber, vamos lá, experimente. - Disse rindo e insistindo, aquilo estava ficando divertido, ele abriu e pegou o boné e o colocou com a aba para trás, ele realmente tinha ficado bonito.
- E ai... - Ele ficou próximo de mim. - Como eu fiquei? - Ele deu uma volta como se eu fosse uma jurada.
- Ficou bonito, eu tenho um ótimo gosto. - Eu respondi rindo.
- Obrigado. - Ele ficou bem próximo de mim. - Agora tenho mais um para minha coleção. - Ele ficou a centímetros de mim e eu coloquei meus braços em volta do seu pescoço.
- Uma coleção? Uau. - Disse brincando. - Acho que qualquer dia pego algum emprestado. - Cheguei mais próximo da boca dele.
- Está convidada para aparecer lá qualquer dia. - Ele olhou para minha boca e a beijou, e eu fechei os olhos deixando aquela ondas de emoções momentâneas passarem pelo meu corpo, e então ele parou o beijo com alguns selinhos. - Acho melhor deixar você ir... - Ele disse ainda próximo da minha boca. - Não estou afim do Sr. Nercessian achar que eu sequestrei a filha dele. - Nós rimos, ele talvez por estar fazendo piada para uma garota que ele queria conquistar, e eu pela ironia completa na frase.
- Tudo bem então. - Peguei as chaves da mão dele e dei um passo para trás enquanto ele pegava as coisas dele, entrei no carro e coloquei a chave no contato, ele veio até a janela e eu olhei para ele.
- Boa noite Anne. - Ele me deu um selinho demorado.
- Boa noite. - O respondi, e ele saiu, observei enquanto ele ia para casa dele, quando ele chegou no portão ele olhou para trás e eu acenei para ele e fui guardar meu carro na garagem.
[...]
Entrei na minha casa e fui para o meu quarto, ia tomar um banho e depois dormir, estava bem cansada, fisicamente e psicologicamente. Quando cheguei no meu quarto o Nolan estava jogado na minha cama, que garoto folgado.
- Sai daí seu imundo minha cama ta limpa. - Disse já o empurrando ele da minha cama.
- Eu estou limpinho acabei de tomar banho. - Disse o Nolan rindo já da situação.
- Então pode ficar. - Eu disse parando de empurrar ele e me sentei na cama.
- Como foi com o Bieber? - Nolan perguntou enquanto sentava na minha cama.
- Foi legal. - Disse enquanto tirava meus sapatos e prendia meus cabelos.
- Como assim legal? O que aconteceu lá? - Ele perguntou, ele realmente queria saber os detalhes, droga.
- Nós fomos ao shopping para ir ao cinema, e lá eu discuti com uma garota oferecida. - Revirei os olhos. - Conheci um garoto, que não vem ao caso, Justin me beijou, depois do cinema fomos comprar sorvete... - Eu ia dizendo rápido, e resumidamente o meu dia com o Bieber, enquanto eu tirava as roupas pesadas do meu corpo. - Fomos a uma loja para comprar umas coisas e acabei comprando um presente para o Justin, depois disso fomos embora, rolou uns beijos aqui na porta de casa antes dele ir embora, e é isso.
- Sabe perdi as contas de quantas vezes vocês se beijaram. - Disse Nolan se jogando na cama e eu ri.
- Faz parte do plano, não é mesmo? - Disse jogando minha jaqueta nele.
- Idiota... - Ele resmungou. - Agora quero saber do meu presente, cadê em?
- Por acaso eu ganho presente seu? - Perguntei com as mãos na cintura.
- Lógico que sim. - Ele respondeu como se eu houvesse o insultado.
- Então me fala um. - Disse rindo, e voltei a me sentar na cama com apenas minhas calças skinny e uma regata.
- O do seu aniversário ano passado. - Ele falou todo convencido, e eu comecei a rir.
- Não vale, porque quem escolheu foi minha mãe e ela também embrulhou, você só deu o dinheiro para ela, você nem sabe o que deu. - Eu falava enquanto ele tentava fingir uma cara de incrédulo.
- Foi um presente maravilhoso até aonde eu sei. - Ele disse rindo.
- Você é muito falso. – Joguei meu travesseiro nele.
- Para de jogar as coisas em mim... - Ele jogou de volta em mim, mas eu bati no travesseiro e o mesmo caiu no chão. - E você quem é falsa.
- Aprendi com você. - Falei para atingir ele. - Agora você precisa ir, querido.
- Ah, ok, expulsa mesmo. - Ele levantou da minha cama. - Boa noite. – Disse ele saindo do meu quarto. Peguei meu notebook e vi as coisas que eu tinha que resolver amanhã. 
• Supervisionamento; Carregamento; Galpão sul 4C; Fornecedor Blake.
Quem iria nisso, era somente o David, mas como o Blake já foi um fornecedor "antigo" dos Nercessian em Atlanta, preferimos não arriscar em mandar só o David, então uma integrante da familia vai, eu.
Blake é o tipo de homem que tem informações, conhece familias da mafia, e ainda por cima é bonito, mas não deixa de ser um mentiroso. E ele com toda certeza conhece os meus inimigos, Bieber's, e pode dar com a língua nos dentes. 
Pelo jeito meu pai não fechou negocio com o pai da Isabella, ainda bem, não sei se aguentaria muito tempo ser aliada dela, mas estou com receio dela contar algo para o Bieber e o que eu vou fazer? Eu não vou poder fazer nada, regras da máfia, ter respeito com quem não é seu inimigo, evitar fazer inimigos, coisas que são bem difíceis para uma pessoa como eu cumprir.

[...] No dia seguinte, 5:00AM

Abri meus olhos, e logo levantei da cama, peguei meu celular e comecei a escrever uma mensagem.
"Vamos acordar, bela adormecida, hora de trabalhar!"
Destinatários: Big bro(David); Princess(Nolan)

Terminei de enviar as mensagens e joguei o celular na cama e dei risada, Nolan odiava aquele nome, odiava mais ainda porque o do David era legal, e o dele era "aquilo".Entrei no banheiro e comecei tirar minhas roupas para tomar banho, e estava muito frio, por mim ficaria deitada na cama o dia inteiro.
Sai do banheiro com meu roupão, e entrei no meu closet para pegar uma roupa para me vestir. Coloquei uma lingerie azul, e já fui colocando uma meia calça grossa e uma calça skinny por cima, estava realmente muito frio, peguei uma blusa de malha preta e a vesti, peguei um sobretudo de camurça preto com os detalhes cinzas e o vesti. Eu tinha que ser discreta, por isso roupas escuras, não podia deixar nada dar errado. Sai do closet e fui atrás das minhas ankle boots e as vesti.
Peguei meu notebook coloquei dentro de uma bolsa e fui ao escritório do meu pai ver que arma tinha para eu levar, vai que acontece alguma coisa de errado. Fui em direção do quadro e o tirei colocando-o no chão, o que me deu visão de duas prateleiras de vidro com armamentos, deslizei o vidro para o lado, e peguei minha pistola dourada, pois é menor e menos chamativa. Coloquei a pistola na cintura e desci com a bolsa do notebook e fui tomar café.
- Acordou cedo? - Disse Maria, enquanto eu entrava na cozinha e me sentava. - Trabalho?
- Sim. – Disse séria, e o silêncio reinou. Acho que as vezes eu que eu sou bipolar. Fiz meu café e sentei na mesa da cozinha e senti meu celular vibrar, mensagem.
De: Big Bro;
"Bom dia, já está pronta?" 

Tomei um gole do meu café, e respondi:
"Há algum tempo já, minhas princesas ainda não estão prontas :( haha, estou tomando meu vício de todas as manhãs"

Coloquei o celular em cima da mesa, enquanto tomava aquele liquido quente e maravilhoso. Eu vi alguém entrando na cozinha, Jefferson, o chamei com minha mão e ele veio na minha direção.
- Jefferson, quero que prepare três carros de escolta, as land rover blindadas. - Disse enquanto ele concordava com a cabeça. - Um irá na frente guiando o caminho, pois eu nunca fui lá. - Fui explicando e ouvi meu celular vibrar e o peguei. - E mande todo mundo ficar pronto, quando eu sair daqui, não quero atrasos.
- Sim senhora. - Disse ele no momento em que eu parei de falar.
- Esta vendo alguma ruga no meu rosto? - Perguntei enquanto desbloqueava meu celular, duas mensagens.
- Não senhora. - Ele respondeu, e eu fico tão brava quando me chamam de senhora.
- Então não me chama de senhora... - Disse enquanto abria as mensagens. - Se não eu sou capaz de te dar um tiro. - Olhei para ele.
- Tudo bem, mas eu te chamo de que? - Ele disse sereno.
- Anne, porque esse é meu nome. - Falei simples. - E se apressa, pois não quero atrasos.
- Tudo bem, Anne. - Disse Jefferson saindo da cozinha e eu fui ler as mensagens.
De: Big Bro;
"Vício? Não se drogue logo cedo haha Daqui a pouco estou descendo para me drogar junto."

Quando eu ia responder, o mesmo entrou na cozinha.
- Bom dia Maria. - Ele foi pegar uma xícara e colocou café puro e sentou na cadeira ao meu lado. - Vamos se drogar. - Nós rimos e fizemos um "brinde".
Então abri a outra mensagem.
De: Princess;
"Bom dia, espero que não esteja tomando café sem mim."

Dei risada e mostrei a mensagem para o David, e ele riu também, coloquei na câmera e tirei uma selfie com o David com as xícaras nas mãos e enviei a foto para ele, e respondi:
"Sinto muito, o vício sempre fala mais alto que a amizade <\3"

  - Vocês dois são muito falsos. - Disse Nolan entrando com o celular na mão, e eu o David rimos enquanto ele se sentava ao nosso lado. - O que vamos ter para hoje? Depois do carregamento, claro. - Ele disse olhando para mim.
- Acho que nada, vou dormir. - Falei terminando minha xícara de café.
- Ser a chefe é uma maravilha. - Disse Nolan zoando. - Não é mesmo,  David? - Ele cutucou o David.
- Claro, até aonde eu sei, tenho trabalho até a noite. - Disse David olhando para mim junto com o Nolan.
- Tudo bem, escravos... - Falei rindo daquela situação. - Quem vê pensa que vocês só trabalham, eu sei que hoje você vai no Club A resolver um negócio com um traficante David. - Disse me levantando e colocando minhas mãos nos ombros dele e cheguei perto do ouvido dele. - E também sei que sua amiga, vai estar lá. - Ele deu um risinho quando eu enfatizei o "amiga". - Agora vamos trabalhar. - Disse caminhando para a fora da cozinha.

[...] No carregamento de armas

Cheguei lá e já fui entrando sem pedir "permissão", e dei de cara com o Blake atrás de uma mesa em pé conversando com outros caras.
- Quem é viva sempre aparece. – Blake disse dando um sorriso sarcástico.
- E quem se esconde de mim... - Me aproximei mais da mesa. - Eu sempre acho, não é Blake? - Disse retribuindo o sorriso, nossos casos em Atlanta não foi um dos melhores, mas cá estamos fazendo negócios de novo.
- Me pegou... - Ele cruzou os braços. - Mas então o que trás a honra da sua visita? - Ele disse me medindo.
- O carregamento de armas que meu pai agendou. - Disse simples e vi ele pressionar os lábios, problemas.
- Bom, ainda não chegou. - Ele disse com receio.
- Como assim não chegou? - Disse alterando minha voz e ficando do outro lado da mesa encarando o Blake.
- Houve um atraso, pois alguns policiais estavam fazendo ronda então ficou difícil para passar deles despersebidos... - Ele tentava se explicar, mas aquilo não adiantaria, não para mim. - Daqui meia hora chega.
- Meia hora? - Levantei as sobrancelhas. - Você tinha um horário, você acha que eu gosto de esperar? - Ele ficou quieto, ele conhecia meu temperamento. - Olha, apenas meia hora Blake, se passar disso... - Não terminei a frase e sai do galpão, avisei os capangas que trouxeram a vã para levar as armas que haveria um atraso e voltei para o carro que eu estava.
- Marquem meia hora, se passar disso, o Blake vai se ver comigo. - Disse me encostando no banco.
- Tudo bem. - Nolan disse olhando a hora no seu celular.
Estava mexendo no meu celular para ver se o tempo passava, ouvi um barulho de motor parando e olhei achando que era o carregamento, mas não... E meu corpo congelou.
- Justin esta aqui. – Disse olhando para o mesmo enquando saia do carro, e logo apontei para o Nolan e o David verem também.
- Isso pode estragar o plano. - Disse David preocupado.
- Esse não é o problema David... - Eu observava o Bieber enquanto ele conversava com seus capangas. - O problema vai ser, se o Blake falar alguma coisa sobre mim, ou sobre minha familia, não posso deixar isso acontecer. – Eu desci do carro quando o Justin já tinha saído da minha vista, e fui no porta-malas e peguei uma peruca e coloquei meu óculos, andar com isso já era costume, nunca se sabe. Passei uma base para escurecer um pouco minha pele, coloquei uma luva e ajeitei minha arma se caso alguma coisa acontecesse.- Nolan eu vou lá dentro, deixa o pessoal alerta.
- Você é louca, eu vou com você. – Disse ele abrindo porta-luvas e pegando uma arma e saindo do carro.
- Você não vai. - Disse autoritária.
- Por quê? - Ele perguntou e parou na minha frente.
- Justin te viu na festa, vai te reconhecer, e ai tudo vai por água baixo mesmo. - Disse pressionando os lábios. - E se você vir atrás de mim, você vai ver o que te acontece. – Sai sem deixar que ele falasse mais nada.
Entrei naquele galpão do Blake, e tinha vários homens, devem ser do Justin e muitos olhos se voltaram para mim. Eu não falei nada, pois era meio arriscado alguém reconhecer minha voz. Passei perto do Justin e ele não me reconheceu ainda bem, fui onde Blake estava e o puxei. 
- Temos que conversar. – Disse com uma voz sexy.
- O que aconteceu com você? – Ele sussurrou olhando para minha peruca e meu rosto.
- Bieber, inimigo. – Ele entendeu o recado que eu disse. – E se certas pessoas abrirem a boca não vai se dar bem. – Ele engoliu seco.

P.O.V Justin Bieber

Acordei com meu pai me chamando para eu buscar o carregamento de armas, pois ele não poderia ir, ele disse que era algo discreto de acordo com o Blake. Eu já estava pronto para sair quando o Jorge, meu segurança que ficava no portão veio falar comigo.
- Senhor Bieber, tenho algo para falar para você, algo meio que fora do comum aconteceu hoje. - Jorge dizia enquanto as escoltas e a vã que levaria o carregamento parava em frente ao portão.
- O que aconteceu? - Perguntei preocupado e ao mesmo tempo curioso.
- Hoje na casa dos Nercessian... - Meu corpo gelou, eu já tinha parado mais de desconfiar da Anne, principalmente desde ontem. - Saíram logo cedo, não faz muito tempo, carros blindados, e a garota estava junto. - Então eu olhei confuso.
- Todo mundo pode sair cedo Jorge. - Ou talvez eu queira acreditar naquilo, porque eu queria me aproximar mais da Anne.
- Sim, mas não com escolta, porque os carros que acompanhavam o da garota, eram de escolta senhor, isso é estranho. - Jorge disse explicando, que merda.
- Você tem certeza que eram escoltas? - Perguntei, e eu queria que a resposta fosse não.
- Sim, eram carros blindados, com seguranças dentro, só não sei se estavam armados, eles foram bem discretos. - Ele ia dizendo e a cada palavra eu me sentia mais longe dela.
- Tudo bem, obrigado por avisar. - Sai dali e fui para o meu carro.
[...]
Quando eu cheguei lá já havia alguns carros, que coisa discreta em Blake. Entrei e o Blake estava conversando com um cara e quando ouviu passos, já começou a falar:
- Eu disse meia hora querida, nem se passaram vinte minutos direito. - Então ele olhou para mim surpreso. - Ah, é você Bieber Junior, cadê seu pai?
- Não pode vir. - Disse simples. - Bem discreto em Blake, realmente não esperava uma rave. - Disse irônico. - Mas pelo jeito você esperava. - Disse me lembrando do que ele havia dito assim que eu entrei.
- Desculpa Bieber, sua familia não é a única que me da dinheiro em Los Angeles. - Ele riu.
- Mas é a que mais compra, e você disse descrição, isso... - Apontei para a porta que eu entrei, aonde eu tinha visto os carros. - Não é nada discreto.
- São clientes antigos, e importantes, e mais sanguinários, e isso quer dizer que eles compram mais armamento que vocês. - Agora eu entendi porque meu pai entrou numa briga feia com ele, quem ele pensa que é? Quando eu ia falar alguma coisa, uma garota entrou e puxou o Blake de canto e dizia algo para ele que eu não pude escutar. O jeito dela era familiar, e o Blake parecia estar com medo dela, ou coisa do tipo. Será que ela era parte da tal familia que o Blake estava falando?
Então no meio daquilo tudo, da interrupção da garota, meu capanga falou:
- Você não esta vendo que o senhor Bieber estava conversando com o Blake. - Ele falou grosso.
- É melhor você ficar quietinho... - Ela disse se afastando do Blake e olhando para o capanga, a voz dela também era familiar. - Claro, se não quiser levar um tiro. - Ela deu um sorriso de canto e levantou uma das sobrancelhas.
- Quem você pensa que é? - Eu disse grosso e dei dois passos para frente e ela recuou, estranho. - Para falar assim com os meus seguranças?
- Primeiramente eu só falei com um e não com todos. - Ela disse cruzando os braços. -  E outra, eu sou a garota que pode dar um tiro na testa do seu capanga. – Corajosa em falar assim comigo em, ela era totalmente convencida, e se fosse em outras circunstancias eu iria pagar uma bebida para ela.
- Duvido. - Eu disse a desafiando.
- Não duvide. - Blake disse num tom divertido, o mesmo adora ver o circo pegar fogo quando ele não é o alvo.
- Mas eu duvido. - Cruzei os braços e a analisei. - Então vamos lá Ladie. - Disse com raiva já, vamos ver se ela é tudo isso, então vi que ela levantou o seu sobretudo, tirando uma arma da cintura e apontou para o meu capanga que provocou ela e logo ouvi o disparou da arma dela, e o capanga caiu no chão o que fez todos os homens apontarem as armas para ela.
- Eu disse para não duvidar de mim. - Disse ela guardando a arma e ignorando todos como as armas apontadas para ela, fiquei encantado com essa garota.
- Blake eu vou levar o carregamento e... - Eu caminhei até a mesa que o Blake estava e deixei a bolsa de dinheiro lá e parei do lado da garota. - Qual é seu nome?
- Lucy. - Ela respondeu, e de perto era como se eu a conhecesse.
- E você Lucy, eu só não te mato porque você me encantou. – Pisquei para ela e dei um sorriso para ela.
- O ultimo que piscou para mim acabou com uma caneta no olho, então não faça isso. – Ela falou e parecia estar se divertindo, ok, ela era a mulher dos meus sonhos, sempre quis alguém assim do meu lado.
- Me encantou Lucy. – Dei um sorri e sai com meus capangas, eles estavam carregando as malas que estavam as armas dentro, eles colocaram tudo na vã, e eu entrei no meu carro e dei partida indo para casa.
[...] Em casa
Os capangas começaram a guardar as armas e fazer o inventario, eu apenas fui para o meu quarto pensando naquela garota, Lucy.

P.O.V Anne Nercessian

Depois da cena com o Justin e ele sair com seus capangas eu pude respirar fundo, talvez ainda tudo de certo.
- Você é louca. - Blake disse rindo.
- Não sou louca, apenas objetiva. - Disse tirando a peruca, aquele troço esquentava. - Cadê as armas? - Eu já olhava para ele.
- Deve ter chegado junto com o carregamento do Bieber, meus capangas falam com os seus lá fora, relaxa. - Disse o Blake falando, relaxar? Preciso de confirmação, peguei meu celular e mandei uma mensagem para o Nolan.
"Trás a maleta com o dinheiro, e verifica para mim se o carregamento está sendo colocado nas duas vãs, obrigada."
Destinatário: Princess;

Esperei um tempo olhando para aquele corpo, eu não devia ter feito aquilo... Então meu celular vibrou.
De: Princess;
"Tudo certo aqui fora."

- O que aconteceu com ele? – Disse Nolan entrando no galpão e apontou para o cadáver.
- Me provocou. - Dei um sorriso falso. - Justin duvidou que eu não fosse atirar nele.
- Lição número um para o Bieber, não desconfie da Nercessian. – Disse rindo e me dando a maleta, a coloquei na mesa e abri, e a empurrei em direção do Blake.
- 200 mil dólares como o combinado e Blake. - Cruzei os braços, e era isso e sair, mas... - Se o Bieber aparecer aqui e você disser alguma coisa de mim, você já sabe. – Eu disse e olhei para o cadáver. Nós saímos dali e entramos no carro, e já logo terminei de tirar os óculos e as luvas e soltei o meu cabelo.
- Vai ter que trocar essa roupa. – Disse Nolan olhando para minha roupa, enquanto ele ligava o carro. Olhei para ela e tinha uns rastros de sangue, quase invisíveis, mas visível para quem já era acostumado com aquilo.
- Verdade... - Disse lembrando que o Justin também me viu com essa roupa. - Justin também me viu com essa roupa, arriscado ele lembrar se caso a gente chega juntos lá.
- É mesmo... - Disse David pensativo. - Tem um tênis seu aqui no carro que você esqueceu da outra vez que usamos o carro, ai você tira o batom e espera. - Ele falava rapidamente o plano improvisado dele. - Nós já entramos direto na garagem e chegando lá você tira seu casaco e coloca minha blusa de frio, porque vai que você sai da garagem e da de cara com ele. - Ele deu uma risadinha, idiota.
- Melhor que nada, me da os tênis. – Ele me deu e eu os calcei, tirei o batom fiz um coque frouxo no cabelo. Só vou tirar o casaco quando estiver chegando lá no condomínio porque esta muito frio.
[...]
Quando estávamos quase chegando lá tirei meu casaco e coloquei a blusa de frio do David. As vãs foram para o endereço que o David deu para eles lá no galpão, vir para cá só causaria mais suspeitas.
Chegamos no condomínio, e o Juan abriu o portão para entrarmos com o carro. Abri o porta-luvas e peguei o meu perfume para passar, eu deixo uns perfumes meu de reserva nos meus carros, necessidade né.
- Para que você vai passar perfume? - Disse Nolan olhando para o lado para me observar.
- Vai saber se eu encontro o Justin. - Disse como se fosse óbvio, eu quero que esse plano seja perfeito, odeio falhas.
- Só por isso? - Ele disse com voz de descaso e voltou a olhar para frente. - Você esta levando esse plano muito a sério. - Oi? Ciúmes agora não Nolan, quero que meu plano dê certo.
- Nada ver, só tenho que conquistar ele, não vou fazer isso fedendo né? – Eles riram do que eu disse.
- E você esta fedendo? - Ele perguntou rindo. - Não tomar banho da nisso né. - Ele falou num tom de zoação.
- Idiota.- Continuei rindo, e o Nolan estacionou o carro na garagem da nossa casa e eu sai do carro. Nem sinal do Justin, ainda bem. Entrei em casa, e meu pai estava lá, ele perguntou como foi lá e eu falei que teve alguns imprevistos, mas ocorreu tudo bem.

 [...]
Subi para o meu quarto para me trocar, pois meu pai ficou me fazendo um interrogatório sobre o que aconteceu lá, não estava afim. Subi no meu quarto e troquei de roupa, colocando um calça skinny verde musgo e minhas botas, e um casaco preto. Peguei o meu celular e desci as escadas, Nolan estava sentado no sofá e meu pai tinha saído, amém.
- Aonde você vai? - Nolan perguntou me medindo.
- Vou fazer uma visita para o Justin. - Disse já indo em direção da porta enquanto ele falava comigo.
- Ah sei... - Ele pulou do sofá e veio na minha direção. - Nada de ficar de muito agarramento com ele. - Ele bateu o dedo indicador no meu nariz e eu ri.
- Ué, virou meu pai foi? - Perguntei com as mãos na cintura. - Não se esqueça de que eu estou com ele apenas por trabalho. - Eu lembrei ele, não precisava de alguém com ciúmes estragando meus planos.
- Isso mesmo. - Ele deu um sorriso. - Ainda bem que você lembrou disso. - Ele disse e em seguida me beijou.
- Nolan meu pai pode chegar a qualquer momento... - Eu disse o empurrando, também não era só por isso, eu não estava no clima... - Bye beijinhos. – Eu disse já abrindo a porta, e mandei um beijo para ele no ar. 
Sai de casa e fui até a casa do Justin que é em frente a minha, os seguranças dele ficaram me olhando, odeio esses caras, sério.
-  Dá para chamar o Justin? Hoje eu não estou com paciência para brincadeiras ouviu. - Já disse sem paciência, desde da última vez tenho vontade de vir com uma arma aqui e atirar neles. Um dos seguranças pegou o seu rádio e falou que eu estava aqui, logo liberaram a minha entrada, que ótimo, sem discussões. Eu entrei naquela casa enorme, que eu sempre que olhava lembrava da minha, percebi que um segurança do Bieber veio na minha direção e disse:
- O senhor Bieber esta no quarto, ele falou que você pode subir. - Ele apontou para a escada a nossa direita.
- Qual é o quarto dele? - Perguntei para ele, não queria me perder ali.
- É a terceira porta a direita. - O segurança disse e eu fui em direção da escada e subi, e quando eu estava na frente da porta do Justin prestes a bater na porta, uma garota loira saiu de lá com uma roupa curta, e eu achei ela louca, porque estava frio, e a mesma estava me encarando, e eu fazia o mesmo.
- Gostou? - Perguntei olhando para a cara dela. - Tira foto dura mais. - Cruzei os braços.
- Menina se toca se eu tirar uma foto sua meu celular queima. - Ela disse jogando o cabelo para o lado com soberbosidade.
- Ah querida... - Disse irônica. - Se não queimou com as suas fotos, você acha que vai queimar com a minha? Se toca né garota, você não tem espelho em casa não? - Disse já brava, o Justin sempre tinha que ter uma piranha para eu discutir? Não sei se aguento mais isso, revirei os olhos, eu estava me irritando mesmo.
- O que esta acontecendo aqui? - Perguntou Justin saindo do quarto e olhando para nós duas.
- Essa garota ai fica me encarando. - Eu disse apontando para aquela coisa.
- Será que toda vez que você vier aqui você vai ficar brigando com o povo. - Disse o Justin me olhando incrédulo, e vi a garota fazer uma cara de "vitória".
- A culpa não é minha Justin... - Disse revirando os olhos. - Se toda vez eu venho aqui tem um troço para me irritar.
- Britney vai embora. – Disse Justin sem humor nenhum, ah... então esse é o nome dessa vaca.
- Vou só por que você pediu. – Ela disse e deu um selinho no Justin, será que é a namorada dele? – Estou de olho em você guria. - Ela disse e logo desceu as escadas indo embora. Se ela for, coitada, chifruda e eu sou uma idiota que beijou um cara comprometido.
- Sua namorada? - Perguntei, não queri ficar com a dúvida.
- Não, só uma ficante. - Ele respondeu me encarando. - Ciúmes? - Ele perguntou com um sorriso de canto, me poupe.
- Nunca. – Disse passando a minha mão no seu queixo e entrando no quarto. - Só não queria ficar com dúvida, se eu beijei um cara que já é comprometido. - Disse rindo e ouvi a risada dele atrás de mim e a porta se fechando.
- Entendi... - Ele disse e então eu me virei para olhar para ele. - Ao que devo a honra da sua visita? - Ele perguntou me analisando, ele era um inimigo muito bonito, isso é um pecado.
- Ah sei lá, só vim aqui encher seu saco, ver você, não tinha nada para fazer lá em casa. - Eu disse enquanto caminhava para me sentar na cama. - Te atrapalhei em algo?- Eu estava a ponto de me jogar na cama.
- Na verdade sim. - Ele respondeu. Eca nem vou deitar vai saber o que ele fez aqui com aquela garota. Justin percebeu a minha careta e olhou confuso. – O que foi?
- Não vou me sentar aqui. - Fiz uma careta, nem queria imaginar a cena. - Vai saber o que você fez com aquela garota.
- Não fiz nada, pois você interrompeu. - Ele disse simples, uau, essa doeu.
- Nossa... - Eu disse e pisquei, ele realmente havia dito aquilo. - Melhor eu ir embora, já que eu só atrapalho.
- Não. - Ele me impediu, espero que fale algo que preste. - Agora pode ficar,  a Britney já foi embora. - Ele disse isso mesmo? Me senti segunda opção, eu queria era descer a mão nele, mas não podia, tinha que me fazer de menina doce.
- Uau. - Disse sem emoção. - Rejeição anotada. - Dei um sorriso falso sem mostrar os dentes e ia sair do quarto, mas ele segurou meu braço e abriu a boca para falar, espero que seja algo que preste.
- Eu não estou te rejeitando, você é bem melhor que a Britney. – Ele disse me olhando de cima a baixo mordendo os lábios. – Se você quiser eu continuo o que eu estava fazendo com Britney, só que com você. – Disse me olhando com um olhar malicioso, Bieber me decepcionou de novo abrindo a boca.
- Não sou segunda opção de ninguém... - Cruzei os braços. - E outra se quiser continuar vai atrás daquele troço, porque comigo você não arranja nada. - Disse quase com raiva, eu disse quase.
- Ah vai me dizer que você não gosta de mim? - Ele deu um passo em minha direção. - Você acha que eu sou gostoso. - Ele disse convencido, só que rindo, e eu meio que soltei uma risada.
- Ainda bem que sabe que é gostoso. – Eu disse baixo e o olhando, ele estava sem camisa e com uma calça de moletom, Deus que pecado eu não aproveitar esse corpo.
- O que você disse? - Ele se aproximou mais e rindo.
- Eu disse que você é muito convencido. – Eu disse caindo na real, foca no plano Anne.
- Não foi isso que eu ouvi. – Disse ele já próximo a mim.
- Foi sim. – Eu disse me afastando dele, isso vai dar merda.
- Não, não foi isso. – Ele disse e se aproximou novamente de mim, e ficou me encarando e grudou nossos corpos, ele colocou as mechas do meu cabelo atrás das minhas orelhas e me encarou com seus olhos de mel, não havia inocência, mas também não havia malicia, e eu senti algo naquele momento, que eu nunca senti com ninguém, e ele cortou meus pensamentos me fazendo uma pergunta. – Posso te beijar? – Ele perguntou encarando meus lábios.
- Pode. – Eu disse por impulso, eu queria aquilo, era como se ele estivesse virando uma droga, aquelas que nós falamos que temos o controle. Ele se aproximou mais segurando na minha cintura, e eu segurei no seu pescoço, ele me puxou colando mais os nossos corpos que pareciam se encachar perfeitamente um no outro, ele me selou, aquele selinho logo se transformou em um beijo intenso, ele me apertava cada vez mais ao seu corpo. O que eu estava fazendo? O que estava acontecendo comigo?
- Atrapalho? - Disse aquela voz entrando no quarto e eu e o Justin nos separamos.
♦♦♦

4 comentários:

  1. Hihi.. Contiinuaa Too adorandoo oo Temaa.(Mafiia). haha...

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  2. Amei,perfeito,divino,fabuloso e na suaa proxima IB coloca a Ariana Grande como principal?
    -Gabriela

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  3. Quem sera?
    Amei e você é mal fica matando agente de curiosidade
    -Ana Aline

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